Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -A Paróquia São Pedro Apóstolo realizará nesta terça-feira (16), em sua Igreja Matriz, a santa missa em honra a Nossa Senhora do Carmo, às 19 horas.Celebrada dentro do calendário católico em 16 de julho, a devoção centenária remonta às origens da ordem religiosa Carmelita, cujos monges viam em Maria, Mãe de Deus, como modelo de comunhão íntima com o Senhor. O uso do escapulário surgiu após a experiência mística de São Simão Stock que, nesta mesma data no século XII, rezava o santo terço e pedia a intercessão de Nossa Senhora diante das perseguições dos mulçumanos que sua ordem enfrentava. Nossa Senhora lhe apareceu com um escapulário na mão e disse: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”. A partir dessa experiência, todo carmelita usa como parte do seu hábito religioso o escapulário. Vários papas promoveram o seu uso dentro da Igreja e tornando-se devocional também entre os cristãos leigos. São muitos os devotos de Nossa Senhora do Carmo que honram o uso do escapulário e seguem a espiritualidade carmelita, ainda que não sejam religiosos consagrados. Dessa forma, na santa missa desta terça-feira (16) será realizado a benção dos escapulários . Na Igreja Nossa Senhora do Carmo, comunidade rural no Tropical, a celebração eucarística acontecerá às 19h30.
ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO CARMO
Como foste familiar ao Senhor, ó Mãe nossa! Mereceste ser feita tão próxima, ou melhor, tão íntima! Quantas graças mereceste de Deus! Ele está em ti e tu n’Ele; viste-O e foste por Ele revestida. Viste-O com a substância da carne e Ele veste-te a glória da Sua majestade. Viste o sol através da nuvem e foste revestida de sol.
E agora, Mãe de misericórdia, humildemente prostrada a seus pés, como a luz, a Igreja pede-te, com devotíssimas súplicas que, pois foste constituída medianeira entre ela e o Sol de justiça, por aquele sinceríssimo afeto da tua alma, lhe obtenhas a graça de que, na tua luz, chegue a contemplar a luz desse Sol resplandecente que te amou verdadeiramente mais do que a todas as outras criaturas, e te adornou com as mais preciosas galas de glória, colocando na tua cabeça a coroa da formosura. Estás cheia de graça, cheia do celeste orvalho, sustentada pelo Amado e transbordante delícias. Senhora, alimenta hoje os teus pobres; os mesmos cachorrinhos também comem das migalhas que caem da mesa, dá-lhes de beber da tua copiosa hídria [vaso de água, cântaro] (S. Bernardo, De duodecim praerogativis B.V.M.).
Ó Maria, tu és o modelo das almas de vida interior, dessas criaturas que Deus escolheu para viverem dentro de si, no fundo do abismo sem fundo. Com quanta paz e recolhimento te submetias e prontificavas, ó Maria, a todas as coisas! E como até as mais vulgares ficavam por ti divinizadas, pois em todos os teus atos permanecias em adoração ao dom de Deus! Esta atitude não te impedia dedicar-te a outras atividades externas quando se tratava de praticar a caridade (S. Isabel da Trindade, 1.º Retiro, 10,1).
Ó Maria, Rainha das Virgens, és também Rainha dos Mártires. Mas a espada atravessou somente o teu coração, porque em ti tudo se realiza no interior… Oh! quão formosa apareces quando te contemplo no teu prolongado martírio! Quão serena e envolta numa espécie de majestade que revela, ao mesmo tempo, mansidão e fortaleza! Tinhas aprendido do próprio Verbo como devem sofrer aqueles que o Pai escolheu como vítimas e determinou associar à grande obra de redenção, aqueles que conheceu e predestinou para serem conformes à imagem do Seu Cristo, o Crucificado por amor.
Tu estás ali, de pé junto à cruz, com valor e fortaleza. É então quando o meu divino Mestre me diz: “Eis aí a tua mãe”. Assim dá-te mim como Mãe. Agora que Ele regressou para o Pai e me pôs em seu lugar sobre a cruz para que complete o que falta os sofrimentos de Cristo para a salvação do Seu corpo que é a Igreja, tu, Virgem Santa, permaneces a meu lado para me ensinar a sofrer como Ele, para fazer-me sentir e compreender os últimos acentos da Sua alma que, somente tu, podes compreender (S. Isabel da Trindade, 2.º Retiro, 15)”.
Karynne Fernandes | Pastoral da Comunicação
Como foste familiar ao Senhor, ó Mãe nossa! Mereceste ser feita tão próxima, ou melhor, tão íntima! Quantas graças mereceste de Deus! Ele está em ti e tu n’Ele; viste-O e foste por Ele revestida. Viste-O com a substância da carne e Ele veste-te a glória da Sua majestade. Viste o sol através da nuvem e foste revestida de sol.
E agora, Mãe de misericórdia, humildemente prostrada a seus pés, como a luz, a Igreja pede-te, com devotíssimas súplicas que, pois foste constituída medianeira entre ela e o Sol de justiça, por aquele sinceríssimo afeto da tua alma, lhe obtenhas a graça de que, na tua luz, chegue a contemplar a luz desse Sol resplandecente que te amou verdadeiramente mais do que a todas as outras criaturas, e te adornou com as mais preciosas galas de glória, colocando na tua cabeça a coroa da formosura. Estás cheia de graça, cheia do celeste orvalho, sustentada pelo Amado e transbordante delícias. Senhora, alimenta hoje os teus pobres; os mesmos cachorrinhos também comem das migalhas que caem da mesa, dá-lhes de beber da tua copiosa hídria [vaso de água, cântaro] (S. Bernardo, De duodecim praerogativis B.V.M.).
Ó Maria, tu és o modelo das almas de vida interior, dessas criaturas que Deus escolheu para viverem dentro de si, no fundo do abismo sem fundo. Com quanta paz e recolhimento te submetias e prontificavas, ó Maria, a todas as coisas! E como até as mais vulgares ficavam por ti divinizadas, pois em todos os teus atos permanecias em adoração ao dom de Deus! Esta atitude não te impedia dedicar-te a outras atividades externas quando se tratava de praticar a caridade (S. Isabel da Trindade, 1.º Retiro, 10,1).
Ó Maria, Rainha das Virgens, és também Rainha dos Mártires. Mas a espada atravessou somente o teu coração, porque em ti tudo se realiza no interior… Oh! quão formosa apareces quando te contemplo no teu prolongado martírio! Quão serena e envolta numa espécie de majestade que revela, ao mesmo tempo, mansidão e fortaleza! Tinhas aprendido do próprio Verbo como devem sofrer aqueles que o Pai escolheu como vítimas e determinou associar à grande obra de redenção, aqueles que conheceu e predestinou para serem conformes à imagem do Seu Cristo, o Crucificado por amor.
Tu estás ali, de pé junto à cruz, com valor e fortaleza. É então quando o meu divino Mestre me diz: “Eis aí a tua mãe”. Assim dá-te mim como Mãe. Agora que Ele regressou para o Pai e me pôs em seu lugar sobre a cruz para que complete o que falta os sofrimentos de Cristo para a salvação do Seu corpo que é a Igreja, tu, Virgem Santa, permaneces a meu lado para me ensinar a sofrer como Ele, para fazer-me sentir e compreender os últimos acentos da Sua alma que, somente tu, podes compreender (S. Isabel da Trindade, 2.º Retiro, 15)”.