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HOMILIA DO 12º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Crédito da foto - INTERNET

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A primeira parte do Evangelho de hoje começa Jesus perguntando aos discípulos: “Quem diz o povo que eu sou?”.  Herodes dizia que era João Batista, o profeta que ele tinha mandou executar, que teria ressuscitado dos mortos; outros diziam que era Elias, cuja volta era esperada antes da vinda do Messias; outros ainda, que era um dos profetas que ressuscitou (cf. Lc 9,7-9). De modo geral as pessoas viam Jesus como um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão  de falar em nome Dele. Um homem atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente. Jesus é visto, apenas, como um homem bom, justo, generoso, um dos profetas, que escutou os apelos divinos, que Se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes d’Ele. Portanto as repostas que Jesus ouviu sobre a sua identidade foram humanas, incompletas, parciais e superficiais.
Já a resposta dos discípulos acerca de Jesus vai muito além das pessoas comuns. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, afirma que Jesus: “É o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Em São Mateus  Jesus elogia a resposta de Pedro dizendo: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim o meu Pai que está no céu” (Mt 16,17). Dizer que Jesus é “o Cristo” (Messias) significa dizer que Ele é o Ungido de Deus, aquele que veio para libertar a humanidade do pecado e da morte, ou seja, é aquele que veio para trazer a salvação definitiva do ser humano. É aquele que veio tornar cada homem e cada mulher uma pessoa nova, capaz de caminhar ao encontro de Deus e de chegar à plena felicidade. Jesus é aquele que nos transforma, que nos renova e que nos encaminha para a vida eterna e verdadeira.
O messias esperado pelo povo seria um rei forte, valente, poderoso e guerreiro, que libertasse Israel da escravidão romana. Jesus deixa claro que Ele não é um messias político, que veio instaurar um reino econômico, mas que a sua missão é salva pessoas. Por isso deixa claro que Ele irá passar pela cruz e quem quiser segui-Lo deverá assumir a sua Cruz de cada dia. Tomar a cruz significa ser capaz de viver pequenos sacrifícios no dia-a-dia, por amor a Cristo Jesus. A cruz do dia-a-dia é nossa participação na Cruz de Cristo, da qual recebemos todas as graças para a nossa vida humana e espiritual. Tomar a Cruz diariamente é viver sem ter um espírito de revolta. É neste sentido que São Paulo nos diz: \"Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas a fim de serdes irrepreensíveis, filhos de Deus íntegros...\" (Fl 2,14-15). Tomar a cruz do dia-a-dia é não murmurar ou reclamar, diante da vida, pois murmurar é um sinal de insatisfação, ingratidão, impaciência, ansiedade e falta de fé em Deus.  São Paulo nos convida a viver de tal modo que não sejamos motivo de queixas para os outros; quem tem costume de queixar-se de tudo, geralmente causa brigas, disputas, conflitos e calúnias. Tudo isso impede que o amor de Deus reine em nossos corações. 
Quando murmuramos, estamos dizendo de forma indireta para Deus, que não confiamos nele, tampouco na sua providência, nos seus propósitos para conosco e isso acaba nos causando um esfriamento espiritual. Tomar a Cruz de cada dia significa ser capaz de perseverar diante das provações e tribulações que podem surgir em nossa vida, mas na certeza de que Deus está conosco (cf. Mt 28,20) e com a sua graça e benção sermos capazes de superá-las, vencê-las. Tomar a cruz exige a renúncia de si, pois quem se preocupa apenas consigo não poderá nunca compreender a cruz, já que ela é o símbolo máximo da doação e da entrega de si em favor dos outros.
Tomar a Cruz de cada dia é estar dispostos a viver em nosso dia-a-dia aquilo que Jesus viveu, por isso São Paulo ao Gálatas diz “todos vós, que fostes batizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo”(Gl 3,27). Ser revestido de Cristo, é ser um outro Cristo. É viver à maneira de Cristo Jesus. Eis a nova vida que em nós se iniciou no batismo e que não podemos esquecer. Uma vida que nos une, que nos transforma em Igreja, e que nos liberta até mesmo daquilo que nos dividia. Em Cristo, todos somos um só, e se somos de Cristo, somos da descendência de Abraão e por isso temos direito à herança que Deus prometeu que através dele todas as nações seriam abençoadas. Em Cristo Jesus todos somos abençoados e santificados. 
Portanto, tomar a cruz de cada dia é unir-se à missão de Cristo, que é salvar pessoas. É evangelizando a família, ajudando na formação das pessoas para receberem os sacramentos, é instruindo-os na doutrina da Igreja, é suportando os desgostos que os incrédulos produzem em nossa vida, é defender o Evangelho anunciado por Jesus Cristo, é lutar pelo bem, pela justiça, pela verdade divina. Significa partilhar as dores humanas, e ter coragem para enfrentar as contrariedades da vida neste mundo a partir da fé e da certeza que Jesus caminha conosco para nos fazer vencedores. 

 
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