Crédito da foto - Karynne Fernandes | Pastoral da Comunicação
Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -No Brasil, desde 1981, a Igreja dedica o mês de agosto à oração, reflexão e promoção vocacional nas comunidades. O objetivo principal do mês de agosto ser dedicado às vocações é o de conscientização das igrejas a respeito da responsabilidade no processo vocacional, ou seja, despertar uma cultura vocacional em toda comunidade.
Vocação é a resposta humana a um chamado divino. Ela é uma semente divina ligada a um “sim” humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão “naturais”. Exige intimidade com Deus através da oração e abertura de coração, para dar o seu “sim” a exemplo da Virgem Maria que disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Na sua vocação, Samuel só entendeu que era o Senhor que estava chamando porque Eli disse: \"Samuel se ouvires que te chamam de novo, responde: ‘Fala, Senhor, que vosso servo escuta!’ (1 Sm 3,9). Isto nos mostra que os jovens precisam ser orientados para entender e responder ao chamado de Deus, por isso a comunidade, a família e os educadores precisam ajudar o vocacionado a fazer o discernimento vocacional, ou seja, ajudar a perceber e dar-se conta de que Deus está chamando para uma vocação específica. E em segundo lugar ajudar a responder positivamente a este chamado que Deus faz a cada um em particular.
Neste primeiro domingo do mês de agosto celebra-se o dia das vocações aos ministérios ordenados: diácono, padre e Bispo. Essa comemoração se deve ao fato de que no dia 4 de agosto celebra-se o dia de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, patrono dos padres; e, no dia 10 de agosto, o dia de São Lourenço, patrono dos diáconos.
O padre é o representante de Cristo dentro da comunidade, um pai espiritual para todos sob sua responsabilidade. Ele deve buscar a edificação e o crescimento da comunidade em que serve, tornando-a mais atuante e fundamentada na vivência do Evangelho, como na liturgia de hoje na qual Jesus nos chama à partilha do alimento.
A multiplicação dos pães e dos peixes é uma lição de Jesus, destinada a demonstrar como é que deve viver quem se diz cristão. Jesus afirma que nunca um cristão poderá dizer que não tem nada a ver com a fome, com a miséria, com as necessidades dos mais desfavorecidos. Qualquer irmão necessitado - de pão, de alegria, de apoio, de esperança - é de responsabilidade dos discípulos de Jesus. O nosso ser cristão passa pela solidariedade. É através da partilha do pouco que se tem (cinco pães e dois peixes) que se sacia a fome dos necessitados. É preciso estar de coração aberto a repartir com quem precisa. A \"bênção\" que Jesus fez dos pães e peixes é uma atitude de ação de graças, na qual se agradece a Deus por aquilo que se possui. Agradecer é reconhecer que algo que se possui é um dom recebido de Deus. Nós somos administradores dos bens que Deus nos confiou para que possamos colocá-los à serviço dos irmãos e irmãs com a mesma gratuidade com que os recebemos.
A benção que Jesus fez dos pães e dos peixes tem também uma conotação Eucaristica: \"ergueu os olhos ao céu e recitou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos\". Isto significa que sentar-se à mesa com Jesus e receber o pão Eucaristico é comprometer-se com a lógica da partilha, do amor, do serviço. Celebrar a Eucaristia obriga-nos a lutar contra as desigualdades, os sistemas de exploração, os esquemas de concentração dos bens, os esbanjamentos, a procura de bens supérfluos. Quando celebramos a Eucaristia e nos comprometemos com uma lógica de partilha estamos tornando Jesus presente no mundo.
Jesus mostra que a solução dos problemas do mundo começam a se resolver quando se tem compaixão. Diz o Evangelho: “Jesus viu uma grande multidãoe, cheio de compaixão, curou os seus doentes”. Isto nos mostrab quando Deus governa, não falta o essencial ao sustento da vida, que é o alimento. Para Deus, o alimento não é privilégio de alguns, mas direito adquirido por todos, porque ele é o Deus da vida e a seus filhos não pode faltar o sustento.
