Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade.
Aceitar e fechar
 
 
 
HOMILIA DOMINICAL: EIS O CORDEIRO DE DEUS

Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
Na liturgia deste domingo João Batista, o último dos profetas, faz duas afirmações importantes sobre Jesus: a) Que Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; b) que Ele é o Filho de Deus que possui a plenitude do Espírito. 

Jesus é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo/ tomando sobre si os nossos pecados” porque Ele é o servo de Deus, aquele que assumiu sobre si as nossas doenças, dores e pecados. Aquele que foi destinado a recuperar e salvar todas as nações através de sua oferta (sacrifício) ao Pai na Cruz. Aquele que recebeu a missão de fazer a humanidade voltar a seu Deus, de voltar a participar das graças e bênçãos divinas, fazer com que o ser humano não recuse mais a proposta de salvação que Deus oferece; missão de fazer a humanidade voltar à Terra Prometida (céu), e ser sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13). 

Jesus é o Cordeiro de Deus porque destrói de uma vez por todas a inimizade entre o Criador e a criatura. Somente Jesus, que tem a natureza humana e divina, poderia ser o mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2,5) pois conhece os dois lados da reconciliação: a natureza humana e divina.  São Paulo diz: “por meio de um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (cf. Rm 5,12) mas “pela obediência de um só (Cristo) todos se tornarão justos” (1Pd 1,18-19). Portanto, Jesus é o único e absoluto Salvador de todos, o Cordeiro de Deus, e sem ele ou fora dele não há salvação.  Ele é o único mediador entre Deus e a humanidade (cf. 1Tm 2,5) por que se oferece ao Pai, como um cordeiro, por cada um de nós, para nossa salvação, a cada santa Missa.

Jesus é o Filho de Deus que possui a plenitude do Espírito Santo. Deus Pai disse a João Batista “aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo”. Isto significa dizer que Jesus possui definitivamente a plenitude da vida divina, toda a sua riqueza espiritual, todo o seu amor e que Ele é Ungido, o enviado do Pai para nos salvar, abençoar e libertar. 

A missão de Jesus como Ungido do Pai (Cristós) é a de batizar, não só com água, mas com a água e o Espírito Santo, significa fazer do ser humano um templo do Espírito Santo (cf. 1Cor 6,19). 

João Batista quer nos dizer: Jesus é mais que um Servo, mais que um Cordeiro, mais que um profeta: ele é o Filho de Deus: “Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”(Jo 1,34). Jesus é aquele que veio “anunciar a Boa Noticia da salvação a todos, para curar os corações machucados, para proclamar a libertação aos presos em seus pecados e vicios, para anunciar aos prisioneiros a liberdade” (cf. Is 61,1-2). Este testemunho de João Batista afirma que as palavras e ações de Jesus, são dirigidas por Deus e são as últimas e definitivas intervenções de Deus na nossa história humana.

Diante deste Evangelho e de tudo o que ele nos afirma sobre a pessoa de Jesus e a humanidade é importante que nos esforcemos para colocar em prática esta Palavra Divina buscando viver em união e comunhão com Cristo, através de uma vida de oração, de obras de caridade, da busca do perdão de nossos pecados através do Batismo, da Confissão e da Unção dos Enfermos. Que nos engajemos nas pastorais da Igreja e nas instituições humanas que procuram transformar os sinais de morte presentes no mundo em sinais de vida e de bênçãos. Assim como João Batista precisamos fazer-nos servidores de Cristo, para preparar os caminhos do Senhor, não pactuando nem assumindo uma atitude passiva diante do pecado. Que acolhamos a vontade de Deus Pai em nossa vida para acabar com a nossa rebeldia e a rebeldia da humanidade contra o plano divino de salvação, pois os planos que Deus para conosco são positivos como nos diz Jeremias \"bem conheço os desígnios que mantenho para convosco – oráculo do Senhor –, desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro e uma esperança\" (Jr 29,11). 

Portanto, assim como João Batista sejamos capazes de indicar Jesus Cristo às pessoas como Cordeiro de Deus, como nosso único Salvador, que nos traz a plenitude do Espírito Santo de Deus, como Aquele que, através da Confissão, perdoa os nossos pecados para que possamos ser santos como Deus é santo. (cf. 1Cor 1,2).    

                                                                                           
          Pe. Valdir Luiz Koch

 
Indique a um amigo
 
 
Conteúdos Relacionados
Fale conosco pelo WhatsApp