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SE NÃO VOS CONVERTERDES Lc 13,1-9O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. O que é conversão? É mudarmos o nosso caminho, mudar a nossa rota, o nosso foco de vida, mudar o que é mal para aquilo que é bom, para aquilo que é de Deus. Mudar a nossa maneira humana de pensar e agir, mudar a nossa mentalidade para fazermos a vontade de Deus. Tomarmos a direção proposta pelo próprio Cristo, pois Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Os sinais de que estamos nos convertendo é o arrependimento, e a busca sincera daquilo que é de Deus: a sua Palavra, os Sacramentos, as bênçãos, a vida em comunidade, a vida em família, a honestidade nos relacionamentos, etc.Jesus inicia o Evangelho de hoje contando dois episódios que aconteceram aos judeus e depois pergunta: “Pensais que (estes que morreram tragicamente) eram mais culpados ou pecadores do que todos os outros?” Jesus responde: “não”. Esta resposta quer combater a chamada “doutrina da retribuição” segundo a qual aqueles que morressem de modo trágico é porque tinham pecados graves. Jesus nega totalmente este pensamento. Mas Jesus conclui ambas as histórias dizendo: “se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”. Com esta resposta Jesus quer dizer que diante de Deus, todas as pessoas são pecadores, precisam de conversão. Como diz a Carta aos Romanos: " todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rm 3,23)Na segunda parte Jesus conta a parábola da figueira. A figueira na Bíblia representa o Povo de Deus, representa cada um de nós. Nesta pequena parábola Jesus afirma que muitas vezes esperou que o Povo de Deus (nós) desse frutos espirituais, que fôssemos agradáveis a Deus, que nos convertêssemos dos nossos pecados, que transformássemos a nossa maneira de ser e pensar, mas isto não aconteceu, por isso decidiu tirar a sua graça e sua bênção do seu Povo.Mas num gesto de misericórdia Deus nos concede, a cada ano, mais um tempo para que esta conversão aconteça. Este tempo de conversão é a quaresma. Cada ano Deus nos convoca a mudança de vida naquilo que nos afasta Dele e da sua graça. "Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto do céu e sanarei sua terra." (2 Cr 7,14); "Mortificai os vossos corpos naquilo que tem de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca. Nem vos enganeis uns aos outros." (Col 3,5.8-9). São Tiago diz ainda: "Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó homens de dupla atitude. Reconhecei a vossa miséria, afligi-vos e chorai"(Tg 4,7-9).Esse tempo da Quaresma que nos faz refletir sobre quão passageira é esta vida, a consciência desta fragilidade humana deve levar-nos a voltar o nosso ser para Aquele que pode dar verdadeiro sentido à nossa vida. Não se trata de procurar culpabilidades, mas de abrir o nosso coração à vinda do Senhor, de nos perguntar “Onde colocamos as nossas seguranças e esperanças?” São Paulo nos lembra que muitos são os que foram crismados (guiados pela nuvem), muitos foram batizados (passaram através do mar), muitos se alimentaram da Eucaristia (comeram e beberam o alimento espiritual), mas muitos não praticam a sua fé católica que professaram nestes sacramentos, por isso não são capazes de agradar a Deus. São Tiago nos diz: "Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos" (Tg 1,22), ou seja, não podemos nos enganar a nós mesmos dizendo que somos católicos, mas não praticamos a nossa fé. A fé precisa traduzir-se em obras de conversão, de oração, de caridade, de misericórdia, de pertença à comunidade. Sã Tiago diz ainda: "se a fé não tiver obras, é morta em si mesma. Mas alguém dirá: “Tu tens fé, e eu tenho obras”. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras." (Tg 2,18). Nesta quaresma Jesus quer que sejamos praticantes de sua palavra, que sejamos verdadeiros católicos praticantes, unindo fé e vida. Dando testemunho que de fato sou filho de Deus. Sempre é tempo de voltar para Deus. Diz o Senhor Deus: "voltai a mim e eu me voltarei a vós" (Zc 1,3).
