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Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O Evangelho deste domingo traz consigo alguns personagens simbólicos que são importantes que conheçamos para poder entender bem o Evangelho. A “vinha” representa o Povo de Deus (Israel). O dono da “vinha” é Deus Pai. Os “vinhateiros”, os que arrendaram a vinha são os líderes religiosos judaicos encarregados de trabalhar a “vinha” e de fazer com que ela produzisse frutos. Os “servos” enviados pelo “senhor” são, os profetas que os líderes de Israel, tantas vezes, perseguiram, apedrejaram e mataram. O “filho” morto “fora da vinha” é Jesus, assassinado fora dos muros de Jerusalém.
O Evangelho quer dizer que Israel, o Povo da primeira aliança, não foi capaz de produzir obras agradáveis a Deus, e além disso matou os profetas que Deus enviava para fazer aliança com eles. As lideranças religiosas da época também acabaram não aceitando Jesus como Filho de Deus e por isso o mataram fora de Jerusalém no Monte das Oliveiras. Diante deste cenário de rejeição tanto dos profetas como de Jesus Cristo, esta vinha – Povo de Deus - foi tirada de Israel dada a quem produzisse os bons frutos de fidelidade à Deus, o fiel cumprimento dos Mandamentos, o amor misericordioso e a caridade para com o próximo. Essa entrega da vinha se dá através de Jesus Cristo, o filho do dono da vinha.
Isto mostra que a vinha do Senhor não acabou: ela foi dada a um outro povo que produza os seus frutos, ao novo Povo de Deus, que é a Igreja de Jesus Cristo. Esta escolha tem como ponto de partida um ato de pura misercórdia da parte de Deus Pai, sem qualquer mérito da nossa parte. A nova Vinha, a Igreja, o povo cristão é o Corpo de Jesus Cristo. E porque Cristo é fiel, a Igreja também o será e dará fruto e fruto abundante.
O vinho e a videira na Bíblia, são símbolos do amor divino, por isso o salmo nos diz que o vinho «alegra o coração», ou seja, o amor de Deus para conosco alegra o nosso coração e por isso podemos saboreá-lo como se saboreia um bom vinho. No homem, criado à sua imagem e semelhança, Deus infundiu a capacidade de amar e, por conseguinte, a capacidade de amar o próprio Deus, o nosso Criador. Deus quer ser amado por nós. Será que somos capazes de dar uma resposta positiva a Deus? Ou somos como o Povo da primeira aliança que produziu uvas azedas em vez de doces como nos diz Isaías: «Ele esperou que produzisse uva, mas ela (a vinha) produziu uva azeda»? As uvas azedas representam as nossas obras más, tais como: abandonar o Senhor a pedra angular; desprezar a Deus; virar-se para os deuses dos povos pagãos; cair na idolatria. A uva azeda representa ainda a violência, o derramamento de sangue e a opressão, que fazem as pessoas gemer sob o jugo da injustiça.
Quando nos negamos a viver o Evangelho e os mandamentos de Deus corremos o risco de perdermos a vinha (vocação) que o Senhor nos confiou, pois muitas vezes desejamos ser donos de si mesmos, os únicos senhores do mundo, excluindo Deus da nossa vida por causa da vontade de possuir o mundo e a nossa própria vida de modo ilimitado. Para muitos Deus é um obstáculo para os seus planos, por isso Ele é eliminado da vida pessoal e pública. Ele é visto como algo particular que não deve interferir nas questões públicas. Muitos fazem de Deus um ser sem significado, por isso são indiferentes à tudo que é sagrado.
Por isso devemos clamar a Deus «ajuda-nos a converter-nos! Concede-nos a todos a graça de uma verdadeira renovação! Não permitas que se apague a tua luz no meio de nós! Reforça a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor, para podermos produzir bons frutos!». Deus espera de nós frutos saborosos de boas obras. Mas só os daremos na medida da nossa união a Cristo: «Eu sou a Videira, vós os ramos. Aquele que permanece em Mim e em quem Eu permaneço é que dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15,5). Esta vida íntima de união com Cristo na Igreja é alimentada pelos auxílios espirituais comuns a todos os fiéis, de modo especial, pela participação ativa na sagrada Liturgia e pela oração contínua.
Com este Evangelho Jesus nos mostra que Ele não quer um cristianismo estéril, mas um cristianismo que produza os bons frutos espirituais e devolva a Deus aquilo que lhe pertence: o Povo de Deus. A nossa missão cristã consiste em produzir frutos agradáveis para Deus tais como: tudo que for verdadeiro, nobre, reto, puro, amável, honrado, tudo o que for virtuoso e digno de louvor... O amor de Deus, a nossa pedra angular, não pode ser impunemente desprezado, pois dele nos provêm um amor criador de tudo o que somos e temos.
