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A liturgia deste dia Solene do Natal apresenta para a nossa meditação a leitura da introdução do Evangelho de São João. Podemos dizer que se trata de um hino ao projeto de amor de Deus para a humanidade. São João nos afirma: “A Deus ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer” (Jo 1,18). Com isto São João quer dizer que as descrições acerca de Deus feitas pelos Profetas no AT eram incompletas e não expressavam a plenitude da experiência com Deus. Somente Jesus que está na intimidade com Deus Pai é que pode revelar plenamente Deus para a humanidade. O próprio Jesus irá dizer: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”. Tudo aquilo que vemos em Jesus, isso é Deus mesmo. Por isso com a simplicidade das crianças, podemos contemplar o rosto de Deus através do Menino Jesus, que existia antes da criação do mundo, mas que agora assumiu a nossa humanidade, para nos revelar os mistérios da nossa fé. O nascimento de Jesus marca a chegada da “plenitude dos tempos”, ou seja, desde o pecado de nossos primeiros pais, Adão e Eva, a linhagem humana se havia afastado do Criador. Mas Deus, compadecido de nossa triste situação, enviou o seu Filho eterno, nascido da Virgem Maria, para resgatar-nos da escravidão do pecado. Por isto este dia é um dia de alegria. A alegria de ter a certeza de que não estamos abandonados, de que não fomos largados ao esmo, não fomos esquecidos; pelo contrário, fomos mais do que lembrados, fomos inteiramente amados por Deus.O nascimento de Jesus é o supremo ato de amor de Deus, que assume a condição humana, transformando-a pelo dom do amor pleno. Apesar das contradições que vivemos, Deus continua amando a humanidade e seu amor é para sempre. O amor de nosso Deus não volta atrás. É de sempre e para sempre. A Palavra de Deus se fez carne, por que Ele não quer ficar longe de nós. A sua Palavra chegou mais perto ainda e se fez presente no meio de nós na pessoa de Jesus. Ele veio revelar quem é este nosso Deus que está presente em tudo, desde o começo da criação.Jesus é o grande presente que podemos oferecer uns aos outros neste dia, por que Ele veio à terra para devolver-nos a condição de filhos e filhas de Deus. Mas é necessário que cada um acolha em seu interior a salvação que Ele nos oferece. Tal como explica São João, «a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). São João Crisóstomo nos diz: «O Filho de Deus se fez filho do homem para fazer aos homens filhos de Deus». Acolhamos Jesus, pois somente Nele encontraremos a salvação, a verdadeira solução para nossos problemas; só Ele dá o sentido verdadeiro à nossa vida, seja na alegria ou na tristeza. Jesus é o único e o verdadeiro santuário através do qual nós poderemos nos encontrar com Deus. A solenidade do Santo Natal, que celebramos hoje, é a festa da glorificação da nossa Carne humana, através da Carne de Jesus de Nazaré. Deus eleva a nossa condição humana à sua dignidade sagrada. Dizer que através da Carne do Filho tem-se acesso à glória de Deus, significa dizer que o humano e a humanidade se torna lugar de Deus. A nossa humanidade, agora, leva consigo o próprio Deus, que desejou ser cuidado, também, na fragilidade de uma Criança. Uma vida abençoada é uma vida com Deus. Por isso bendigamos ao Senhor pelo presente da sua encarnação. Bendito seja Deus porque a Sua Palavra eterna se encarnou, ela está no meio de nós. Palavra de vida, Palavra que salva, Palavra que restaura, Palavra que traz salvação para todos nós. Alegremo-nos com todo o nosso coração, pois Jesus no meio de nós é a certeza de que Deus assume a nossa natureza humana, que Ele assume ser pessoa humana como cada um de nós; assume ser igual a nós para nos tornar semelhantes a Ele, para recuperar a nossa natureza divina que recebemos d’Ele quando fomos criados. Falando através de uma linguagem humana, Jesus vem nos dizer que Deus nos ama de modo incondicional e por isso vem nos trazer amor, graça, paz e salvação.
