Crédito da foto - INTERNET
Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O Evangelho de hoje nos apresenta três pequenas parábolas de Jesus que querem nos transmitir uma sabedoria divina: a do cego, a do cisco no olho e da árvore boa. Na primeira parábola Jesus nos pergunta: “Pode um cego guiar outro cego”? Não cairão os dois num buraco?” Para que alguém possa ensinar o caminho espiritual para alguém, primeiro ele mesmo deve ter percorrido este caminho para que saiba por onde deve-se caminhar para não perder-se num mundo que está desviado de Deus. Todo aquele que tem a responsabilidade de guiar alguém nos aspecto humano e espiritual deve ser qualificado para conduzir no caminho do bem os seus subordinados. É preciso saber e praticar aquilo que se ensina. Temos que ser iluminados pelos ensinamentos de Jesus para guiar os irmãos e irmãs no caminho da salvação. Por outro lado Jesus quer dizer que se nós não conseguimos nos guiar a nós mesmos, como vamos querer guiar e orientar os outros sobre aquilo que devem fazer ou deixar de fazer à luz da Palavra de Deus? Se nós não nos corrigirmos, se não nos convertermos, se nos deixamos levar por falsas doutrinas, se não tomamos consciência dos nossos próprios pecados poderemos estar indo e levando os nossos outros irmãos e irmãs a se afastarem da fé.“Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho?” (Lc 6,41). Temos a tendência de ver mais facilmente os defeitos dos outros, do que suas qualidades. E temos dificuldade em olhar para nós mesmos e vermos as nossas limitações e fraquezas. Que autoridade temos nós em relação aos outros, se nós mesmos não corrigimos os nossos próprios defeitos? Há pessoas especialistas em ver o erro dos outros, seus pecados e vícios, que não são capazes de ver a qualidade dos outros. Isso acontece às vezes dentro da própria família, na Igreja, no trabalho. Uma pessoa que só vê o mal em tudo, que critica a todos, com certeza não está bem consigo mesma. São Paulo aos Romanos diz: \"Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros; antes, cuidai em não pôr um tropeço diante do vosso irmão ou dar-lhe ocasião de queda\" (Rm 14,13). São Tiago diz também: \"Meus irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de seu irmão, ou o julga, fala mal da Lei e julga a Lei. E se julgas a Lei, já não és observador da Lei, mas seu juiz” (Tg 4,11). Ao contrário disso São Paulo aos Colossenses nos diz: \"Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição\"(Cl 3,13-14). “Não existe arvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê bons frutos” (Lc 6,43). Jesus quer dizer que nós somos conhecidos pelas nossa obras. As nossas obras nos dizem se somos bons ou maus discípulos de Jesus. Eclesiástico diz: “O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim, a palavra mostra o coração do homem” (Eclo 27,7). Temos que pedir a Jesus que nos liberte dos maus frutos: do mal da hipocrisia, da falsidade, do erro, do pecado, para que possamos produzir os frutos agradáveis a Deus que são: \"caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança\"(Gl 5,22-23)“A boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6,45). Jesus diz que precisamos cuidar daquilo que está no nosso interior, pois acabamos falando daquilo que está dentro de nós. Eclesiástico diz: “as palavras do homem revelam os seus sentimentos” (Eclo 27,7). A Igreja trabalha o foro íntimo das pessoas, através da confissão e da direção espiritual, pois sabe que aquilo que a pessoa traz dentro de si condiciona as suas atitudes e escolhas. Muitas vezes a pessoa é amarga com os outros e só vê coisas ruins ao seu redor porque traz dentro de si mágoas, sofrimentos, rancores e decepções. Precisamos purificar o nosso interior e o nosso coração. Jesus diz: \"é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem.\" (Mt 19, 20). Busquemos a confissão para fazer uma purificação do nosso coração, para que possamos perdoar e sermos perdoados a fim de que consigamos viver em paz com Deus, com o próximo e conosco mesmos. Através deste Evangelho Jesus está nos propondo uma renovação espiritual, uma conversão, um voltar-se para a sabedoria de Deus, para que possamos ver as realidades humanas e espirituais com o mesmo olhar de Deus.
