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Nesse dia em que encerramos a Oitava do Santo Natal é dia no qual a Igreja volta-se para a Virgem que gerou em seu seio e deu à luz o verdadeiro Deus feito homem. Chegou a plenitude dos tempos e “Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”, aquela mesma que os pastores encontraram velando o “recém-nascido deitado na manjedoura”. Somos gratos à Virgem Santa e, contemplando o seu filho, reconhecemos n’Ele o Deus perfeito e a proclamamos verdadeiramente Mãe de Deus: “Salve, ó Santa Mãe de Deus! Vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos!’ – assim canta a Igreja hoje, saudando a Toda Santa Virgem Maria. A contemplação do mistério do nascimento do Menino Jesus tem levado o povo cristão não só a dirigir-se a Virgem Santa como a Mãe de Jesus, mas também reconhecê-la como Mãe de Deus. Maria é Mãe de Deus (Theotókos), porque, por obra do Espírito Santo, concebeu, no Seu seio virginal, e deu ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Ele, ao nascer da Virgem Maria, “tornou-se verdadeiramente um de nós”4, fez-se Homem. Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. Mt 1,22-23). A Virgem Maria não é somente Mãe do homem Jesus, mas é também mãe de Jesus como filho de Deus, pois Jesus tem a natureza humana e divina. Já no século III os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: “Sob a vossa proteção procuramos refúgio, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bendita” (Da Liturgia das Horas). A expressão Theotókos, que significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode resultar surpreendente; pois suscita a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é Lhe consubstancial. Nessa geração eterna, Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi, então, concebido e dado à luz por Maria.A primeira lição que a Virgem nos dá como Mãe de Deus é a da entrega absoluta de sua vida a Deus, na fé: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Maria é a mulher que faz a vontade de Deus. Imitemos Maria na entrega de nossa vida a Deus, sem medo dos problemas e das preocupações, na certeza de que Deus cuida de nós como cuidou dela. Maria é a mais humilde serva do Senhor. Foi sua humildade que atraiu sobre ela os olhos de Deus. “Ele olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48). Ela é a mulher que mais poderia fazer exigências de glória e de elogios por ser a Mãe de Deus, no entanto ela se coloca a caminho e vai servir Isabel em sua gestação. Deus realizou maravilhas em Maria, fez dela o primeiro Sacrário da Terra, o primeiro templo de Cristo. Deus pode fazer também maravilhas em nós, se imitarmos a humildade, fé, abandono e o desprendimento de Maria. Nosso único apego deve ser a Jesus e nada mais. Deus é a alegria e o júbilo de Maria. Que nossa alegria seja estar perto de Deus, ter Deus como Tudo em nossa vida. Maria é a mulher toda pura. Ela é a mãe da pureza e da castidade. Neste mundo enlameado de tanta pornografia, adultério, fornicação, orgias e coisas semelhantes, a Virgem Maria continua sendo um baluarte da pureza e santidade. Recorramos a ela e imitemos sua pureza para agradar a Deus. Maria é modelo de mansidão e misericórdia. Maria é o exemplo de discípula, que aprende com o Mestre e medita Suas palavras. Por isto, como doce discípula Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2, 19.51). Aquilo que Maria não compreendia em sua vida, meditava e as guardava no seu coração, na certeza de que Deus iria agir para o seu bem!Como penhor de que nossas preces serão ouvidas, supliquemos à Mãe de Deus toda Santa: “À vossa proteção recorremos, ó Santa Mãe de Deus! Protegei os pobres, ajudai os fracos, consolai os tristes, rogai pela Igreja, protegei o clero, ajudai-nos todos, sede nossa salvação! Santa Maria, sois a Mãe dos homens, sois a Mãe do Cristo que nos fez irmãos! Rogai pela Igreja, pela humanidade e fazei que, enfim, tenhamos paz e salvação!”. Amém!
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Nesse dia em que encerramos a Oitava do Santo Natal é dia no qual a Igreja volta-se para a Virgem que gerou em seu seio e deu à luz o verdadeiro Deus feito homem. Chegou a plenitude dos tempos e “Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”, aquela mesma que os pastores encontraram velando o “recém-nascido deitado na manjedoura”. Somos gratos à Virgem Santa e, contemplando o seu filho, reconhecemos n’Ele o Deus perfeito e a proclamamos verdadeiramente Mãe de Deus: “Salve, ó Santa Mãe de Deus! Vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos!’ – assim canta a Igreja hoje, saudando a Toda Santa Virgem Maria.
A contemplação do mistério do nascimento do Menino Jesus tem levado o povo cristão não só a dirigir-se a Virgem Santa como a Mãe de Jesus, mas também reconhecê-la como Mãe de Deus. Maria é Mãe de Deus (Theotókos), porque, por obra do Espírito Santo, concebeu, no Seu seio virginal, e deu ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Ele, ao nascer da Virgem Maria, “tornou-se verdadeiramente um de nós”4, fez-se Homem. Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. Mt 1,22-23). A Virgem Maria não é somente Mãe do homem Jesus, mas é também mãe de Jesus como filho de Deus, pois Jesus tem a natureza humana e divina.
Já no século III os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: “Sob a vossa proteção procuramos refúgio, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bendita” (Da Liturgia das Horas). A expressão Theotókos, que significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode resultar surpreendente; pois suscita a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é Lhe consubstancial. Nessa geração eterna, Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi, então, concebido e dado à luz por Maria.
A primeira lição que a Virgem nos dá como Mãe de Deus é a da entrega absoluta de sua vida a Deus, na fé: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Maria é a mulher que faz a vontade de Deus. Imitemos Maria na entrega de nossa vida a Deus, sem medo dos problemas e das preocupações, na certeza de que Deus cuida de nós como cuidou dela. Maria é a mais humilde serva do Senhor. Foi sua humildade que atraiu sobre ela os olhos de Deus. “Ele olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48). Ela é a mulher que mais poderia fazer exigências de glória e de elogios por ser a Mãe de Deus, no entanto ela se coloca a caminho e vai servir Isabel em sua gestação.
Deus realizou maravilhas em Maria, fez dela o primeiro Sacrário da Terra, o primeiro templo de Cristo. Deus pode fazer também maravilhas em nós, se imitarmos a humildade, fé, abandono e o desprendimento de Maria. Nosso único apego deve ser a Jesus e nada mais. Deus é a alegria e o júbilo de Maria. Que nossa alegria seja estar perto de Deus, ter Deus como Tudo em nossa vida. Maria é a mulher toda pura. Ela é a mãe da pureza e da castidade. Neste mundo enlameado de tanta pornografia, adultério, fornicação, orgias e coisas semelhantes, a Virgem Maria continua sendo um baluarte da pureza e santidade. Recorramos a ela e imitemos sua pureza para agradar a Deus. Maria é modelo de mansidão e misericórdia. Maria é o exemplo de discípula, que aprende com o Mestre e medita Suas palavras. Por isto, como doce discípula Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2, 19.51). Aquilo que Maria não compreendia em sua vida, meditava e as guardava no seu coração, na certeza de que Deus iria agir para o seu bem!
Como penhor de que nossas preces serão ouvidas, supliquemos à Mãe de Deus toda Santa: “À vossa proteção recorremos, ó Santa Mãe de Deus! Protegei os pobres, ajudai os fracos, consolai os tristes, rogai pela Igreja, protegei o clero, ajudai-nos todos, sede nossa salvação! Santa Maria, sois a Mãe dos homens, sois a Mãe do Cristo que nos fez irmãos! Rogai pela Igreja, pela humanidade e fazei que, enfim, tenhamos paz e salvação!”. Amém!
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