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HOMILIA DO 3º DOMINGO DA PÁSCOA

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Jesus não é uma figura do passado, que a morte venceu e que ficou sepultado no museu da história; mas é alguém que continua vivo, sempre presente em nossa vida. Jesus é quem comunica a vida aos que nele crêem. Jesus ressuscitado não está ausente e distante, Ele continua, pelo tempo fora, a sentar-Se à mesa com os discípulos, a estabelecer laços de familiaridade e de comunhão com eles, a partilhar os seus sonhos, as suas lutas, as suas esperanças, as suas dificuldades, os seus sofrimentos. Como descobrir que Jesus está vivo? Jesus nos garante a sua presença real entre nós, por meio da Palavra e da Eucaristia; através do testemunho dos discípulos e discípulas. É através dos gestos de amor, de partilha, de solidariedade, de perdão, de acolhimento que somos capazes de fazer. 
«Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado (…) não peca, mas o Filho de Deus o guarda, e o maligno não o apanha» (1 Jo 3, 9; 5, 18). se alguém pecar Jesus dá-nos a possibilidade de obter o perdão, «se confessamos os nossos pecados» (1, 9). Jesus é intercessor, advogado e conselheiro  à direita de Deus, continuando a purificar-nos com o seu sangue derramado como num sacrifício expiatório oferecido pelos pecados.
O pecado não é algo “normal”, para um cristão. Ele é sempre um “não” a Deus e à sua vontade, por isso o Ato dos Apóstolos nos diz: “arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados”. “Arrepender-se” e “converter-se” são duas atitudes necessárias para que Deus passe a estar no centro da nossa vida, para que possamos “dar ouvidos” às propostas de Deus.  O cristão é chamado à santidade e a viver uma vida de renúncia ao pecado. Quem sente que não tem pecado, também não sente a necessidade de ser salvo. “Arrepender-se” e “converter-se” significa aderir à pessoa de Cristo, crer n’Ele, acolher o projeto que Ele traz, entrar no Reino que Ele anuncia e propõe. O pecado deixa marcas drásticas no interior do ser humano. A tendência é envergonhar-nos de Deus e esconder-nos, como fizeram Adão e Eva (Gn 3,8). Não precisamos fugir ou nos esconder de Deus, mesmo em situação de pecado. “Deus é amor” (1Jo 4,8.16); portanto, ele nos ama e nos acolhe sempre, irrestritamente, para que também amemos uns aos outros. Somos convidados a confiar em um justo defensor diante do Pai: Jesus Cristo (cf. Jo 14,16). Em Cristo podemos nos aproximar e nos mostrar a Deus quem somos, sem temores de punições.
“Conhecer a Deus” não quer dizer obter informações a respeito dele, mas fazer a experiência de encontro por meio da fé. Conhecer a Deus significa ter uma comunhão íntima com Deus, uma relação pessoal de proximidade, de familiaridade, de amor sem limites. O “conhecer Deus” exige atitudes concretas que passam pelo escutar, acolher e viver as propostas de salvação que Deus faz, através de Jesus, por isso Quem diz que conhece a Deus põe em prática (guardar) os mandamentos e Quem não observa os preceitos que Deus ensinou é um mentiroso, pois é alheio à verdade que é Jesus (cf. Jo 14,6).
Qual a finalidade d’Ele aparecer aos seus discípulos?  Primeiro: Para afirmar que Jesus está vivo. Jesus motiva para que os discípulos exercitem os seus sentidos quando diz: “vede minhas mãos e meus pés” (os olhos), apalpai-me” (o tato); e “comeu à vista deles” (o gosto). A segunda finalidade é abrir a mente dos discípulos à compreensão das Sagradas Escrituras. A experiência do ver, tocar, degustar passa ao ouvir/anunciar. Abrindo o coração dos discípulos, Jesus afasta de seus apóstolos e discípulos o medo por isso lhes pergunta: “Por que estais perturbados?”. Não mais há mais motivo para perturbação, pois Cristo está vivo, Ele caminha com o Seu povo, Ele está conosco. A terceira finalidade é a missão. Ser no mundo testemunhas da ressurreição de Cristo. O conteúdo da missão é a necessidade da conversão e o perdão dos pecados, frutos da ressurreição de Cristo.

 
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