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HOMILIA DOMINICAL: JESUS, PLENO CUMPRIMENTO DA LEI
Crédito da foto - CENTRO ALETTI

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A Lei foi dada ao Povo de Deus para ensinar-lhe o caminho da justiça divina. Jesus, através do seu Evangelho, não deseja anular a Escritura contida nas Leis e nos Profetas (cf. Mt 5,17), mas quer ensinar como interpretá-la, de acordo com a vontade divina, como cumpri-lá com mais perfeição e com mais exigência. Jesus destaca três compromissos que precisamos ter para com Deus: a) com a vida; b) com a fidelidade; c) com a palavra.


O compromisso com a vida expresso no mandamento “não matar” (cf. Ex 20,13) não está limitado a não derramar sangue, mas implica respeitar e promover o outro na sua dignidade humana. Toda discriminação é uma forma de violência. Toda palavra ofensiva é uma forma de diminuir o ser humano. O culto que agrada a Deus exige a vivência da reconciliação; sem ela, a oferenda se torna inútil, por isso Jesus nos diz: "Se estás para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta" (Mt 5,23-24). 


O compromisso com a fidelidade. O adultério (cf. Ex 20,14) se inicia antes do ato em si mesmo, começa com o pensamento, com o olhar e com a cobiça. Jesus quer cortar o mal pela raiz. Na linguagem bíblica “arrancar o olho e cortar a mão” (cf. Mt 18,8-9) significa arrancar a cobiça (olhar) e o possuir (mão), ou seja, o olhar e o ter não podem ser ocasião de pecado na vida do cristão. Jesus não condena apenas o adultério, mas também pensamentos e desejos perversos, que levam a praticar injustiças e maldades. A justiça de Deus exige profundo respeito no modo de tratar as pessoas, principalmente as mais fragilizadas.


O compromisso com a palavra. Aqui Jesus dirige-se principalmente aos que defendem e praticam o divórcio. O cristão precisa esforçar-se para superar os conflitos e as divisões e evitar apontar defeitos no cônjuge para justificar a separação. Quando se tem compromisso com a palavra dada diante de Deus e da comunidade não há necessidade de juramento. Jesus diz: "Dizei somente: ‘Sim’, se é sim; ‘não’, se é não. Tudo o que passa além disso vem do Maligno" (Mt 5,37). Quando existe confiança entre as pessoas, quando se é sincero consigo mesmo e com o outro não é necessário o juramento. A palavra do cristão deveria ser sempre digna de crédito, e os problemas contornados mediante o diálogo e o perdão. Assim como a Palavra divina a palavra do ser humano deve ser irrevogável, ou seja, não voltar atrás nos compromissos assumidos.


Com os mandamentos Deus quer nos ensinar que a liberdade verdadeira é aquela que é vivida com responsabilidade, por isso não coloca seus mandamentos como imposições a serem cumpridas cegamente, mas como valores a serem assumidos na liberdade. Escolher entre a vida e morte; entre a luz e as trevas; entre o bem e o mal; entre Deus e o demônio é uma opção que nos coloca ou não no caminho da benção e da salvação. Cada opção tem suas consequências, por isso quem escolhe precisa ter esta consciência de que o centro de toda lei e de toda religião deve ser a pessoa humana, criada a imagem e semelhança de Deus. 


Cumprir os mandamentos é encher-se da sabedoria divina, mas às vezes pensamos que sabemos mais do que Ele, e por isso O desobedecemos, assim como o fizeram Adão e Eva, e depois nos damos conta que nos deixamos enganar pelo demônio ou pelos conselhos dos outros ou pelas nossas próprias más inclinações. O salmista dizia: “Abri, Senhor os meus olhos para ver as maravilhas da Vossa lei”. A liberdade é um dom maravilhoso que temos de saber agradecer e saber usá-lo bem, por isso peçamos a Jesus a sabedoria divina para que nos ensine a viver bem, a apreciar as realidades terrenas com o olhar divino, a ter um equilíbrio sadio entre o respeito da pessoa humana e a observância da Palavra de Deus pois Ele não é apenas o Mestre que ensina mas também é o modelo que havemos de imitar para fazer a vontade de Deus Pai.           
                                                                          
Pe. Valdir Luiz Koch.

 
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