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Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O Evangelho de hoje tem um aspecto vocacional. Diz o Evangelho que “Jesus chamou os doze Apóstolos”. Isto nos mostra que a iniciativa de uma vocação é sempre de Deus. É Ele que chama e o vocacionado é convidado a responder positivamente à este chamado. O primeiro chamado que recebemos de Deus é a existência, ou seja, de viver. O segundo chamado é para nos tornarmos cristãos, filhos de Deus através do Batismo. O terceiro chamado é à vida laical (solteiro, casado, viúvo, consagrado), ou a vida religiosa; ou de um dos ministérios Ordenados (Diácono, padre ou Bispo). Não há qualquer explicação sobre os critérios que levaram Deus a escolher uma pessoa para determinada vocação. É simplesmente porque Deus quis, por isso é um mistério insondável, que depende de Deus e ao ser humano a capacidade de responder “eis-me aqui”. A escolha de Doze Apóstolos mostra que é a totalidade do Povo de Deus que é enviada em missão. O fato de Jesus enviar “dois a dois” significa que a evangelização tem sempre uma dimensão comunitária. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério, o serviço deve ser entendido numa dimensão comunitária. Os discípulos de Jesus nunca devem trabalhar sós, à margem do resto da comunidade; não devem anunciar as suas ideias, mas a fé da Igreja. Quem anuncia o Evangelho, anuncia-o em nome da comunidade; e o seu anúncio deve estar em sintonia com a fé da comunidade. Ser enviado “dois a dois” é para dar credibilidade àquilo que se está anunciando (cf. Dt 19,15).“Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros” é o conteúdo da missão que Jesus confia aos Apóstolos, à Igreja e a cada um de nós. Os espíritos impuros representam tudo aquilo que escraviza o ser humano e que o impede de chegar à vida em plenitude. A missão dos discípulos é, pois, lutar contra tudo aquilo – seja de carácter físico ou espiritual – que destrói a vida e a felicidade do ser humano. O fato de não levar nada pelo caminho quer fazer o discípulo perceber que a eficácia da missão não depende da abundância dos bens materiais, mas sim da ação de Deus. Mostra que o discípulo confia em Deus e contribui para dar credibilidade ao testemunho. As advertências de Jesus para que os discípulos se apresentem sempre numa atitude de sobriedade e de despojamento significam também o desapego das ideias e preconceitos, dos hábitos e costumes, das paixões e afectos que podem constituir um obstáculo para a missão de anunciar o Reino.Os discípulos de ontem e de hoje são chamados a pregar a conversão, ou seja, a mudança radical de mentalidade, de valores, de atitudes, um voltar-se para Jesus Cristo e um seu projeto de salvação. São chamados a expulsar os demónios e curar os doentes. O foco da missão não é a multiplicação de milagres e exorcismos, e sim o chamado ao arrependimento. Os gestos que os discípulos são convidados a fazer para anunciar o “Reino” são os mesmos que Jesus fez. Hoje cada um de nós é chamado à continuar a obra que Jesus iniciou no mundo: anunciar – com palavras e com gestos – esse mundo novo de felicidade sem fim que Deus quer oferecer a todos os homens e mulheres. Jesus ensina também que quem é recebido numa casa ou num lugar como hóspede, deve converter-se numa bênção para essa casa e comportar-se com sobriedade, equilíbrio e maturidade. Daquela casa, povoado ou cidade que não praticar a hospitalidade e se recusar a receber o Evangelho de Cristo, não se deve levar nada, nem mesmo a poeira grudada na sola dos calçados.O Evangelho nos mostra que Cristo nos unge (no Batismo e na Crisma) e nos envia em missão para que todos os homens e mulheres conheçam a verdade do Evangelho e se salvem. A única coisa que nesta momento da história não podemos fazer é cruzar os braços, estar sem fazer nada. É preciso anunciar o Evangelho. O Papa Francisco diz: “Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de anunciá-lo...”, por isso é preciso sair de si e ir ao encontro do outro. Portanto, Cristo nos envia a pregar o Evangelho, a conversão, expulsar os demônios e curar todas as enfermidades. Santa Missão para todos! Amém!