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O Evangelho deste domingo traz consigo alguns personagens simbólicos que são importantes que conheçamos para poder entender bem o Evangelho. A “vinha” representa o Povo de Deus (Israel). O dono da “vinha” é Deus Pai. Os “vinhateiros”, os que arrendaram a vinha são os líderes religiosos judaicos encarregados de trabalhar a “vinha” e de fazer com que ela produzisse frutos. Os “servos” enviados pelo “senhor” são, os profetas que os líderes de Israel, tantas vezes, perseguiram, apedrejaram e mataram. O “filho” morto “fora da vinha” é Jesus, assassinado fora dos muros de Jerusalém.
O Evangelho quer dizer que Israel, o Povo da primeira aliança, não foi capaz de produzir obras agradáveis a Deus, e além disso matou os profetas que Deus enviava para fazer aliança com eles. As lideranças religiosas da época também acabaram não aceitando Jesus como Filho de Deus e por isso o mataram fora de Jerusalém no Monte das Oliveiras.
Diante deste cenário de rejeição tanto dos profetas como de Jesus Cristo, esta vinha – Povo de Deus - foi tirada de Israel dada a quem produzisse os bons frutos de fidelidade à Deus, o fiel cumprimento dos Mandamentos, o amor misericordioso e a caridade para com o próximo. Essa entrega da vinha se dá através de Jesus Cristo, o filho do dono da vinha.
Isto mostra que a vinha do Senhor não acabou: ela foi dada a um outro povo que produza os seus frutos, ao novo Povo de Deus, que é a Igreja de Jesus Cristo. Esta escolha tem como ponto de partida um ato de pura misercórdia da parte de Deus Pai, sem qualquer mérito da nossa parte. A nova Vinha, a Igreja, o povo cristão é o Corpo de Jesus Cristo. E porque Cristo é fiel, a Igreja também o será e dará fruto e fruto abundante.
O vinho e a videira na Bíblia, são símbolos do amor divino, por isso o salmo nos diz que o vinho «alegra o coração», ou seja, o amor de Deus para conosco alegra o nosso coração e por isso podemos saboreá-lo como se saboreia um bom vinho. No homem, criado à sua imagem e semelhança, Deus infundiu a capacidade de amar e, por conseguinte, a capacidade de amar o próprio Deus, o nosso Criador. Deus quer ser amado por nós. Será que somos capazes de dar uma resposta positiva a Deus? Ou somos como o Povo da primeira aliança que produziu uvas azedas em vez de doces como nos diz Isaías: «Ele esperou que produzisse uva, mas ela (a vinha) produziu uva azeda»? As uvas azedas representam as nossas obras más, tais como: abandonar o Senhor a pedra angular; desprezar a Deus; virar-se para os deuses dos povos pagãos; cair na idolatria. A uva azeda representa ainda a violência, o derramamento de sangue e a opressão, que fazem as pessoas gemer sob o jugo da injustiça.
Quando nos negamos a viver o Evangelho e os mandamentos de Deus corremos o risco de perdermos a vinha (vocação) que o Senhor nos confiou, pois muitas vezes desejamos ser donos de si mesmos, os únicos senhores do mundo, excluindo Deus da nossa vida por causa da vontade de possuir o mundo e a nossa própria vida de modo ilimitado. Para muitos Deus é um obstáculo para os seus planos, por isso Ele é eliminado da vida pessoal e pública. Ele é visto como algo particular que não deve interferir nas questões públicas. Muitos fazem de Deus um ser sem significado, por isso são indiferentes à tudo que é sagrado.
Por isso devemos clamar a Deus «ajuda-nos a converter-nos! Concede-nos a todos a graça de uma verdadeira renovação! Não permitas que se apague a tua luz no meio de nós! Reforça a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor, para podermos produzir bons frutos!». Deus espera de nós frutos saborosos de boas obras. Mas só os daremos na medida da nossa união a Cristo: «Eu sou a Videira, vós os ramos. Aquele que permanece em Mim e em quem Eu permaneço é que dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15,5). Esta vida íntima de união com Cristo na Igreja é alimentada pelos auxílios espirituais comuns a todos os fiéis, de modo especial, pela participação ativa na sagrada Liturgia e pela oração contínua.
Com este Evangelho Jesus nos mostra que Ele não quer um cristianismo estéril, mas um cristianismo que produza os bons frutos espirituais e devolva a Deus aquilo que lhe pertence: o Povo de Deus. A nossa missão cristã consiste em produzir frutos agradáveis para Deus tais como: tudo que for verdadeiro, nobre, reto, puro, amável, honrado, tudo o que for virtuoso e digno de louvor... O amor de Deus, a nossa pedra angular, não pode ser impunemente desprezado, pois dele nos provêm um amor criador de tudo o que somos e temos.
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