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Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Primeira Leitura – Is 55,1-3Salmo Responsorial - Sl 144(145)Segunda Leitura – Rm 8,35.37-39Evangelho - Mt 14,13-21
Queridos irmãos e irmãs,Hoje damos início à Semana e ao Mês Vocacional. É uma graça começar justamente no dia em que comemoramos o Sacramento da Ordem (dia do diácono, do padre e do bispo). Quero convidá-los a rezar a Deus pedindo que envie operários para trabalhar em sua messe. A vocação não surge do nada, mas nasce dentro de uma família e de uma comunidade de fé. Que nossas famílias sejam frutuosas e generosas com Deus. Rezemos para que nelas nasçam padres, religiosos e religiosas, bons maridos e esposas fecundos, e bons leigos comprometidos com a Igreja de Cristo. Sabemos que é Cristo que nos chama e que age em nós, porém, precisamos trabalhar na promoção vocacional para ajudar os jovens a fazer o seu discernimento e a dar, sem medo e sem egoísmo, o seu sim à vontade de Deus.
Também é uma graça de Deus que justamente no dia de hoje rezamos estas leituras e Evangelho. Como nos ensinou o papa Bento XVI, na oração do Angelus do dia três de agosto de 2008, a primeira leitura mostra-nos que existem coisas que não se pode pagar para tê-las, como por exemplo, o ar que respiramos, a luz do sol que nos ilumina e aquece, a água que bebemos, mas também o amor, a amizade e a própria vida. Não se pode pagar estes bens porque são doados por Deus. E a segunda leitura mostra-nos que além destes bens que não podemos pagar, existe uma coisa que ninguém neste mundo nos pode tirar: o amor de Deus. Deus nos ama e nos salva, e nada pode nos separar do amor de Deus. Esta é a maior graça que podemos ter. Papa Bento XVI também nos ensinou que recebendo tudo isso por gratuidade e amor divino, somos chamados a doar. O Evangelho nos chama a partilhar com os outros do que temos. Se recebemos de Deus os dons devemos agir da mesma forma doando o que temos.
O papa Francisco, na oração do Angelus do dia três de agosto de 2014, ressaltou três ensinamentos do Evangelho deste domingo. O primeiro ensinamento é a compaixão. Quando Jesus chega ao seu destino e desce da barca vê a multidão e sente compaixão. E a compaixão é a capacidade de sentir as necessidades do outro, se colocar no lugar do outro, coração com coração. Aquela multidão de famintos e doentes não tem a quem recorrer e Jesus vê que eles o procuram não por curiosidade, mas pedindo misericórdia e compaixão. Assim, Jesus é um exemplo para nós cristãos, mas de modo especial a nós padres. Nós que recebemos o Sacramento da Ordem somos chamado a ser a imagem de Cristo, Bom Pastor, a nossos irmão e doar nossa vida a todos: ter compaixão.
O segundo ensinamento do Evangelho, segundo o papa Francisco, é a Partilha. Existe uma diferença nas reações de Jesus e dos discípulos frente àquele povo. Os discípulos reagem com o egoísmo do mundo, onde cada um deve pensar somente em si, nas suas necessidades, e supri-las: “cada um por si e Deus por todos”. Já a reação de Jesus nos chama a conversão, pois ele diz que os discípulos devem dar de comer àquela gente. Nós também, muitas vezes, viramos nossos rostos para o outro lado quando vemos um pobre. Assim, estamos dizendo a eles que se virem sozinhos. Isso não é atitude de um cristão, pois Jesus nos ensina a partilhar do que temos, assim, não falta nada a ninguém. Quando Jesus compartilha do pão ele não está fazendo uma magia, mas está dando um sinal de que Deus é Pai providente, não deixa faltar “o pão nosso de cada dia”.
O terceiro ensinamento do Evangelho é a Eucaristia. Podemos ver a Eucaristia nesta passagem do Evangelho quando Jesus toma as oferendas, parte e dá graças e manda distribuir. É uma prefiguração da última Ceia quando Jesus institui a Eucaristia, memorial perpétuo do seu Sacrifício Redentor, e institui o sacerdócio. É muito importante repararmos que Jesus não dá um pão qualquer na Eucaristia, mas ele oferece a si mesmo, “Pão da Vida Eterna e Cálice da Salvação”. Outro ponto importante, neste ensinamento, é que podemos ver uma relação entre Deus e nós sacerdotes. No Evangelho, os discípulos distribuem os pães e peixes, contudo, depois de Jesus multiplicar e ordenar. Nós padres consagramos as oferendas, distribuímos a Eucaristia, mas tudo é ação de Cristo por nós, Ele se dá gratuitamente. Papa Francisco diz ainda que “quem se aproxima da Eucaristia sem ter compaixão pelos necessitados e sem compartilhar, não se sente bem com Jesus”.
Por fim, queridos irmãos e irmãs, neste dia rico de mensagens e celebração peçamos a Deus que nos converta de nosso egoísmo, nos torne mais humanos e santos, aumente em nós o amor pela Eucaristia e nos torne eucarísticos. Também, comprometamo-nos em rezar pedindo santas vocações. Que a Virgem Maria, Mãe das Santíssimas Vocações, rogue por nós e nos auxilie na labuta desta vida. Deus vos abençoe.
