Crédito da foto - Centro Aletti
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“Quem de entre vós não renunciar a si mesmo não pode ser meu discípulo”.
O Papa São João Paulo II diz que o pecado original “tirou os nossos olhos do Criador e os voltou para as criaturas”, ou seja, a nossa natureza decaída, fruto do primeiro pecado da humanidade, nos faz estar “brigando com Deus”, disputando entre fazer a vontade divina e a nossa. Por isso o pecado muitas vezes nos faz egoístas, egocêntricos, adoradores de nós mesmos. Hoje vemos muitas pessoas revoltadas contra os Mandamentos de Deus, muitos querendo excluir Deus da sua vida simplesmente porque Ele, através de sua Palavra, não permite que certas vontades humanas sejam vividas pois são prejudiciais à salvação, outros veem a Igreja e os cristãos como um entrave para o progresso da sociedade pois não compactuam com o adultério, com o aborto, com o divórcio, com as injustiças, etc. Tudo isto mostra que o pecado adoeceu a nossa natureza humana e nos faz agir contra a vontade divina. Renunciar a si mesmo significa abandonar aquelas nossas preferências e vontades que são contra a vontade do Criador, significa abandonar, deixar para trás aqueles pensamentos e atitudes que estão estragados em nós mesmos, significa trocar os nossos planos e desejos pelos de Deus. Renunciar a si mesmo é também não gastar o tempo e a vida com futilidades. São João Paulo II dizia que “o cristão não pode viver uma vida na mediocridade”, ou seja, não podemos perder tempo com programas fúteis, vazios, que não deixam um crescimento para nós, para nossa família, para a Igreja e a sociedade. Em poucas palavras, significa fugir daquilo que nos faz mal, de tudo o que é pecado, dos pensamentos pecaminosos que muitas vezes Satanás nos sugere no dia-a-dia.
Renunciar a si mesmo é deixar algo para abraçar outra coisa melhor, não dá para abraçar duas coisas ao mesmo tempo. Jesus já dizia: \"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro\" (Mt 6,24). Não podemos servir a Deus e ao mundo, ao bem e ao mal, à graça e ao pecado, ao céu e ao inferno. Nós como cristãos precisamos de uma constância interior, precisamos de perseverança, de um comprometimento diário com a Igreja de Cristo, com os bens espirituais, com a salvação. Precisamos dar uma atenção exclusiva a Cristo para que Ele seja o fim último e razão verdadeira de nossas vidas.
O exemplo a seguir para fazer a vontade de Deus Pai é o próprio Jesus que disse: \"Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra\" (Jo 4,34). São Paulo aos Filipenses diz que para realizar esta vontade divina de salvar a humanidade Jesus, mesmo \"sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens\" (Fl 2,6-7). Quer dizer que Jesus abaixou-se, humilhou-se, fez-se obediente para assumir a condição de ser humano que nasce e cresce numa família humana. Jesus também sofreu tentações no deserto (cf. Mt 4,1-11) mas superou todas elas pela força da Palavra de Deus e do Espírito Santo.
As vezes nós também nos sentimos fracos diante da tentação, a exemplo de São Paulo que se pergunta: Por que \"não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero?\"(Rm 7,19). Somos convidados a lembrar as palavra de Santo Agostinho que afirma “o que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”. Com estas palavras: \"onde abundou o pecado, superabun¬dou a graça\"(Rm 5,20), São Paulo nos convida a buscarmos a misericórdia e a graça divina através do Sacramento da Confissão como meio para superar as tentações em nossa vida.
Os Dez Mandamentos da Lei de Deus são a base da moral católica, por isso um dos meios para quem está disposto a “renunciar a si mesmo” é procurar vive-los diariamente. Também é importante que a cada dia façamos o nosso exame de consciência para não compactuar com os pecados capitas da soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça. Portanto, não podemos viver a vida presente sem Cristo, seguindo apenas as inclinações perversas de nosso coração, pois se a assim o fizermos estaremos perdendo a essência da nossa vida, que é a salvação. Peçamos a Cristo que nos dê a capacidade de Segui-Lo na Igreja, na vida de comunidade, na vida em família para nos tornarmos verdadeiros discípulos e salvar a nossa vida neste mundo e no mundo futuro.
