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HOMILIA: ORAÇÃO E FIDELIDADE NA MISSÃO

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A Carta aos Tessalonissences nos mostra que o processo da nossa salvação se dá através de duas forças que convergem: a) a graça de Deus; b) o esforço de fidelidade do cristão. O Apóstolo dos gentios quer nos dizer que sem a sem a graça de Deus, o esforço humano para alcançar a salvação é inútil. Jesus já nos alertava:  \"sem mim nada podeis fazer\" (Jo 15,4)

O apóstolo Paulo afirma «Orai por nós para que a Palavra do Senhor se propague rapidamente» O primeiro motivo para pedir a intercessão na oração é que a Palavra do Senhor “corra”, isto é, que se propague rapidamente e que a sua propagação seja vitoriosa. E junto com o pedido pela propagação rápida e vitoriosa da Palavra vem o pedido para que ela seja “glorificada”, assim como o próprio nome do Senhor foi glorificado, isto é, aceito com entusiasmo. 

Isto mostra que, assim como a comunidade, o agente de pastoral também tem necessidade de que orem por ele para que possa continuar anunciando a Palavra da salvação, apesar das perseguições e das tribulações. Isto quer dizer que o cristão atinge a salvação cumprindo toda boa obra, mas não somente com as suas forças, mas com a graça de Deus obtida na oração individual e comunitária, para que as comunidades fiquem livres de pessoas más e sem fé que as coloquem em perigo.

A oração de uns pelos outros é uma forma preciosa de solidariedade cristã, pois nos faz entender que a solidariedade deve marcar a experiência comunitária. O cristão nunca é uma pessoa isolada, mas o membro de uma família de irmãos, chamados a viver no amor, na partilha, na entrega da vida, como membros de um único corpo – o corpo de Cristo. É preciso tomar consciência dos laços que nos unem, sentirmo-nos responsáveis pelos nossos irmãos, partilhar as suas dores e alegrias, fazer nossos os seus problemas e, no nosso diálogo com Deus, ter presente as necessidades de todos.

S. Paulo pede oração a todos os cristãos, certamente menos santos do que ele. Isto nos revela que embora sejamos indignos e miseráveis, somos filhos de Deus, e Deus, como Pai que é, não deixa de se comover com os clamores dum filho pequeno em apuros. É certo que Deus não precisa das nossas orações, mas nós precisamos de nos pôr em condições de receber a graça que Ele tem para nos dar.

Só com a oração será possível mantermo-nos fiéis ao evangelho e ter a coragem de anunciar a todos os homens a boa nova da salvação. Esta leitura obriga-nos a tomar consciência de que é com a ajuda de Deus que o cristão consegue viver na fidelidade ao evangelho, enquanto espera a vinda do Senhor. Os que aceitam o amor de Deus, os que ouvem o seu chamado e dizem sim ao mesmo, são os escolhidos, os eleitos. “A vocação da comunidade é logo explicitada como participação ativa no projeto de Deus. A convicção de que Deus os escolheu é paralela à certeza do povo de Deus, de sentir-se o povo eleito. 

Portanto, a comunidade ameaçada pelas mais diversas adversidades (perseguição, descrédito, falsas pregações, acomodação, indiferença) precisa da palavra de encorajamento de seus líderes, guias e presbíteros, precisa da oração de intercessão dos mesmos, assim como esses precisam da oração de intercessão da comunidade por todas as suas atividades. A orientação para o trabalho, bem como a persistência no mesmo, é dádiva divina, pela qual se intercede mutuamente. Deus orienta, dá firmeza e persistência, basta, ter confiança, pedir e continuar trabalhando firmemente na missão de salvar pessoas, respondendo ao chamado de Deus.

Pe. Valdir Luiz Koch


 
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