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A sexta-feira santa é o único dia do ano em que não se celebra missa. A eucaristia é a celebração de Deus vivo e, por isto, não faz sentido celebrar a eucaristia no dia em que Cristo morre. A Igreja está recolhida, em oração. Dia de penitência. Dia de jejum. Dia de abstinência de carne. Dia em que devemos voltar nossos pensamentos para viver os sofrimentos atrozes vividos pelo Salvador e Redentor da humanidade. Hoje celebramos uma Ação Litúrgica dividida em quatro partes: liturgia da Palavra; oração Universal; Adoração da Cruz e, a Comunhão com hóstias consagradas no dia de ontem, quinta-feira SantaDevemos nos colocar perante o mistério de hoje: Jesus, se fazendo homem em tudo, exceto no pecado, morre pela salvação da humanidade, para o perdão de nossos pecados, inaugurando o novo tempo: o tempo da salvação e da glória. Na adoração da Cruz a Igreja ergue diante dos fiéis o sinal do triunfo do Senhor, que Ele mesmo havia dito: “Quando levantarem o Filho do Homem, saberão que Eu sou” (Jo 8,28). Jesus é conduzido para a cruz “como cordeiro levado ao matadouro”, porque Ele, sim, é o verdadeiro Cordeiro da nova Páscoa, cujo Sangue derramado tem realmente a força e o poder de nos livrar do pecado e da morte e de nos reconciliar com o Pai. Em Cristo Crucificado, Deus não quer jamais para si, nem em Seu Nome, quaisquer vítimas da violência. É o próprio Deus Quem Se faz vítima, em nome de todas as vítimas e solidário com todas elas. Não podemos, por isso, deixar de ligar o padecimento de Cristo, nossa vítima pascal, ao calvário da guerra na Ucrânia e ao de todas as vítimas inocentes da violência, da guerra, do preconceito, dos maus-tratos, de todos os abusos e perseguições. Cristo toma o lugar das vítimas, dá a outra face, faz triunfar o perdão em vez da vingança, vence a violência com a força frágil do amor. Ele mostra-nos que só o amor vence o ódio e a injustiça. O amor é, pois, a força dos não violentos, dos profetas não armados. Em vez de violência, usemos de compaixão e de misericórdia para com todos os que nos ferem e magoam, porque, do alto da Cruz, Deus vê um filho em cada um e não um inimigo. A Cruz faz-nos irmãos!Jesus foi praticamente abandonado por todos. Os discípulos se dispersaram, restando apenas João e a Virgem. Os que Jesus tinha curado desapareceram, as multidões que o seguiam e o aclamaram como Messias nas ruas de Jerusalém, pediram a sua condenação. Só Maria, sua mãe, acompanhada por duas amigas, e João, são fiéis até ao fim. Eles vencem o medo e superam a dor e não evitam a cruz. Não temos que ter medo da cruz, mas contemplá-la com amor, porque Jesus crucificado é a encarnação do amor. Aproximamos da cruz porque nela está suspenso alguém que nos ama infinitamente, nosso Senhor e Mestre. Naquela cruz joga-se o nosso destino; ali somos gerados para uma vida nova, nas núpcias misteriosas entre Deus e a humanidade; Aos pés da cruz, Maria gera os novos filhos na dor, mas a sua dor é o sofrimento da redenção. São Justino diz que “da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração transpassado de Cristo morto na cruz”. São João Crisóstomo também diz: “assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte”.Hoje é o dia, diante da Cruz do Senhor, de dizer: “Te adoramos, Cristo, e Te bendizemos, porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo”. É dia de experimentar a redenção de Jesus, de uma forma muito concreta, muito real dentro do nosso coração. Deixe que esse mistério da entrega de Jesus toque o seu coração. Você não está no último lugar, você não está sozinho; você não está abandonado. Estenda a sua mão, hoje, para o Redentor; e permita que a salvação d’Ele entre definitivamente no seu coração e na tua casa. A Paixão de Cristo produz cinco frutos: livra-nos do pecado, livra-nos do demônio, satisfaz pelas penas do pecado, reconcilia-nos com Deus e abre-nos o Céu. Ao venerarmos a Santa Cruz agradeçamos a Jesus pelo dom da sua vida e pelo perdão que recebemos pelo seu lado transpassado.