Pe. Valdir Luiz Koch
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“Quem de entre vós não renunciar a si mesmo não pode ser meu discípulo”.
O Papa São João Paulo II diz que o pecado original “tirou os nossos olhos do Criador e os voltou para as criaturas”, ou seja, a nossa natureza decaída, fruto do primeiro pecado da humanidade, nos faz estar “brigando com Deus”, disputando entre fazer a vontade divina e a nossa. Por isso o pecado muitas vezes nos faz egoístas, egocêntricos, adoradores de nós mesmos. Hoje vemos muitas pessoas revoltadas contra os Mandamentos de Deus, muitos querendo excluir Deus da sua vida simplesmente porque Ele, através de sua Palavra, não permite que certas vontades humanas sejam vividas pois são prejudiciais à salvação, outros veem a Igreja e os cristãos como um entrave para o progresso da sociedade pois não compactuam com o adultério, com o aborto, com o divórcio, com as injustiças, etc. Tudo isto mostra que o pecado adoeceu a nossa natureza humana e nos faz agir contra a vontade divina.
Renunciar a si mesmo significa abandonar aquelas nossas preferências e vontades que são contra a vontade do Criador, significa abandonar, deixar para trás aqueles pensamentos e atitudes que estão estragados em nós mesmos, significa trocar os nossos planos e desejos pelos de Deus. Renunciar a si mesmo é também não gastar o tempo e a vida com futilidades. São João Paulo II dizia que “o cristão não pode viver uma vida na mediocridade”, ou seja, não podemos perder tempo com programas fúteis, vazios, que não deixam um crescimento para nós, para nossa família, para a Igreja e a sociedade. Em poucas palavras, significa fugir daquilo que nos faz mal, de tudo o que é pecado, dos pensamentos pecaminosos que muitas vezes Satanás nos sugere no dia-a-dia.
Renunciar a si mesmo é deixar algo para abraçar outra coisa melhor, não dá para abraçar duas coisas ao mesmo tempo. Jesus já dizia: \"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro\" (Mt 6,24). Não podemos servir a Deus e ao mundo, ao bem e ao mal, à graça e ao pecado, ao céu e ao inferno. Nós como cristãos precisamos de uma constância interior, precisamos de perseverança, de um comprometimento diário com a Igreja de Cristo, com os bens espirituais, com a salvação. Precisamos dar uma atenção exclusiva a Cristo para que Ele seja o fim último e razão verdadeira de nossas vidas.
O exemplo a seguir para fazer a vontade de Deus Pai é o próprio Jesus que disse: \"Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra\" (Jo 4,34). São Paulo aos Filipenses diz que para realizar esta vontade divina de salvar a humanidade Jesus, mesmo \"sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens\" (Fl 2,6-7). Quer dizer que Jesus abaixou-se, humilhou-se, fez-se obediente para assumir a condição de ser humano que nasce e cresce numa família humana. Jesus também sofreu tentações no deserto (cf. Mt 4,1-11) mas superou todas elas pela força da Palavra de Deus e do Espírito Santo.
As vezes nós também nos sentimos fracos diante da tentação, a exemplo de São Paulo que se pergunta: Por que \"não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero?\"(Rm 7,19). Somos convidados a lembrar as palavra de Santo Agostinho que afirma “o que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”. Com estas palavras: \"onde abundou o pecado, superabun¬dou a graça\"(Rm 5,20), São Paulo nos convida a buscarmos a misericórdia e a graça divina através do Sacramento da Confissão como meio para superar as tentações em nossa vida.
Os Dez Mandamentos da Lei de Deus são a base da moral católica, por isso um dos meios para quem está disposto a “renunciar a si mesmo” é procurar vive-los diariamente. Também é importante que a cada dia façamos o nosso exame de consciência para não compactuar com os pecados capitas da soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça. Portanto, não podemos viver a vida presente sem Cristo, seguindo apenas as inclinações perversas de nosso coração, pois se a assim o fizermos estaremos perdendo a essência da nossa vida, que é a salvação. Peçamos a Cristo que nos dê a capacidade de Segui-Lo na Igreja, na vida de comunidade, na vida em família para nos tornarmos verdadeiros discípulos e salvar a nossa vida neste mundo e no mundo futuro.
Pe. Valdir Luiz Koch
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