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
O Evangelho de hoje nos apresenta três pequenas parábolas de Jesus que querem nos transmitir uma sabedoria divina: a do cego, a do cisco no olho e da árvore boa. Na primeira parábola Jesus nos pergunta: “Pode um cego guiar outro cego”? Não cairão os dois num buraco?” Para que alguém possa ensinar o caminho espiritual para alguém, primeiro ele mesmo deve ter percorrido este caminho para que saiba por onde deve-se caminhar para não perder-se num mundo que está desviado de Deus. Todo aquele que tem a responsabilidade de guiar alguém nos aspecto humano e espiritual deve ser qualificado para conduzir no caminho do bem os seus subordinados. É preciso saber e praticar aquilo que se ensina. Temos que ser iluminados pelos ensinamentos de Jesus para guiar os irmãos e irmãs no caminho da salvação. Por outro lado Jesus quer dizer que se nós não conseguimos nos guiar a nós mesmos, como vamos querer guiar e orientar os outros sobre aquilo que devem fazer ou deixar de fazer à luz da Palavra de Deus? Se nós não nos corrigirmos, se não nos convertermos, se nos deixamos levar por falsas doutrinas, se não tomamos consciência dos nossos próprios pecados poderemos estar indo e levando os nossos outros irmãos e irmãs a se afastarem da fé.
“Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho?” (Lc 6,41). Temos a tendência de ver mais facilmente os defeitos dos outros, do que suas qualidades. E temos dificuldade em olhar para nós mesmos e vermos as nossas limitações e fraquezas. Que autoridade temos nós em relação aos outros, se nós mesmos não corrigimos os nossos próprios defeitos? Há pessoas especialistas em ver o erro dos outros, seus pecados e vícios, que não são capazes de ver a qualidade dos outros. Isso acontece às vezes dentro da própria família, na Igreja, no trabalho. Uma pessoa que só vê o mal em tudo, que critica a todos, com certeza não está bem consigo mesma. São Paulo aos Romanos diz: \"Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros; antes, cuidai em não pôr um tropeço diante do vosso irmão ou dar-lhe ocasião de queda\" (Rm 14,13). São Tiago diz também: \"Meus irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de seu irmão, ou o julga, fala mal da Lei e julga a Lei. E se julgas a Lei, já não és observador da Lei, mas seu juiz” (Tg 4,11). Ao contrário disso São Paulo aos Colossenses nos diz: \"Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição\"(Cl 3,13-14).
“Não existe arvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê bons frutos” (Lc 6,43). Jesus quer dizer que nós somos conhecidos pelas nossa obras. As nossas obras nos dizem se somos bons ou maus discípulos de Jesus. Eclesiástico diz: “O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim, a palavra mostra o coração do homem” (Eclo 27,7). Temos que pedir a Jesus que nos liberte dos maus frutos: do mal da hipocrisia, da falsidade, do erro, do pecado, para que possamos produzir os frutos agradáveis a Deus que são: \"caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança\"(Gl 5,22-23)
“A boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6,45). Jesus diz que precisamos cuidar daquilo que está no nosso interior, pois acabamos falando daquilo que está dentro de nós. Eclesiástico diz: “as palavras do homem revelam os seus sentimentos” (Eclo 27,7). A Igreja trabalha o foro íntimo das pessoas, através da confissão e da direção espiritual, pois sabe que aquilo que a pessoa traz dentro de si condiciona as suas atitudes e escolhas. Muitas vezes a pessoa é amarga com os outros e só vê coisas ruins ao seu redor porque traz dentro de si mágoas, sofrimentos, rancores e decepções. Precisamos purificar o nosso interior e o nosso coração. Jesus diz: \"é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem.\" (Mt 19, 20). Busquemos a confissão para fazer uma purificação do nosso coração, para que possamos perdoar e sermos perdoados a fim de que consigamos viver em paz com Deus, com o próximo e conosco mesmos. Através deste Evangelho Jesus está nos propondo uma renovação espiritual, uma conversão, um voltar-se para a sabedoria de Deus, para que possamos ver as realidades humanas e espirituais com o mesmo olhar de Deus.
Indique a um amigo
Conteúdos Relacionados