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A sexta-feira santa é o único dia do ano em que não se celebra missa. A eucaristia é a celebração de Deus vivo e, por isto, não faz sentido celebrar a eucaristia no dia em que Cristo morre. A Igreja está recolhida, em oração. Dia de penitência. Dia de jejum. Dia de abstinência de carne. Dia em que devemos voltar nossos pensamentos para viver os sofrimentos atrozes vividos pelo Salvador e Redentor da humanidade. Hoje celebramos uma Ação Litúrgica dividida em quatro partes: liturgia da Palavra; oração Universal; Adoração da Cruz e, a Comunhão com hóstias consagradas no dia de ontem, quinta-feira Santa
Devemos nos colocar perante o mistério de hoje: Jesus, se fazendo homem em tudo, exceto no pecado, morre pela salvação da humanidade, para o perdão de nossos pecados, inaugurando o novo tempo: o tempo da salvação e da glória. Na adoração da Cruz a Igreja ergue diante dos fiéis o sinal do triunfo do Senhor, que Ele mesmo havia dito: “Quando levantarem o Filho do Homem, saberão que Eu sou” (Jo 8,28). Jesus é conduzido para a cruz “como cordeiro levado ao matadouro”, porque Ele, sim, é o verdadeiro Cordeiro da nova Páscoa, cujo Sangue derramado tem realmente a força e o poder de nos livrar do pecado e da morte e de nos reconciliar com o Pai. Em Cristo Crucificado, Deus não quer jamais para si, nem em Seu Nome, quaisquer vítimas da violência. É o próprio Deus Quem Se faz vítima, em nome de todas as vítimas e solidário com todas elas. Não podemos, por isso, deixar de ligar o padecimento de Cristo, nossa vítima pascal, ao calvário da guerra na Ucrânia e ao de todas as vítimas inocentes da violência, da guerra, do preconceito, dos maus-tratos, de todos os abusos e perseguições. Cristo toma o lugar das vítimas, dá a outra face, faz triunfar o perdão em vez da vingança, vence a violência com a força frágil do amor. Ele mostra-nos que só o amor vence o ódio e a injustiça. O amor é, pois, a força dos não violentos, dos profetas não armados. Em vez de violência, usemos de compaixão e de misericórdia para com todos os que nos ferem e magoam, porque, do alto da Cruz, Deus vê um filho em cada um e não um inimigo. A Cruz faz-nos irmãos!
Jesus foi praticamente abandonado por todos. Os discípulos se dispersaram, restando apenas João e a Virgem. Os que Jesus tinha curado desapareceram, as multidões que o seguiam e o aclamaram como Messias nas ruas de Jerusalém, pediram a sua condenação. Só Maria, sua mãe, acompanhada por duas amigas, e João, são fiéis até ao fim. Eles vencem o medo e superam a dor e não evitam a cruz. Não temos que ter medo da cruz, mas contemplá-la com amor, porque Jesus crucificado é a encarnação do amor. Aproximamos da cruz porque nela está suspenso alguém que nos ama infinitamente, nosso Senhor e Mestre. Naquela cruz joga-se o nosso destino; ali somos gerados para uma vida nova, nas núpcias misteriosas entre Deus e a humanidade; Aos pés da cruz, Maria gera os novos filhos na dor, mas a sua dor é o sofrimento da redenção. São Justino diz que “da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração transpassado de Cristo morto na cruz”. São João Crisóstomo também diz: “assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte”.
Hoje é o dia, diante da Cruz do Senhor, de dizer: “Te adoramos, Cristo, e Te bendizemos, porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo”. É dia de experimentar a redenção de Jesus, de uma forma muito concreta, muito real dentro do nosso coração. Deixe que esse mistério da entrega de Jesus toque o seu coração. Você não está no último lugar, você não está sozinho; você não está abandonado. Estenda a sua mão, hoje, para o Redentor; e permita que a salvação d’Ele entre definitivamente no seu coração e na tua casa. A Paixão de Cristo produz cinco frutos: livra-nos do pecado, livra-nos do demônio, satisfaz pelas penas do pecado, reconcilia-nos com Deus e abre-nos o Céu. Ao venerarmos a Santa Cruz agradeçamos a Jesus pelo dom da sua vida e pelo perdão que recebemos pelo seu lado transpassado.
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