Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O Evangelho da cura dos leprosos mostra que Jesus, o Messias esperado pelo Povo de Deus, tem como missão trazer, com gestos concretos, a nossa salvação e libertação, especialmente quando nos sentimos ou estamos oprimidos e marginalizados por nossos pecados, pelas doenças físicas e espirituais.
A lepra representa todos os pecados humanos como a indiferença, o ódio e a violência. São todas as situações de sofrimento que atingem a humanidade e que geram exclusão, marginalidade, opressão e injustiça. Esta lepra do espírito, que desfigura o rosto da humanidade, só Deus, que é Amor, a pode curar. Abrindo o coração a Deus, a pessoa que se converte é curada interiormente do mal. É a condição de uma humanidade marcada pelo sofrimento, pela miséria, pelo afastamento de Deus e dos irmãos.
Um fato de destaque no Evangelho de hoje é que um só dos dez leprosos curados, tenha voltado para para agradecer a Jesus a cura recebida. Dizer “muito obrigado” e agradecer é reconhecer que ninguém consegue nada sozinho, que todos temos necessidade uns dos outros, que temos necessidade de receber e de pedir. Quando se diz “obrigado” se reconhece que muitas pessoas passam pela nossa vida e nos fazem o bem, por iso o maior tesouro se esconde numa pequena palavra: «obrigado!».
A gratidão manifesta humildade e delicadeza de consciência para perceber o bem que nos fazem. Há muita gente que cuida de nós: em casa, na escola, no trabalho, nas repartições públicas, na Igreja, etc mas nem sempre somos capazes de agradecer pois partimos do princípio de que temos o direito de sermos bem tratados, mas se esquecemos que temos o dever de agradecer. Quem agradece demonstra que não considera tudo como um direito, mas como um presente divino, reconhece que Deus age na vida humana através das pessoas. Podemos manifestar a nossa gratidão com um simples “muito obrigado”, com um sorriso de satisfação, com um abraço, com uma mensagem, etc mostrando que gostamos da ajuda recebida.
Tanto no Evangelho como na leitura de Reis, os dois pagãos agradecem a Deus pelo dom da cura. Eles agradecem reconhecendo o milagre recebido, o por isso se aproximam de Deus. Este aproximar-se implica uma conversão pessoal. Namaã, o Sírio, após a cura abandona o paganismo com todos os seus erros, defeitos e pecados, para voltar-se para o Deus verdadeiro que o curou no corpo e na alma. O samaritano do Evangelho, voltou e prostrou-se diante de Jesus para Lhe agradecer, e recebeu de Jesus também o dom da fé: «Vai. A tua fé te salvou!». A fé nos leva a conversão pois o primeiro anuncio de Jesus realizou no início da sua vida pública foi unir a fé com a vida: «Convertei-vos e crede no Evangelho» (cf. Mc 1, 15).
O samaritano reconhece que a sua cura é dom gratuito de Jesus por isso Ele vai ao seu encontro para “reconhecer” esta graça. Ele veio à Cristo com a sua pobreza, para pedir; regressa, com a sua gratidão, para reconhecer que Jesus respondeu ao seu pedido. O ato central, fonte e cume da vida cristã é a Eucaristia, que significa “acção de graças”, “louvor”, “agradecimento”. Participar da missa não deveria ser para nós cristãos uma obrigação, mas um momento de agradecer o dom da vida, o alimento diário, a nossa família, o trabalho, agradecer mais um dia de vida, por ter-nos livrado de um perigo ou de uma doença, agradecer o perdão recebido, a Eucaristia repartida, a benção multiplicada, etc.
Se nos habituarmos a agradecer, esta virtude da gratidão vai ensinar-nos a rever muitos aspectos da nossa vida, melhorando o nosso comportamento com Deus e com a pessoas que estão ao nosso redor. Peçamos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida a graça de uma verdadeira conversão do nosso orgulho de não sermos agradecidos, de não reconhecermos que somente Deus pode dar-nos a vida, a cura e a salvação. Que tenhamos a gratidão de reconhecer como o Naamã que “não há outro Deus em toda a terra senão o de Israel”, de termos a atitude humilde do profeta que quis que só Deus fosse reconhecido como autor da cura e da salvação.
Pe. Valdir Luiz Koch.
