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HOMILIA DOMINICAL: CORRIGE TEU IRMÃO

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A liturgia deste domingo nos convida a refletir sobre a importância da correção fraterna na vida da comunidade cristã, recordando que somos todos responsáveis uns pelos outros. A principal motivação para isso é o amor, plenitude da Lei e elemento essencial da vida cristã. Ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade da comunidade.
O Evangelho de hoje nos fala sobre o modo de proceder para com o irmão ou irmã que errou e que provocou conflitos dentro da comunidade e da família. O Evangelho nos diz que é preciso tratar o problema com bom senso, com maturidade, com equilíbrio, com tolerância e, acima de tudo, com amor. Jesus propõe um caminho em várias etapas…

Em primeiro lugar, Jesus propõe um encontro com esse irmão, em privado, e que se fale com ele cara a cara sobre o problema. Se não der certo a primeira tentativa, deve-se chamar mais um ou dois irmãos/irmãs da comunidade para ajudar corrigir aquele que errou e precisa de conversão. Se mesmo diante das duas primeiras tentativas o que errou não se corrigir deve-se pedir ajuda à comunidade para resolver o problema da falta de conversão. E se aquele que errou não aceitar a correção da comunidade, deve-se lembrar das exigências do caminho cristão e pedir a ele uma decisão. No caso de o infractor insistir no seu comportamento errado, a comunidade terá que reconhecer, com dor, a situação em que esse irmão se colocou a si próprio: fica excluído da comunidade. 

Isto nos mostra que quando surgir um problema dentro da comunidade não deve-se sair falando mal de quem errou, nem criticar publicamente  e muito menos espalhar boatos, calunias e difamar. O caminho correcto passa pelo confronto pessoal, leal, honesto, sereno, compreensivo e tolerante com o irmão em causa.

O Evangelho deixa claro que é nossa responsabilidade ajudar cada irmão que errou a tomar consciência dos seus erros. Trata-se de um dever que brota do mandamento do amor. Quem ama corrige. Jesus ensina que o caminho correcto para atingir esse objetivo de correção fraterna não passa pela humilhação ou pela condenação de quem falhou, mas pelo diálogo fraterno, leal, amigo, que revela ao irmão que a intervenção da comunidade é fruto do amor.

A Igreja é uma realidade divina e humana, onde coexistem a santidade e o pecado, por isso ela pode declarar fora da comunhão eclesial o irmão e irmã que de forma consciente e obstinada, se recusa a se corrigir, a se converter e mudar de vida. Geralmente nem é a Igreja que exclui a pessoa, mas ela própria por não aceitar viver de acordo com as exigências do Evangelho. A Igreja tem a missão de constatar o fato e agir em consequência disso.

Portanto, a primeira parte do Evangelho de hoje nos fala sobre a correção fraterna e a oração comunitária. Jesus ensina que, quando há ofensas e conflitos pessoais dentro da comunidade, a primeira coisa a ser feita é ter uma atitude de diálogo franco e sincero entre as partes envolvidas, tendo em vista a reconciliação, pois a correção fraterna em particular é um gesto de amor, que deve ser feita com discrição, sem exposição nem acusação pública.

Jesus continua o Evangelho dizendo: “Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu;

e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu”. Isto significa que a Igreja tem o poder de interpretar a Lei com autoridade, para declarar o que é ou não é permitido; para excluir ou reintroduzir alguém na comunidade do Povo de Deus. Signifca o poder para interpretar as palavras de Jesus, para acolher aqueles que aceitam as suas propostas e para excluir aqueles que não estão dispostos a seguir o caminho que Jesus propôs.

Finalmente Jesus termina o Evangelho dizendo: “Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus”. Isto quer dizer que todas as decisões importantes e a correção fraterna que a comunidade deve tomar deve ser feito em clima de oração. Jesus dá a garantia que estará na comunidade e escutará a sua oração.

 
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