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Primeira Leitura – Is 55,1-3
Salmo Responsorial - Sl 144(145)
Segunda Leitura – Rm 8,35.37-39
Evangelho - Mt 14,13-21
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje damos início à Semana e ao Mês Vocacional. É uma graça começar justamente no dia em que comemoramos o Sacramento da Ordem (dia do diácono, do padre e do bispo). Quero convidá-los a rezar a Deus pedindo que envie operários para trabalhar em sua messe. A vocação não surge do nada, mas nasce dentro de uma família e de uma comunidade de fé. Que nossas famílias sejam frutuosas e generosas com Deus. Rezemos para que nelas nasçam padres, religiosos e religiosas, bons maridos e esposas fecundos, e bons leigos comprometidos com a Igreja de Cristo. Sabemos que é Cristo que nos chama e que age em nós, porém, precisamos trabalhar na promoção vocacional para ajudar os jovens a fazer o seu discernimento e a dar, sem medo e sem egoísmo, o seu sim à vontade de Deus.
Também é uma graça de Deus que justamente no dia de hoje rezamos estas leituras e Evangelho. Como nos ensinou o papa Bento XVI, na oração do Angelus do dia três de agosto de 2008, a primeira leitura mostra-nos que existem coisas que não se pode pagar para tê-las, como por exemplo, o ar que respiramos, a luz do sol que nos ilumina e aquece, a água que bebemos, mas também o amor, a amizade e a própria vida. Não se pode pagar estes bens porque são doados por Deus. E a segunda leitura mostra-nos que além destes bens que não podemos pagar, existe uma coisa que ninguém neste mundo nos pode tirar: o amor de Deus. Deus nos ama e nos salva, e nada pode nos separar do amor de Deus. Esta é a maior graça que podemos ter. Papa Bento XVI também nos ensinou que recebendo tudo isso por gratuidade e amor divino, somos chamados a doar. O Evangelho nos chama a partilhar com os outros do que temos. Se recebemos de Deus os dons devemos agir da mesma forma doando o que temos.
O papa Francisco, na oração do Angelus do dia três de agosto de 2014, ressaltou três ensinamentos do Evangelho deste domingo. O primeiro ensinamento é a compaixão. Quando Jesus chega ao seu destino e desce da barca vê a multidão e sente compaixão. E a compaixão é a capacidade de sentir as necessidades do outro, se colocar no lugar do outro, coração com coração. Aquela multidão de famintos e doentes não tem a quem recorrer e Jesus vê que eles o procuram não por curiosidade, mas pedindo misericórdia e compaixão. Assim, Jesus é um exemplo para nós cristãos, mas de modo especial a nós padres. Nós que recebemos o Sacramento da Ordem somos chamado a ser a imagem de Cristo, Bom Pastor, a nossos irmão e doar nossa vida a todos: ter compaixão.
O segundo ensinamento do Evangelho, segundo o papa Francisco, é a Partilha. Existe uma diferença nas reações de Jesus e dos discípulos frente àquele povo. Os discípulos reagem com o egoísmo do mundo, onde cada um deve pensar somente em si, nas suas necessidades, e supri-las: “cada um por si e Deus por todos”. Já a reação de Jesus nos chama a conversão, pois ele diz que os discípulos devem dar de comer àquela gente. Nós também, muitas vezes, viramos nossos rostos para o outro lado quando vemos um pobre. Assim, estamos dizendo a eles que se virem sozinhos. Isso não é atitude de um cristão, pois Jesus nos ensina a partilhar do que temos, assim, não falta nada a ninguém. Quando Jesus compartilha do pão ele não está fazendo uma magia, mas está dando um sinal de que Deus é Pai providente, não deixa faltar “o pão nosso de cada dia”.
O terceiro ensinamento do Evangelho é a Eucaristia. Podemos ver a Eucaristia nesta passagem do Evangelho quando Jesus toma as oferendas, parte e dá graças e manda distribuir. É uma prefiguração da última Ceia quando Jesus institui a Eucaristia, memorial perpétuo do seu Sacrifício Redentor, e institui o sacerdócio. É muito importante repararmos que Jesus não dá um pão qualquer na Eucaristia, mas ele oferece a si mesmo, “Pão da Vida Eterna e Cálice da Salvação”. Outro ponto importante, neste ensinamento, é que podemos ver uma relação entre Deus e nós sacerdotes. No Evangelho, os discípulos distribuem os pães e peixes, contudo, depois de Jesus multiplicar e ordenar. Nós padres consagramos as oferendas, distribuímos a Eucaristia, mas tudo é ação de Cristo por nós, Ele se dá gratuitamente. Papa Francisco diz ainda que “quem se aproxima da Eucaristia sem ter compaixão pelos necessitados e sem compartilhar, não se sente bem com Jesus”.
Por fim, queridos irmãos e irmãs, neste dia rico de mensagens e celebração peçamos a Deus que nos converta de nosso egoísmo, nos torne mais humanos e santos, aumente em nós o amor pela Eucaristia e nos torne eucarísticos. Também, comprometamo-nos em rezar pedindo santas vocações. Que a Virgem Maria, Mãe das Santíssimas Vocações, rogue por nós e nos auxilie na labuta desta vida. Deus vos abençoe.
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