O Evangelho da cura dos leprosos mostra que Jesus, o Messias esperado pelo Povo de Deus, tem como missão trazer, com gestos concretos, a nossa salvação e libertação, especialmente quando nos sentimos ou estamos oprimidos e marginalizados por nossos pecados, pelas doenças físicas e espirituais.
A lepra representa todos os pecados humanos como a indiferença, o ódio e a violência. São todas as situações de sofrimento que atingem a humanidade e que geram exclusão, marginalidade, opressão e injustiça. Esta lepra do espírito, que desfigura o rosto da humanidade, só Deus, que é Amor, a pode curar. Abrindo o coração a Deus, a pessoa que se converte é curada interiormente do mal. É a condição de uma humanidade marcada pelo sofrimento, pela miséria, pelo afastamento de Deus e dos irmãos.
Um fato de destaque no Evangelho de hoje é que um só dos dez leprosos curados, tenha voltado para para agradecer a Jesus a cura recebida. Dizer “muito obrigado” e agradecer é reconhecer que ninguém consegue nada sozinho, que todos temos necessidade uns dos outros, que temos necessidade de receber e de pedir. Quando se diz “obrigado” se reconhece que muitas pessoas passam pela nossa vida e nos fazem o bem, por iso o maior tesouro se esconde numa pequena palavra: «obrigado!».
A gratidão manifesta humildade e delicadeza de consciência para perceber o bem que nos fazem. Há muita gente que cuida de nós: em casa, na escola, no trabalho, nas repartições públicas, na Igreja, etc mas nem sempre somos capazes de agradecer pois partimos do princípio de que temos o direito de sermos bem tratados, mas se esquecemos que temos o dever de agradecer. Quem agradece demonstra que não considera tudo como um direito, mas como um presente divino, reconhece que Deus age na vida humana através das pessoas. Podemos manifestar a nossa gratidão com um simples “muito obrigado”, com um sorriso de satisfação, com um abraço, com uma mensagem, etc mostrando que gostamos da ajuda recebida.
Tanto no Evangelho como na leitura de Reis, os dois pagãos agradecem a Deus pelo dom da cura. Eles agradecem reconhecendo o milagre recebido, o por isso se aproximam de Deus. Este aproximar-se implica uma conversão pessoal. Namaã, o Sírio, após a cura abandona o paganismo com todos os seus erros, defeitos e pecados, para voltar-se para o Deus verdadeiro que o curou no corpo e na alma. O samaritano do Evangelho, voltou e prostrou-se diante de Jesus para Lhe agradecer, e recebeu de Jesus também o dom da fé: «Vai. A tua fé te salvou!». A fé nos leva a conversão pois o primeiro anuncio de Jesus realizou no início da sua vida pública foi unir a fé com a vida: «Convertei-vos e crede no Evangelho» (cf. Mc 1, 15).
O samaritano reconhece que a sua cura é dom gratuito de Jesus por isso Ele vai ao seu encontro para “reconhecer” esta graça. Ele veio à Cristo com a sua pobreza, para pedir; regressa, com a sua gratidão, para reconhecer que Jesus respondeu ao seu pedido. O ato central, fonte e cume da vida cristã é a Eucaristia, que significa “acção de graças”, “louvor”, “agradecimento”. Participar da missa não deveria ser para nós cristãos uma obrigação, mas um momento de agradecer o dom da vida, o alimento diário, a nossa família, o trabalho, agradecer mais um dia de vida, por ter-nos livrado de um perigo ou de uma doença, agradecer o perdão recebido, a Eucaristia repartida, a benção multiplicada, etc.
Se nos habituarmos a agradecer, esta virtude da gratidão vai ensinar-nos a rever muitos aspectos da nossa vida, melhorando o nosso comportamento com Deus e com a pessoas que estão ao nosso redor. Peçamos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida a graça de uma verdadeira conversão do nosso orgulho de não sermos agradecidos, de não reconhecermos que somente Deus pode dar-nos a vida, a cura e a salvação. Que tenhamos a gratidão de reconhecer como o Naamã que “não há outro Deus em toda a terra senão o de Israel”, de termos a atitude humilde do profeta que quis que só Deus fosse reconhecido como autor da cura e da salvação.
Pe. Valdir Luiz Koch.