Crédito da foto - CATHOPIC
Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Hoje celebramos o dia de Finados. Desde o principio do cristianismo a Igreja reza pelos falecidos. O Livro de Macabeus nos diz: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados” (2Mac 12,46). Neste sentido o dia de Finados tem dois objetivos: primeiro, fazer a nossa oração de intercessão pedindo pela salvação das almas do purgatório, para que elas obtenham o quanto antes a condição de estarem diante de Deus e, segundo, pedir as indulgências plenárias para os fiéis defuntos, no sentido de acelerar o processo de purificação das almas do purgatório”. “Eis por que mandou fazer o sacrifício expiatório pelos falecidos, a fim de que fossem absolvidos dos seus pecados” (2Mc 12,45).
No dia de Finados, não festejamos a morte, mas a vida após a morte, a ressurreição que Cristo nos conquistou com sua morte e Ressurreição. Com a lembrança dos falecidos a Igreja quer lembrar a grande verdade, baseada na Revelação: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. O Purgatório é o estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”.
A liturgia de hoje nos convida a trazer os que já partiram de volta à nossa memória, ao nosso coração, ao nosso convívio. É dia de agradecer, de pedir perdão, de afirmar nossa certeza na misericórdia divina. A vida não nos é tirada, mas transformada. O Senhor ressuscitado está no meio de nós e, um dia, todos nos encontraremos com o Deus vivo e com os nossos irmãos e irmãs que chegaram antes de nós à casa do Pai. Celebremos este dia, com fé e amor, a esperança que nos anima, esperança que é a última a morrer. A esperança, de fato, vive de braços dados com a fé, que é a “garantia antecipada do que se espera, a prova de realidades que não se vêem”, como nos ensina a carta aos Hebreus (Hb 11,1).
Rezar pelos falecidos é a sétima obra de misericórdia espiritual. A Igreja ensina que as almas em purificação no Purgatório, não podem mais fazer nada por elas mesmas, porque a morte põe fim ao tempo de conquistar méritos diante de Deus; então, quem as socorre são os santos e os fiéis na terra. Por isso, é grande obra de caridade para com as almas oferecer para sufrágio delas a santa Missa, o Terço, as indulgências, as orações, penitências e esmolas. Pedir as indulgências pelas pessoas falecidas, significa redimi-las das manchas dos pecados, que impediram que entrassem diretamente nos céus.
Jesus nos diz: “Eu sou a ressurreição e a vida todo aquele que crê em mim mesmo que morra viverá eternamente”. Isto nos mostra que a criatura humana não é feita para a morte, mas para a vida eterna. O próprio Jesus afirma: “Deus não é um deus dos mortos, mas dos vivos”, por isso a morte biológica não é o fim do ser humano, pois o próprio Jesus, feito humano, ressuscitou e nos levou junto a Deus Pai para uma vida eterna. São Paulo nos lembra: “Enquanto o nosso homem exterior vai definhando, o nosso homem interior vai-se renovando dia a dia”. (Cf. 2Cor 4,16; Jo 11,25s; 2Tm 2,11-13). A morte, do ponto de vista meramente humano, é considerada, como um ponto final, tudo acabou. Mas para quem crê em Cristo Ressuscitado “A vida não é tirada, mas transformada”. A morte é a ponte entre a vida terrena passageira que Deus nos deu e a vida celeste, divina e eterna que Jesus preparou a cada um de nós. Esta certeza se fundamenta na própria ressurreição de Cristo, do qual os apóstolos foram testemunhas oculares. Se Jesus ressuscitou a morte não é o ponto final, mas o início de uma nova vida em Deus. Somos unidos com Jesus na vida e somos unidos com Jesus na morte, pois Jesus é a Ressurreição e a Vida. Estar unido a Cristo pelo Batismo e pela Eucaristia significa não morrer, não parar de existir, mas “estar nas mão de Deus”, embora o corpo morra e se decomponha, voltando a ser pó.
Celebrar finados é celebrar a festa da esperança cristã, da vida eterna, é celebrar a vida daqueles que já estão juntos de Deus. Portanto, hoje não celebramos nossos mortos como quem lembra de alguém que se foi e nunca mais se verá. Cremos num encontro que está carinhosamente preparado pelo Pai e que podemos rezar uns pelos outros, vivos e mortos, porque continuamos sendo todos membros da mesma família de filhos e filhas de Deus. Cristo conseguiu a vitória sobre a morte e levou a criatura a participar da vida incorruptível e eterna de Deus. Deus que nos dá a vida humana nos oferece também a vida eterna, pois tudo pertence a Deus vivos e mortos.
