Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -“O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 1,49).
A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Este é um dogma proclamado pelo papa Pio XII, no dia primeiro de novembro de 1950, para definir de forma explícita o que a Igreja acredita e vive no seu dia-a-dia. Este dogma tem sua base não só na fé da Tradição, mas nas Sagradas Escrituras, de forma especial na primeira leitura deste domingo, no capítulo 12 do Apocalipse de São João. Nesta leitura se fala de uma mulher, entendida pela Igreja como a figura de Maria, ela que é também a imagem da Igreja. Esta mulher está vestida de Sol, ou seja, vestida de Jesus Cristo. Ela tem a lua debaixo dos pés, que para a Igreja significa que ela não está abalada por este mundo, mas o transcende. A Palavra continua dizendo que ela tem em sua cabeça uma coroa de 12 estrelas. Esta coroa representa as 12 tribos de Israel, mas também representa a “nova Israel”, a Igreja de Cristo, que Maria é a figura perfeita. Por fim, esta mulher foge para o deserto que possui um lugar preparado por Deus para ela.
A Igreja entende que esta leitura aponta para a realidade de que Maria, no fim de sua vida, é elevada e glorificada aos céus em corpo e alma. Ela vive o que os santos de Deus viverão no fim dos tempos. Agora, nossos irmãos falecidos vivem uma realidade que não os é natural porque suas almas estão separadas de seus corpos esperando a ressurreição no último dia. Porém, Maria, após ter morrido, para se configurar em tudo ao seu filho, já recebeu de Deus o que receberemos no futuro. Ela já vive a realidade do futuro no céu.
Este dogma quer trazer para a nossa realidade uma certeza futura da ressurreição dos nossos corpos e a glorificação de todos em corpo e alma nos céus. É a nossa esperança futura. Estaremos plenamente com Deus. Ele é o nosso alívio, salvação e libertação. A Igreja, a exemplo de Maria, vai traçando durante a história o mesmo caminho de seu Salvador. Vive uma vida de luta, padece como Jesus, morre com Ele, porém ressuscitará para a Glória com Ele. O dogma da Assunção de Maria não é proclamado com a finalidade em Maria, mas exalta a ligação íntima da Mãe com o seu Filho. Maria não morreu de qualquer forma, como nos afirmam São João Damasceno, Santo Anselmo e São Bernardo, mas nas graças de Deus ela entrega a sua vida na pureza e na serenidade ansiando em estar com o seu Filho novamente.
Que esta Solenidade nos inspire a buscar a santidade com força maior. Que todos nós possamos, a exemplo de Maria, sermos fiéis testemunhas de Cristo, lutando e vivendo por ele. Que tenhamos a Santa Ansiedade de querer estar com Jesus, de configurarmos a nossa vida com a dele.
Que Deus abençoe a todos por intercessão de Nossa Senhora Assunta.

“O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 1,49).
A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Este é um dogma proclamado pelo papa Pio XII, no dia primeiro de novembro de 1950, para definir de forma explícita o que a Igreja acredita e vive no seu dia-a-dia. Este dogma tem sua base não só na fé da Tradição, mas nas Sagradas Escrituras, de forma especial na primeira leitura deste domingo, no capítulo 12 do Apocalipse de São João. Nesta leitura se fala de uma mulher, entendida pela Igreja como a figura de Maria, ela que é também a imagem da Igreja. Esta mulher está vestida de Sol, ou seja, vestida de Jesus Cristo. Ela tem a lua debaixo dos pés, que para a Igreja significa que ela não está abalada por este mundo, mas o transcende. A Palavra continua dizendo que ela tem em sua cabeça uma coroa de 12 estrelas. Esta coroa representa as 12 tribos de Israel, mas também representa a “nova Israel”, a Igreja de Cristo, que Maria é a figura perfeita. Por fim, esta mulher foge para o deserto que possui um lugar preparado por Deus para ela.
A Igreja entende que esta leitura aponta para a realidade de que Maria, no fim de sua vida, é elevada e glorificada aos céus em corpo e alma. Ela vive o que os santos de Deus viverão no fim dos tempos. Agora, nossos irmãos falecidos vivem uma realidade que não os é natural porque suas almas estão separadas de seus corpos esperando a ressurreição no último dia. Porém, Maria, após ter morrido, para se configurar em tudo ao seu filho, já recebeu de Deus o que receberemos no futuro. Ela já vive a realidade do futuro no céu.
Este dogma quer trazer para a nossa realidade uma certeza futura da ressurreição dos nossos corpos e a glorificação de todos em corpo e alma nos céus. É a nossa esperança futura. Estaremos plenamente com Deus. Ele é o nosso alívio, salvação e libertação. A Igreja, a exemplo de Maria, vai traçando durante a história o mesmo caminho de seu Salvador. Vive uma vida de luta, padece como Jesus, morre com Ele, porém ressuscitará para a Glória com Ele. O dogma da Assunção de Maria não é proclamado com a finalidade em Maria, mas exalta a ligação íntima da Mãe com o seu Filho. Maria não morreu de qualquer forma, como nos afirmam São João Damasceno, Santo Anselmo e São Bernardo, mas nas graças de Deus ela entrega a sua vida na pureza e na serenidade ansiando em estar com o seu Filho novamente.
Que esta Solenidade nos inspire a buscar a santidade com força maior. Que todos nós possamos, a exemplo de Maria, sermos fiéis testemunhas de Cristo, lutando e vivendo por ele. Que tenhamos a Santa Ansiedade de querer estar com Jesus, de configurarmos a nossa vida com a dele.
Que Deus abençoe a todos por intercessão de Nossa Senhora Assunta.