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O Evangelho de hoje tem um aspecto vocacional. Diz o Evangelho que “Jesus chamou os doze Apóstolos”. Isto nos mostra que a iniciativa de uma vocação é sempre de Deus. É Ele que chama e o vocacionado é convidado a responder positivamente à este chamado. O primeiro chamado que recebemos de Deus é a existência, ou seja, de viver. O segundo chamado é para nos tornarmos cristãos, filhos de Deus através do Batismo. O terceiro chamado é à vida laical (solteiro, casado, viúvo, consagrado), ou a vida religiosa; ou de um dos ministérios Ordenados (Diácono, padre ou Bispo). Não há qualquer explicação sobre os critérios que levaram Deus a escolher uma pessoa para determinada vocação. É simplesmente porque Deus quis, por isso é um mistério insondável, que depende de Deus e ao ser humano a capacidade de responder “eis-me aqui”.
A escolha de Doze Apóstolos mostra que é a totalidade do Povo de Deus que é enviada em missão. O fato de Jesus enviar “dois a dois” significa que a evangelização tem sempre uma dimensão comunitária. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério, o serviço deve ser entendido numa dimensão comunitária. Os discípulos de Jesus nunca devem trabalhar sós, à margem do resto da comunidade; não devem anunciar as suas ideias, mas a fé da Igreja. Quem anuncia o Evangelho, anuncia-o em nome da comunidade; e o seu anúncio deve estar em sintonia com a fé da comunidade. Ser enviado “dois a dois” é para dar credibilidade àquilo que se está anunciando (cf. Dt 19,15).
“Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros” é o conteúdo da missão que Jesus confia aos Apóstolos, à Igreja e a cada um de nós. Os espíritos impuros representam tudo aquilo que escraviza o ser humano e que o impede de chegar à vida em plenitude. A missão dos discípulos é, pois, lutar contra tudo aquilo – seja de carácter físico ou espiritual – que destrói a vida e a felicidade do ser humano.
O fato de não levar nada pelo caminho quer fazer o discípulo perceber que a eficácia da missão não depende da abundância dos bens materiais, mas sim da ação de Deus. Mostra que o discípulo confia em Deus e contribui para dar credibilidade ao testemunho. As advertências de Jesus para que os discípulos se apresentem sempre numa atitude de sobriedade e de despojamento significam também o desapego das ideias e preconceitos, dos hábitos e costumes, das paixões e afectos que podem constituir um obstáculo para a missão de anunciar o Reino.
Os discípulos de ontem e de hoje são chamados a pregar a conversão, ou seja, a mudança radical de mentalidade, de valores, de atitudes, um voltar-se para Jesus Cristo e um seu projeto de salvação. São chamados a expulsar os demónios e curar os doentes. O foco da missão não é a multiplicação de milagres e exorcismos, e sim o chamado ao arrependimento. Os gestos que os discípulos são convidados a fazer para anunciar o “Reino” são os mesmos que Jesus fez. Hoje cada um de nós é chamado à continuar a obra que Jesus iniciou no mundo: anunciar – com palavras e com gestos – esse mundo novo de felicidade sem fim que Deus quer oferecer a todos os homens e mulheres.
Jesus ensina também que quem é recebido numa casa ou num lugar como hóspede, deve converter-se numa bênção para essa casa e comportar-se com sobriedade, equilíbrio e maturidade. Daquela casa, povoado ou cidade que não praticar a hospitalidade e se recusar a receber o Evangelho de Cristo, não se deve levar nada, nem mesmo a poeira grudada na sola dos calçados.
O Evangelho nos mostra que Cristo nos unge (no Batismo e na Crisma) e nos envia em missão para que todos os homens e mulheres conheçam a verdade do Evangelho e se salvem. A única coisa que nesta momento da história não podemos fazer é cruzar os braços, estar sem fazer nada. É preciso anunciar o Evangelho. O Papa Francisco diz: “Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de anunciá-lo...”, por isso é preciso sair de si e ir ao encontro do outro. Portanto, Cristo nos envia a pregar o Evangelho, a conversão, expulsar os demônios e curar todas as enfermidades. Santa Missão para todos! Amém!
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