Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade.
Aceitar e fechar
 
 
 
HOMILIA DO 6º DOMINGO DA PÁSCOA
Crédito da foto - INTERNET

Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -

A leitura dos Atos dos Apóstolos nos mostra que a salvação realizada por Cristo se destina a todas as nações, sem distinção de pessoas, de raças ou de povos, por isso Lucas afirma: “Deus não faz acepção de pessoas; em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável”. Para Deus, o que é importante é que a pessoa tenha abertura de coração para acolher a salvação que Cristo nos oferece. 
A leitura da primeira Carta de São João nos afirma que a característica mais marcante do ser de Deus é o amor; que a atividade mais específica de Deus é amar, por isso Deus é amor. A maior prova de que Deus é amor é o fato de Ele ter enviado o seu único Filho para nos abençoar e salvar. O amor de Deus é um amor incondicional, gratuito, desinteressado, que não exige nada em troca. Se Deus é amor, o amor deve ser uma característica principal daqueles que são filhos e filhas de Deus. Os que “nasceram de Deus”, ou seja, os filhos e filhas de Deus, devem amar os irmãos e irmãs com o mesmo amor incondicional, desinteressado e gratuito que caracteriza o ser de Deus.  Ser “filho de Deus” e viver em comunhão com Deus exige que o amor transpareça em nossa vida todos os dias e nas relações que estabelecemos uns com os outros. Se somos “filhos” desse Deus que é amor, “amemo-nos uns aos outros” com um amor igual ao de Deus – amor incondicional, gratuito, desinteressado.
No Evangelho Jesus deixa claro que não nos deixa sozinhos e perdidos no mundo, mas que Ele próprio estará sempre conosco, oferecendo-nos em cada instante a sua vida. Nos momentos de crise, de desilusão, de frustração, de perseguição, não podemos esquecer que Jesus continua ao nosso lado, dando-nos coragem e esperança, lutando conosco para vencer as forças que querem nos desanimar na vida.
Jesus nos chama de “amigos” por que nos associou à sua missão e estabeleceu conosco uma relação de confiança, de proximidade, de intimidade, de comunhão. Jesus é o centro e a referência da nossa vida e da vida da Igreja, em torno do qual se constrói uma comunidade de amigos.  Fazer parte da comunidade dos “amigos” de Jesus é colaborar na missão que Ele recebeu do Pai, de levar a mensagem do Evangelho por palavras e obras para todos os homens e mulheres. Se Jesus nos chama de “amigos” e não “servos”, é porque nos faz confidentes do seu pensamento e participantes da sua ceia Eucarística, e é pelo nosso testemunho, o do amor mútuo, que seremos, por sua vez, autênticas testemunhas de Cristo no mundo.
Compete-nos a nós, os “amigos” de Jesus, eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfigura a criação de Deus. Cabe a nós sermos arautos da justiça, da paz, da reconciliação, do amor. Sobretudo, os “amigos” de Jesus devem amar como Ele amou. No Evangelho de hoje as palavras “amar”, “amor”, “amigo” aparecem doze vezes, isto quer dizer que os cristãos são aqueles que testemunham diante do mundo, com palavras e com gestos, que o mundo novo que Deus quer oferecer aos homens, se constrói através do amor. O amor de Deus por nós existe desde sempre. Eu posso recusar este amor, mas Deus jamais deixará de me amar. Nunca poderei esgotar o seu amor. Somente deixando-me amar por Ele, chegarei, pouco a pouco, a amar como Ele me ama!
Falando de amor, nos lembramos do amor de mãe. O Papa Francisco nos lembra de que não somos órfãos, porque a mãe de Jesus, ao pé da cruz, nos assumiu como filhos e filhas. Todos nós devemos a vida a uma mãe. Ser mãe é muito mais que colocar um filho no mundo; é a escolha de dar a vida com contínuos gestos de amor e cuidado. As mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos momentos mais difíceis, a ternura, a dedicação, a força e os valores morais e éticos mais profundos que levamos conosco, para sempre, em nossa vida. 
O amor de mãe é um amor que gera a vida, é acolhedor, fecundo. Um amor marcado pela doação de si e pelo acolhimento do outro. O amor de mãe se caracteriza pela presença, não suporta distâncias. É amor perdão, não suporta brigas, intrigas, discórdias. A mãe sabe ser misericordiosa e mestra. Ama com o coração e com a razão, com carinho e com responsabilidade. Como o amor de Deus, a Mãe ama mesmo sem ser amado, ama mesmo quando é rejeitado, por isso quem tem um coração de mãe certamente tem um coração fraterno, sensível e bondoso. Sigamos o exemplo do amor de Deus e das mães.

 
Indique a um amigo
 
 
Conteúdos Relacionados
Fale conosco pelo WhatsApp