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Hoje celebramos o dia de Finados. Desde o principio do cristianismo a Igreja reza pelos falecidos. O Livro de Macabeus nos diz: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados” (2Mac 12,46). Neste sentido o dia de Finados tem dois objetivos: primeiro, fazer a nossa oração de intercessão pedindo pela salvação das almas do purgatório, para que elas obtenham o quanto antes a condição de estarem diante de Deus e, segundo, pedir as indulgências plenárias para os fiéis defuntos, no sentido de acelerar o processo de purificação das almas do purgatório”. “Eis por que mandou fazer o sacrifício expiatório pelos falecidos, a fim de que fossem absolvidos dos seus pecados” (2Mc 12,45).
No dia de Finados, não festejamos a morte, mas a vida após a morte, a ressurreição que Cristo nos conquistou com sua morte e Ressurreição. Com a lembrança dos falecidos a Igreja quer lembrar a grande verdade, baseada na Revelação: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. O Purgatório é o estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”.
A liturgia de hoje nos convida a trazer os que já partiram de volta à nossa memória, ao nosso coração, ao nosso convívio. É dia de agradecer, de pedir perdão, de afirmar nossa certeza na misericórdia divina. A vida não nos é tirada, mas transformada. O Senhor ressuscitado está no meio de nós e, um dia, todos nos encontraremos com o Deus vivo e com os nossos irmãos e irmãs que chegaram antes de nós à casa do Pai. Celebremos este dia, com fé e amor, a esperança que nos anima, esperança que é a última a morrer. A esperança, de fato, vive de braços dados com a fé, que é a “garantia antecipada do que se espera, a prova de realidades que não se vêem”, como nos ensina a carta aos Hebreus (Hb 11,1).
Rezar pelos falecidos é a sétima obra de misericórdia espiritual. A Igreja ensina que as almas em purificação no Purgatório, não podem mais fazer nada por elas mesmas, porque a morte põe fim ao tempo de conquistar méritos diante de Deus; então, quem as socorre são os santos e os fiéis na terra. Por isso, é grande obra de caridade para com as almas oferecer para sufrágio delas a santa Missa, o Terço, as indulgências, as orações, penitências e esmolas. Pedir as indulgências pelas pessoas falecidas, significa redimi-las das manchas dos pecados, que impediram que entrassem diretamente nos céus.
Jesus nos diz: “Eu sou a ressurreição e a vida todo aquele que crê em mim mesmo que morra viverá eternamente”. Isto nos mostra que a criatura humana não é feita para a morte, mas para a vida eterna. O próprio Jesus afirma: “Deus não é um deus dos mortos, mas dos vivos”, por isso a morte biológica não é o fim do ser humano, pois o próprio Jesus, feito humano, ressuscitou e nos levou junto a Deus Pai para uma vida eterna. São Paulo nos lembra: “Enquanto o nosso homem exterior vai definhando, o nosso homem interior vai-se renovando dia a dia”. (Cf. 2Cor 4,16; Jo 11,25s; 2Tm 2,11-13). A morte, do ponto de vista meramente humano, é considerada, como um ponto final, tudo acabou. Mas para quem crê em Cristo Ressuscitado “A vida não é tirada, mas transformada”. A morte é a ponte entre a vida terrena passageira que Deus nos deu e a vida celeste, divina e eterna que Jesus preparou a cada um de nós. Esta certeza se fundamenta na própria ressurreição de Cristo, do qual os apóstolos foram testemunhas oculares. Se Jesus ressuscitou a morte não é o ponto final, mas o início de uma nova vida em Deus. Somos unidos com Jesus na vida e somos unidos com Jesus na morte, pois Jesus é a Ressurreição e a Vida. Estar unido a Cristo pelo Batismo e pela Eucaristia significa não morrer, não parar de existir, mas “estar nas mão de Deus”, embora o corpo morra e se decomponha, voltando a ser pó.
Celebrar finados é celebrar a festa da esperança cristã, da vida eterna, é celebrar a vida daqueles que já estão juntos de Deus. Portanto, hoje não celebramos nossos mortos como quem lembra de alguém que se foi e nunca mais se verá. Cremos num encontro que está carinhosamente preparado pelo Pai e que podemos rezar uns pelos outros, vivos e mortos, porque continuamos sendo todos membros da mesma família de filhos e filhas de Deus. Cristo conseguiu a vitória sobre a morte e levou a criatura a participar da vida incorruptível e eterna de Deus. Deus que nos dá a vida humana nos oferece também a vida eterna, pois tudo pertence a Deus vivos e mortos.
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