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HOMILIA DOMINICAL: AS VIRGENS PRUDENTES
Crédito da foto - Vatican news

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Estamos chegando ao fim do ano litúrgico e por isso a liturgia nos fala sobre a necessidade de sermos vigilantes e prudentes em nossa vivência da fé. Sabendo que o Senhor virá uma segunda vez para “julgar vivos e mortos”, devemos nos preparar bem para recebê-Lo com sabedoria e prudência. Estar preparado significa não afrouxar a vivência da nossa fé, o nosso compromisso com Deus e com as coisas sagradas. A lâmpada é a fé que ilumina o caminhar cristão e o óleo, a oração necessária para manter a luz da fé acesa! No relato do Evangelho percebemos duas atitudes ante as promessas da fé: os que abraçaram a vida cristã com zelo e cuidado são as virgens previdentes e, por outro lado, as que vivem esta fé sem convicção são as virgens imprevidentes.

Com o passar dos anos, podemos cair na tentação de entrar num comodismo, num  adormecimento e descuido da vida de fé, podemos querer viver numa religião de facilidades, num testemunho pouco empenhado e pouco coerente. Os momentos de entusiasmo e de compromisso com Deus podem se alternar com os momentos de comodismo, de adormecimento da fé e de pouco empenho com a coisas de Deus. As dificuldades da caminhada, os apelos do mundo, a monotonia da vida, a nossa fragilidade nos levam, a esquecer  a nossa fé e a correr atrás de valores passageiros. Para que isto não aconteça precisamos caminhar nesta terra de modo atento e vigilante, fiéis aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com esse Reino que Ele nos mandou construir. Ser vigilante é fazer com que o nosso compromisso com Jesus se renove cada dia. A certeza de que Ele vem outra vez, deve impulsionar-nos a um compromisso ativo com os valores do Evangelho, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e ao compromisso com o Reino.

É importante lembrar que Jesus não virá ao nosso encontro somente no fim da nossa vida, mas Ele vem todos os dias através da Palavra de Deus, da Eucaristia e da pessoa do próximo. Ele vem ao nosso encontro através da miséria de um pobre que nos pede ajuda, no pedido de socorro de uma pessoa escravizada nos seus vícios, na solidão de um idoso carente de amor e de afeto, no sofrimento de um doente terminal abandonado por todos, no grito aflito de quem sofre a injustiça e a violência, no olhar dolorido de um imigrante, no olhar carente de uma criança, nas lágrimas do oprimido. Desde já devemos estar vigilantes para acolhê-Lo em nossa vida e sermos acolhido por Ele. 

A parábola das Dez Virgens é uma alusão à segunda vinda de Cristo. Ele é o noivo esperado. Os que o aguardam são como as virgens da parábola. Não basta ter as lâmpadas acesas, é preciso ter também óleo suficiente, a fim de que as lâmpadas possam permanecer acesas, ainda que o noivo tarde a vir. E qual é o óleo que mantém acesa a chama da fé do cristão? Esse óleo é a oração e a caridade, a busca de Deus. Aquele que não para de buscar a Deus esse mantém sua lâmpada acesa todo o tempo, e fica pronto esperando o seu Senhor voltar. A parábola de hoje é um alerta para não vivermos a nossa fé com superficialidade. 

A nossa preparação para a vinda de Cristo não deve ser esporádica, de vez em quando, mas deve fazer parte do nosso cotidiano. Devemos usar a sabedoria que Deus nos deu para bem viver. Ela é bela e atrativa, se deixa encontrar facilmente por aqueles que a buscam. Ser sábio é aprender a arte de viver bem que nos leva à felicidade. O sábio é aquele que vê além do aqui e agora. É preciso amar e desejar a sabedoria, para obtê-la, mas ela permanece sempre como um presente de Deus. A sabedoria não está distante: basta desejá-la para obtê-la, uma vez que está em todo lugar. O objetivo da sabedoria é nos revelar o amor divino. A busca pela sabedoria é indispensável, de modo que desejá-la é desejar o próprio Deus. Diante das escolhas que devem ser feitas ao longo da vida, é importante sabedoria e prudência para escolher o que é mais importante para Deus. 

Portanto se não temos como saber com precisão nem o momento da nossa morte, que será nosso encontro pessoal com o Senhor, nem o momento da segunda vinda de Cristo, não podemos perder tempo: é preciso ser vigilantes! Vigiamos quando mantemos acesas nossas lâmpadas com o óleo da fé, que aumenta à medida em que buscamos a Deus com todo o coração; quando nos saciamos d’Ele; quando o buscamos na Palavra e nos Sacramentos.  A vigilância pela chegada do Senhor não é fruto do medo, mas do cuidado e do zelo em levar uma vida em conformidade com o amor de Deus, que foi derramado abundantemente sobre nós. 

 
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