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A liturgia deste dia Solene do Natal apresenta para a nossa meditação a leitura da introdução do Evangelho de São João. Podemos dizer que se trata de um hino ao projeto de amor de Deus para a humanidade. São João nos afirma: “A Deus ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer” (Jo 1,18). Com isto São João quer dizer que as descrições acerca de Deus feitas pelos Profetas no AT eram incompletas e não expressavam a plenitude da experiência com Deus. Somente Jesus que está na intimidade com Deus Pai é que pode revelar plenamente Deus para a humanidade. O próprio Jesus irá dizer: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”. Tudo aquilo que vemos em Jesus, isso é Deus mesmo. Por isso com a simplicidade das crianças, podemos contemplar o rosto de Deus através do Menino Jesus, que existia antes da criação do mundo, mas que agora assumiu a nossa humanidade, para nos revelar os mistérios da nossa fé.
O nascimento de Jesus marca a chegada da “plenitude dos tempos”, ou seja, desde o pecado de nossos primeiros pais, Adão e Eva, a linhagem humana se havia afastado do Criador. Mas Deus, compadecido de nossa triste situação, enviou o seu Filho eterno, nascido da Virgem Maria, para resgatar-nos da escravidão do pecado. Por isto este dia é um dia de alegria. A alegria de ter a certeza de que não estamos abandonados, de que não fomos largados ao esmo, não fomos esquecidos; pelo contrário, fomos mais do que lembrados, fomos inteiramente amados por Deus.
O nascimento de Jesus é o supremo ato de amor de Deus, que assume a condição humana, transformando-a pelo dom do amor pleno. Apesar das contradições que vivemos, Deus continua amando a humanidade e seu amor é para sempre. O amor de nosso Deus não volta atrás. É de sempre e para sempre. A Palavra de Deus se fez carne, por que Ele não quer ficar longe de nós. A sua Palavra chegou mais perto ainda e se fez presente no meio de nós na pessoa de Jesus. Ele veio revelar quem é este nosso Deus que está presente em tudo, desde o começo da criação.
Jesus é o grande presente que podemos oferecer uns aos outros neste dia, por que Ele veio à terra para devolver-nos a condição de filhos e filhas de Deus. Mas é necessário que cada um acolha em seu interior a salvação que Ele nos oferece. Tal como explica São João, «a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). São João Crisóstomo nos diz: «O Filho de Deus se fez filho do homem para fazer aos homens filhos de Deus». Acolhamos Jesus, pois somente Nele encontraremos a salvação, a verdadeira solução para nossos problemas; só Ele dá o sentido verdadeiro à nossa vida, seja na alegria ou na tristeza. Jesus é o único e o verdadeiro santuário através do qual nós poderemos nos encontrar com Deus.
A solenidade do Santo Natal, que celebramos hoje, é a festa da glorificação da nossa Carne humana, através da Carne de Jesus de Nazaré. Deus eleva a nossa condição humana à sua dignidade sagrada. Dizer que através da Carne do Filho tem-se acesso à glória de Deus, significa dizer que o humano e a humanidade se torna lugar de Deus. A nossa humanidade, agora, leva consigo o próprio Deus, que desejou ser cuidado, também, na fragilidade de uma Criança.
Uma vida abençoada é uma vida com Deus. Por isso bendigamos ao Senhor pelo presente da sua encarnação. Bendito seja Deus porque a Sua Palavra eterna se encarnou, ela está no meio de nós. Palavra de vida, Palavra que salva, Palavra que restaura, Palavra que traz salvação para todos nós. Alegremo-nos com todo o nosso coração, pois Jesus no meio de nós é a certeza de que Deus assume a nossa natureza humana, que Ele assume ser pessoa humana como cada um de nós; assume ser igual a nós para nos tornar semelhantes a Ele, para recuperar a nossa natureza divina que recebemos d’Ele quando fomos criados. Falando através de uma linguagem humana, Jesus vem nos dizer que Deus nos ama de modo incondicional e por isso vem nos trazer amor, graça, paz e salvação.
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