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SE NÃO VOS CONVERTERDES Lc 13,1-9
O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. O que é conversão? É mudarmos o nosso caminho, mudar a nossa rota, o nosso foco de vida, mudar o que é mal para aquilo que é bom, para aquilo que é de Deus. Mudar a nossa maneira humana de pensar e agir, mudar a nossa mentalidade para fazermos a vontade de Deus. Tomarmos a direção proposta pelo próprio Cristo, pois Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Os sinais de que estamos nos convertendo é o arrependimento, e a busca sincera daquilo que é de Deus: a sua Palavra, os Sacramentos, as bênçãos, a vida em comunidade, a vida em família, a honestidade nos relacionamentos, etc.
Jesus inicia o Evangelho de hoje contando dois episódios que aconteceram aos judeus e depois pergunta: “Pensais que (estes que morreram tragicamente) eram mais culpados ou pecadores do que todos os outros?” Jesus responde: “não”. Esta resposta quer combater a chamada “doutrina da retribuição” segundo a qual aqueles que morressem de modo trágico é porque tinham pecados graves. Jesus nega totalmente este pensamento. Mas Jesus conclui ambas as histórias dizendo: “se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”. Com esta resposta Jesus quer dizer que diante de Deus, todas as pessoas são pecadores, precisam de conversão. Como diz a Carta aos Romanos: " todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rm 3,23)
Na segunda parte Jesus conta a parábola da figueira. A figueira na Bíblia representa o Povo de Deus, representa cada um de nós. Nesta pequena parábola Jesus afirma que muitas vezes esperou que o Povo de Deus (nós) desse frutos espirituais, que fôssemos agradáveis a Deus, que nos convertêssemos dos nossos pecados, que transformássemos a nossa maneira de ser e pensar, mas isto não aconteceu, por isso decidiu tirar a sua graça e sua bênção do seu Povo.
Mas num gesto de misericórdia Deus nos concede, a cada ano, mais um tempo para que esta conversão aconteça. Este tempo de conversão é a quaresma. Cada ano Deus nos convoca a mudança de vida naquilo que nos afasta Dele e da sua graça. "Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto do céu e sanarei sua terra." (2 Cr 7,14); "Mortificai os vossos corpos naquilo que tem de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca. Nem vos enganeis uns aos outros." (Col 3,5.8-9). São Tiago diz ainda: "Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó homens de dupla atitude. Reconhecei a vossa miséria, afligi-vos e chorai"(Tg 4,7-9).
Esse tempo da Quaresma que nos faz refletir sobre quão passageira é esta vida, a consciência desta fragilidade humana deve levar-nos a voltar o nosso ser para Aquele que pode dar verdadeiro sentido à nossa vida. Não se trata de procurar culpabilidades, mas de abrir o nosso coração à vinda do Senhor, de nos perguntar “Onde colocamos as nossas seguranças e esperanças?” São Paulo nos lembra que muitos são os que foram crismados (guiados pela nuvem), muitos foram batizados (passaram através do mar), muitos se alimentaram da Eucaristia (comeram e beberam o alimento espiritual), mas muitos não praticam a sua fé católica que professaram nestes sacramentos, por isso não são capazes de agradar a Deus. São Tiago nos diz: "Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos" (Tg 1,22), ou seja, não podemos nos enganar a nós mesmos dizendo que somos católicos, mas não praticamos a nossa fé. A fé precisa traduzir-se em obras de conversão, de oração, de caridade, de misericórdia, de pertença à comunidade. Sã Tiago diz ainda: "se a fé não tiver obras, é morta em si mesma. Mas alguém dirá: “Tu tens fé, e eu tenho obras”. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras." (Tg 2,18). Nesta quaresma Jesus quer que sejamos praticantes de sua palavra, que sejamos verdadeiros católicos praticantes, unindo fé e vida. Dando testemunho que de fato sou filho de Deus. Sempre é tempo de voltar para Deus. Diz o Senhor Deus: "voltai a mim e eu me voltarei a vós" (Zc 1,3).
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