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
No Brasil, desde 1981, a Igreja dedica o mês de agosto à oração, reflexão e promoção vocacional nas comunidades. O objetivo principal do mês de agosto ser dedicado às vocações é o de conscientização das igrejas a respeito da responsabilidade no processo vocacional, ou seja, despertar uma cultura vocacional em toda comunidade.
Vocação é a resposta humana a um chamado divino. Ela é uma semente divina ligada a um “sim” humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão “naturais”. Exige intimidade com Deus através da oração e abertura de coração, para dar o seu “sim” a exemplo da Virgem Maria que disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Na sua vocação, Samuel só entendeu que era o Senhor que estava chamando porque Eli disse: \"Samuel se ouvires que te chamam de novo, responde: ‘Fala, Senhor, que vosso servo escuta!’ (1 Sm 3,9). Isto nos mostra que os jovens precisam ser orientados para entender e responder ao chamado de Deus, por isso a comunidade, a família e os educadores precisam ajudar o vocacionado a fazer o discernimento vocacional, ou seja, ajudar a perceber e dar-se conta de que Deus está chamando para uma vocação específica. E em segundo lugar ajudar a responder positivamente a este chamado que Deus faz a cada um em particular.
Neste primeiro domingo do mês de agosto celebra-se o dia das vocações aos ministérios ordenados: diácono, padre e Bispo. Essa comemoração se deve ao fato de que no dia 4 de agosto celebra-se o dia de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, patrono dos padres; e, no dia 10 de agosto, o dia de São Lourenço, patrono dos diáconos.
O padre é o representante de Cristo dentro da comunidade, um pai espiritual para todos sob sua responsabilidade. Ele deve buscar a edificação e o crescimento da comunidade em que serve, tornando-a mais atuante e fundamentada na vivência do Evangelho, como na liturgia de hoje na qual Jesus nos chama à partilha do alimento.
A multiplicação dos pães e dos peixes é uma lição de Jesus, destinada a demonstrar como é que deve viver quem se diz cristão. Jesus afirma que nunca um cristão poderá dizer que não tem nada a ver com a fome, com a miséria, com as necessidades dos mais desfavorecidos. Qualquer irmão necessitado - de pão, de alegria, de apoio, de esperança - é de responsabilidade dos discípulos de Jesus. O nosso ser cristão passa pela solidariedade. É através da partilha do pouco que se tem (cinco pães e dois peixes) que se sacia a fome dos necessitados. É preciso estar de coração aberto a repartir com quem precisa.
A \"bênção\" que Jesus fez dos pães e peixes é uma atitude de ação de graças, na qual se agradece a Deus por aquilo que se possui. Agradecer é reconhecer que algo que se possui é um dom recebido de Deus. Nós somos administradores dos bens que Deus nos confiou para que possamos colocá-los à serviço dos irmãos e irmãs com a mesma gratuidade com que os recebemos.
A benção que Jesus fez dos pães e dos peixes tem também uma conotação Eucaristica: \"ergueu os olhos ao céu e recitou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos\". Isto significa que sentar-se à mesa com Jesus e receber o pão Eucaristico é comprometer-se com a lógica da partilha, do amor, do serviço. Celebrar a Eucaristia obriga-nos a lutar contra as desigualdades, os sistemas de exploração, os esquemas de concentração dos bens, os esbanjamentos, a procura de bens supérfluos. Quando celebramos a Eucaristia e nos comprometemos com uma lógica de partilha estamos tornando Jesus presente no mundo.
Jesus mostra que a solução dos problemas do mundo começam a se resolver quando se tem compaixão. Diz o Evangelho: “Jesus viu uma grande multidão
e, cheio de compaixão, curou os seus doentes”. Isto nos mostrab quando Deus governa, não falta o essencial ao sustento da vida, que é o alimento. Para Deus, o alimento não é privilégio de alguns, mas direito adquirido por todos, porque ele é o Deus da vida e a seus filhos não pode faltar o sustento.
Indique a um amigo
Conteúdos Relacionados