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A primeira leitura de hoje nos mostra que existe um confronto entre a “sabedoria do mundo” e a “sabedoria de Deus”. O livro da Sabedoria nos mostra que muitas vezes o justo é perseguido pelos ímpios simplesmente porque ele procura ser justo e coerente com a sua fé e com sua consciência diante de Deus. Os ímpios se perguntam: “Será que Deus está de fato ao lado de quem é justo?” Para saber a resposta os ímpios procuram perseguir o justo e fazê-lo sofrer pensando: “se Deus de fato estiver com o justo, Ele o livrará dos sofrimentos que lhe causamos”. Muitos atribuíam este sofrimento inocente do justo a Deus, no entanto, o livro da Sabedoria nos diz claramente que o sofrimento do justo é resultado das armadilhas e tramas construídas pelos ímpios, ou seja, as pessoas de má fé são responsáveis pelas ofensas e torturas imputadas ao povo que sofre. Com isto o autor do Livro da Sabedoria quer nos mostrar que a dor e o sofrimento não têm a sua origem na vontade de Deus, mas sim nas atitudes de pessoas ímpias, injustas, desonestas, corruptas, sem moral e sem ética, sem Deus no coração. Na segunda leitura São Tiago irá dizer que a sabedoria do mundo que manda a pessoa ser primeiro em tudo gera inveja, rivalidades, desordem e toda a espécie de más ações. Quem age desta forma geralmente pede a Deus não aquilo que satisfaz as suas necessidades materiais, mas aquilo que satisfaz as suas “paixões”, o seu orgulho, a sua cobiça, a sua vontade de se sobrepor aos outros irmãos. No entanto, a sabedoria de Deus, segundo São Tiago, “é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia”. Quando somos batizados nos comprometemos a seguir a sabedoria de Deus e passar a conduzir a nossa vida pelos critérios de Deus. A vida do cristão deve ser expressão da vida de Deus, dos valores de Deus, do amor de Deus. Se quisermos viver em paz, em comunhão com Deus, devemos acolher e viver segundo a sabedoria de Deus. Nós, os cristãos, temos de estar permanentemente num processo de conversão para que a sabedoria do mundo não ocupe todo o nosso coração e não nos impeça de atingir a vida plena. Que a sabedoria de Deus venha em nosso auxílio, pois é o Senhor quem sustenta a nossa vida.Já no Evangelho os discípulos discutiam entre si sobre quem dentre eles era o maior. Jesus percebe o que se passa em seus corações e diz: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (cf. Mc 9,35), ou seja, no Reino de Cristo só é grande quem se faz pequeno, e só é o primeiro, quem sabe se fazer o último. Muitas vezes imitamos a pureza do Cristo, sua virgindade; imitamos também sua generosidade e partilha, porém até nas coisas de Deus às vezes queremos ser o primeiro, queremos procurar a vanglória. Muitas vezes nos perguntamos qual é a pastoral ou movimento mais importante? Quem tem os maiores dons e carismas? Qual é a melhor comunidade? Quando entra na vida e no coração do cristão o desejo de ser o maior, tudo perde o seu sentido. Não é mais Cristo a meta, mas o desejo de ser maior. Não é mais a glória de Cristo que se busca, mas a própria glória pessoal. Tudo isso, porque muitas vezes queremos ser os “maiores”. A busca da vanglória é causa de invejas, divisões, competições, rivalidades, vontade de se sobrepor aos outros, críticas destrutivas, indiferença, palavras que magoam, lutas pelo poder, tentativas de afirmação pessoal à custa do irmão. Jesus mostra que na sua comunidade, só é grande aquele que é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos. Segundo o Evangelho o discípulo de Jesus é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça, quando ama, quando serve os pequenos, os pobres, os marginalizados, aqueles que o mundo rejeita e abandona. Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos e irmãs os dons que Deus nos concedeu.Que a Eucaristia celebrada neste domingo seja fonte de cura: cura da ansiedade de querer ser o primeiro e o maior; cura da vanglória, que conduz à morte do espírito; cura das divisões interiores e exteriores, que desagregam e destroem as comunidades. Que a imitação do Cristo humilde, que se oferece na simplicidade do pão e do vinho em forma de eucaristia, cure em nós as paixões que nos dividem e impedem de contemplar Aquele que é a meta de toda a nossa existência, o Cristo. Quando se usa o poder a serviço da pessoa humana gera-se vida, paz e ressurreição.
