Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Neste segundo domingo da quaresma, somos convidados a continuar nossa caminhada com Jesus. No domingo anterior, diante do episódio das tentações, conhecemos que Jesus, mesmo sendo Deus, é verdadeiramente homem. E como todo homem, também foi tentado em sua natureza. Resistiu com bravura as sugestões do maligno por estar próximo do Pai. A liturgia do domingo anterior nos possibilitou adentrar o tempo da quaresma com uma certeza: o pecado não faz parte da natureza humana. Antes, o pecado é justamente aquilo que desumaniza. Jesus, verdadeiro homem, vencedor da tentação, abre-nos o caminho da vitória e apresenta que as tentações podem ser vencidas se o homem estiver próximo de Deus.
Hoje, somos convidados a refletir, mais uma vez, sobre a natureza de Jesus. Esse Jesus, verdadeiro homem, é também, verdadeiro Deus. No episódio da transfiguração, vislumbramos sua glória que se esconde sob sua humanidade e somos preparados, assim como os discípulos, a não esmorecer diante dos flagelos das cruzes de nossas vidas. O Cristo sofredor é vencedor. O pecado e a morte não o podem deter. Convém, contudo, determo-nos um pouco mais no presente relato evangélico.
Jesus sobe ao monte. Na linguagem bíblica o monte é o lugar, por excelência, do encontro com Deus. É lugar de oração e de intimidade. No Antigo Testamento um monte, sobre todos os demais, é importante: o monte Sinai (ou Horeb). Neste monte Moisés recebeu a Lei. Neste mesmo monte Elias recebe sua vocação profética. Ainda neste monte Deus prometeu a Moisés que suscitaria dentre o povo um profeta que fosse maior do que ele (cf. Dt 18,15). Jesus é este profeta. Subindo ao monte com seus discípulos dá a nova Lei. Diferentemente de Moisés que subiu ao monte e deu ao povo uma lei escrita em tábuas de pedra, a Lei que Jesus dá é ele mesmo. Isso quem testemunha é o Pai, quando afirma: “este é o meu Filho amado, escutai-o”.
A voz do Pai ecoa na liturgia de hoje desde a primeira leitura. Abraão foi obediente a voz de Deus. Com efeito, obedecer é colocar-se à escuta (ab-audire). Essa, entretanto, não é uma escuta passiva, antes, é um colocar-se à serviço daquilo que se escutou. Por isso Abraão sai de sua terra e vai para onde Deus mandou. Por causa da obediência de Abraão nasceu o povo Judeu, de onde nos veio o Salvador, Jesus Cristo. Por causa da obediência de Cristo, ao entregar-se no madeiro da Cruz por causa da sua fidelidade ao projeto do Pai, nos veio a salvação.
Também nós somos chamados a obedecer. Com efeito, os frutos de nossa obediência se notarão na transformação da realidade de nossas vidas e se sentirá nas relações com o próximo, reflexo de uma vocação santa, conforme Paulo nos comunica na segunda leitura.
Fr. Vinicius Pimentel Baquer, op
Ordem dos Pregadores | Dominicanos
Neste segundo domingo da quaresma, somos convidados a continuar nossa caminhada com Jesus. No domingo anterior, diante do episódio das tentações, conhecemos que Jesus, mesmo sendo Deus, é verdadeiramente homem. E como todo homem, também foi tentado em sua natureza. Resistiu com bravura as sugestões do maligno por estar próximo do Pai. A liturgia do domingo anterior nos possibilitou adentrar o tempo da quaresma com uma certeza: o pecado não faz parte da natureza humana. Antes, o pecado é justamente aquilo que desumaniza. Jesus, verdadeiro homem, vencedor da tentação, abre-nos o caminho da vitória e apresenta que as tentações podem ser vencidas se o homem estiver próximo de Deus.
Hoje, somos convidados a refletir, mais uma vez, sobre a natureza de Jesus. Esse Jesus, verdadeiro homem, é também, verdadeiro Deus. No episódio da transfiguração, vislumbramos sua glória que se esconde sob sua humanidade e somos preparados, assim como os discípulos, a não esmorecer diante dos flagelos das cruzes de nossas vidas. O Cristo sofredor é vencedor. O pecado e a morte não o podem deter. Convém, contudo, determo-nos um pouco mais no presente relato evangélico.
Jesus sobe ao monte. Na linguagem bíblica o monte é o lugar, por excelência, do encontro com Deus. É lugar de oração e de intimidade. No Antigo Testamento um monte, sobre todos os demais, é importante: o monte Sinai (ou Horeb). Neste monte Moisés recebeu a Lei. Neste mesmo monte Elias recebe sua vocação profética. Ainda neste monte Deus prometeu a Moisés que suscitaria dentre o povo um profeta que fosse maior do que ele (cf. Dt 18,15). Jesus é este profeta. Subindo ao monte com seus discípulos dá a nova Lei. Diferentemente de Moisés que subiu ao monte e deu ao povo uma lei escrita em tábuas de pedra, a Lei que Jesus dá é ele mesmo. Isso quem testemunha é o Pai, quando afirma: “este é o meu Filho amado, escutai-o”.
A voz do Pai ecoa na liturgia de hoje desde a primeira leitura. Abraão foi obediente a voz de Deus. Com efeito, obedecer é colocar-se à escuta (ab-audire). Essa, entretanto, não é uma escuta passiva, antes, é um colocar-se à serviço daquilo que se escutou. Por isso Abraão sai de sua terra e vai para onde Deus mandou. Por causa da obediência de Abraão nasceu o povo Judeu, de onde nos veio o Salvador, Jesus Cristo. Por causa da obediência de Cristo, ao entregar-se no madeiro da Cruz por causa da sua fidelidade ao projeto do Pai, nos veio a salvação.
Também nós somos chamados a obedecer. Com efeito, os frutos de nossa obediência se notarão na transformação da realidade de nossas vidas e se sentirá nas relações com o próximo, reflexo de uma vocação santa, conforme Paulo nos comunica na segunda leitura.
Fr. Vinicius Pimentel Baquer, op
Ordem dos Pregadores | Dominicanos