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Na leitura tirada do Livro dos Números, vimos que dois membros do povo de Deus, que não estavam na assembleia, recebem o Espírito de Deus para colaborar no governo do Povo de Deus. Isso mostra que Deus reparte o Espírito Santo com todos aqueles que assumiram uma missão de governo dentro do Povo de Deus. Mostra que o Espírito Santo está bem vivo e bem presente em todos aqueles que abrem o coração aos dons de Deus e que aceitam comprometer-se com Jesus e com o seu projeto de vida. Mostra ainda que o Espírito de Deus é livre e atua onde quer e como quer, por isso esta leitura nos convida a darmos graças a Deus por todos os gestos de amor, de paz, de justiça, de solidariedade, de partilha que todos os dias testemunhamos e agradecer ao nosso Deus a sua presença, a sua ação e o seu amor pelo ser humano. Esta leitura convida a todos aqueles que têm algum tipo de poder e autoridade a delegar as suas tarefas, a confiar na ajuda daqueles que querem colaborar direta e indiretamente no governo da Igreja, para o bem de todo o Povo de Deus. Por vezes, temos que ter a capacidade de reconhecer que nem sempre conseguimos “fazer tudo” e “resolver tudo”, por isso temos que estar abertos a ser ajudados por outros. Moisés não teve ciúmes, nem inveja, nem medo de perder o controle do governo do Povo de Deus, nem dificuldade em aceitar a partilha das tarefas que o Senhor lhe confiou, por isso sigamos o seu exemplo. Não podemos achar que a ajuda de outras pessoas em nossas responsabilidades de governo é uma ameaça ao nosso poder. A Carta de São Tiago, por sua vez, faz uma dura crítica aqueles que vivem apenas para acumular bens materiais, negligenciando Deus, a pessoa do próximo, os valores e mandamentos divinos. Critica aqueles que fazem do ouro e da prata os seus deuses e centram toda a sua existência em acumular sempre mais, sem repartir com aqueles que necessitam de ajuda material. Toda riqueza tem a sua função social, por isso precisa gerar empregos, dar oportunidades profissionais a quem precisa, apoiar instituições que promovam a dignidade humana e a sua existência. Acumular bens à custa da miséria e da exploração dos irmãos mais pobres é um crime abominável e que Deus não deixará impune, por isso São Tiago afirma que aqueles que tiverem os bens materiais como o seu deus, a sua opção fundamental, não terá acesso à vida plena e eterna. A partir da Carta de São Tiago, podemos dizer que não é cristão quem não paga o salário justo aos seus operários ou o retém, não é cristão quem especula com os bens de primeira necessidade, não é cristão quem inventa esquemas para não pagar impostos, não é cristão quem se aproveita da ignorância e da miséria para realizar negócios altamente rentáveis. Qualquer crime cometido contra os pobres é um crime contra Deus.No Evangelho de hoje, Jesus afirma que devemos cortar o mal na sua raiz, lá onde as ações más do ser humano têm a sua origem. A mão representa o ter e o possuir. Não podemos cair na tentação de resumir a nossa vida somente na busca dos bens materiais. A mão pode ser usada para o bem e para o mal, para o roubo, para a posse, para as armas, para a violência. Mas, também, ela pode ser usada para acolher o irmão pobre, para trabalhar em benefício da edificação da Igreja. A mão pode abençoar, ungir, consagrar e enviar em missão para que as pessoas possam ter a vida através da ação da Igreja. Os pés lembram a nossa liberdade de ir e vir. Que a liberdade de filhos e filhas que Deus nos deu no dia do nosso batismo não seja motivo de para nos distanciarmos de Deus, de fazer o próximo sofrer, de nos desviarmos do caminho da salvação. Jesus diz: "O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é são, todo o corpo será bem iluminado; se, porém, estiver em mau estado, o teu corpo estará em trevas." (Lc 11,34). Que o nosso olhar não seja de cobiça, de inveja, de sedução. Que nosso olhar não se detenha na pornografia, no vício das redes sociais, nos programas televisivos contrários à vontade de Deus, mas a adorar Jesus presente em sua Palavra e na Eucaristia. Somos convidados a amar a Deus e o próximo com todo o nosso ser: com as mãos para partilhar, com pés para reencontrar e criar laços de amizade, com os olhos para contemplar as maravilhas da criação. Cabe a cada um de nós fazer com que todo o nosso ser, todo o nosso corpo responda à vontade divina de amar. Somos convidados a nos separar das atitudes e dos sentimentos que são incompatíveis com o seguimento de Jesus. Se você tem valores, atitudes, comportamentos que o afastam de Deus deve cortá-los de sua vida.