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A primeira leitura de hoje nos mostra que existe um confronto entre a “sabedoria do mundo” e a “sabedoria de Deus”. O livro da Sabedoria nos mostra que muitas vezes o justo é perseguido pelos ímpios simplesmente porque ele procura ser justo e coerente com a sua fé e com sua consciência diante de Deus. Os ímpios se perguntam: “Será que Deus está de fato ao lado de quem é justo?” Para saber a resposta os ímpios procuram perseguir o justo e fazê-lo sofrer pensando: “se Deus de fato estiver com o justo, Ele o livrará dos sofrimentos que lhe causamos”. Muitos atribuíam este sofrimento inocente do justo a Deus, no entanto, o livro da Sabedoria nos diz claramente que o sofrimento do justo é resultado das armadilhas e tramas construídas pelos ímpios, ou seja, as pessoas de má fé são responsáveis pelas ofensas e torturas imputadas ao povo que sofre. Com isto o autor do Livro da Sabedoria quer nos mostrar que a dor e o sofrimento não têm a sua origem na vontade de Deus, mas sim nas atitudes de pessoas ímpias, injustas, desonestas, corruptas, sem moral e sem ética, sem Deus no coração.
Na segunda leitura São Tiago irá dizer que a sabedoria do mundo que manda a pessoa ser primeiro em tudo gera inveja, rivalidades, desordem e toda a espécie de más ações. Quem age desta forma geralmente pede a Deus não aquilo que satisfaz as suas necessidades materiais, mas aquilo que satisfaz as suas “paixões”, o seu orgulho, a sua cobiça, a sua vontade de se sobrepor aos outros irmãos. No entanto, a sabedoria de Deus, segundo São Tiago, “é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia”. Quando somos batizados nos comprometemos a seguir a sabedoria de Deus e passar a conduzir a nossa vida pelos critérios de Deus. A vida do cristão deve ser expressão da vida de Deus, dos valores de Deus, do amor de Deus. Se quisermos viver em paz, em comunhão com Deus, devemos acolher e viver segundo a sabedoria de Deus. Nós, os cristãos, temos de estar permanentemente num processo de conversão para que a sabedoria do mundo não ocupe todo o nosso coração e não nos impeça de atingir a vida plena. Que a sabedoria de Deus venha em nosso auxílio, pois é o Senhor quem sustenta a nossa vida.
Já no Evangelho os discípulos discutiam entre si sobre quem dentre eles era o maior. Jesus percebe o que se passa em seus corações e diz: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (cf. Mc 9,35), ou seja, no Reino de Cristo só é grande quem se faz pequeno, e só é o primeiro, quem sabe se fazer o último. Muitas vezes imitamos a pureza do Cristo, sua virgindade; imitamos também sua generosidade e partilha, porém até nas coisas de Deus às vezes queremos ser o primeiro, queremos procurar a vanglória. Muitas vezes nos perguntamos qual é a pastoral ou movimento mais importante? Quem tem os maiores dons e carismas? Qual é a melhor comunidade? Quando entra na vida e no coração do cristão o desejo de ser o maior, tudo perde o seu sentido. Não é mais Cristo a meta, mas o desejo de ser maior. Não é mais a glória de Cristo que se busca, mas a própria glória pessoal. Tudo isso, porque muitas vezes queremos ser os “maiores”. A busca da vanglória é causa de invejas, divisões, competições, rivalidades, vontade de se sobrepor aos outros, críticas destrutivas, indiferença, palavras que magoam, lutas pelo poder, tentativas de afirmação pessoal à custa do irmão. Jesus mostra que na sua comunidade, só é grande aquele que é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos. Segundo o Evangelho o discípulo de Jesus é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça, quando ama, quando serve os pequenos, os pobres, os marginalizados, aqueles que o mundo rejeita e abandona. Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos e irmãs os dons que Deus nos concedeu.
Que a Eucaristia celebrada neste domingo seja fonte de cura: cura da ansiedade de querer ser o primeiro e o maior; cura da vanglória, que conduz à morte do espírito; cura das divisões interiores e exteriores, que desagregam e destroem as comunidades. Que a imitação do Cristo humilde, que se oferece na simplicidade do pão e do vinho em forma de eucaristia, cure em nós as paixões que nos dividem e impedem de contemplar Aquele que é a meta de toda a nossa existência, o Cristo. Quando se usa o poder a serviço da pessoa humana gera-se vida, paz e ressurreição.
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