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Na leitura tirada do Livro dos Números, vimos que dois membros do povo de Deus, que não estavam na assembleia, recebem o Espírito de Deus para colaborar no governo do Povo de Deus. Isso mostra que Deus reparte o Espírito Santo com todos aqueles que assumiram uma missão de governo dentro do Povo de Deus. Mostra que o Espírito Santo está bem vivo e bem presente em todos aqueles que abrem o coração aos dons de Deus e que aceitam comprometer-se com Jesus e com o seu projeto de vida. Mostra ainda que o Espírito de Deus é livre e atua onde quer e como quer, por isso esta leitura nos convida a darmos graças a Deus por todos os gestos de amor, de paz, de justiça, de solidariedade, de partilha que todos os dias testemunhamos e agradecer ao nosso Deus a sua presença, a sua ação e o seu amor pelo ser humano. Esta leitura convida a todos aqueles que têm algum tipo de poder e autoridade a delegar as suas tarefas, a confiar na ajuda daqueles que querem colaborar direta e indiretamente no governo da Igreja, para o bem de todo o Povo de Deus. Por vezes, temos que ter a capacidade de reconhecer que nem sempre conseguimos “fazer tudo” e “resolver tudo”, por isso temos que estar abertos a ser ajudados por outros. Moisés não teve ciúmes, nem inveja, nem medo de perder o controle do governo do Povo de Deus, nem dificuldade em aceitar a partilha das tarefas que o Senhor lhe confiou, por isso sigamos o seu exemplo. Não podemos achar que a ajuda de outras pessoas em nossas responsabilidades de governo é uma ameaça ao nosso poder.
A Carta de São Tiago, por sua vez, faz uma dura crítica aqueles que vivem apenas para acumular bens materiais, negligenciando Deus, a pessoa do próximo, os valores e mandamentos divinos. Critica aqueles que fazem do ouro e da prata os seus deuses e centram toda a sua existência em acumular sempre mais, sem repartir com aqueles que necessitam de ajuda material. Toda riqueza tem a sua função social, por isso precisa gerar empregos, dar oportunidades profissionais a quem precisa, apoiar instituições que promovam a dignidade humana e a sua existência. Acumular bens à custa da miséria e da exploração dos irmãos mais pobres é um crime abominável e que Deus não deixará impune, por isso São Tiago afirma que aqueles que tiverem os bens materiais como o seu deus, a sua opção fundamental, não terá acesso à vida plena e eterna. A partir da Carta de São Tiago, podemos dizer que não é cristão quem não paga o salário justo aos seus operários ou o retém, não é cristão quem especula com os bens de primeira necessidade, não é cristão quem inventa esquemas para não pagar impostos, não é cristão quem se aproveita da ignorância e da miséria para realizar negócios altamente rentáveis. Qualquer crime cometido contra os pobres é um crime contra Deus.
No Evangelho de hoje, Jesus afirma que devemos cortar o mal na sua raiz, lá onde as ações más do ser humano têm a sua origem. A mão representa o ter e o possuir. Não podemos cair na tentação de resumir a nossa vida somente na busca dos bens materiais. A mão pode ser usada para o bem e para o mal, para o roubo, para a posse, para as armas, para a violência. Mas, também, ela pode ser usada para acolher o irmão pobre, para trabalhar em benefício da edificação da Igreja. A mão pode abençoar, ungir, consagrar e enviar em missão para que as pessoas possam ter a vida através da ação da Igreja. Os pés lembram a nossa liberdade de ir e vir. Que a liberdade de filhos e filhas que Deus nos deu no dia do nosso batismo não seja motivo de para nos distanciarmos de Deus, de fazer o próximo sofrer, de nos desviarmos do caminho da salvação. Jesus diz: "O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é são, todo o corpo será bem iluminado; se, porém, estiver em mau estado, o teu corpo estará em trevas." (Lc 11,34). Que o nosso olhar não seja de cobiça, de inveja, de sedução. Que nosso olhar não se detenha na pornografia, no vício das redes sociais, nos programas televisivos contrários à vontade de Deus, mas a adorar Jesus presente em sua Palavra e na Eucaristia. Somos convidados a amar a Deus e o próximo com todo o nosso ser: com as mãos para partilhar, com pés para reencontrar e criar laços de amizade, com os olhos para contemplar as maravilhas da criação. Cabe a cada um de nós fazer com que todo o nosso ser, todo o nosso corpo responda à vontade divina de amar. Somos convidados a nos separar das atitudes e dos sentimentos que são incompatíveis com o seguimento de Jesus. Se você tem valores, atitudes, comportamentos que o afastam de Deus deve cortá-los de sua vida.
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