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HOMILIA: Hoje nasceu o nosso Salvador

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“Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo, Senhor” (Sl 95). Esta é a noite em que somos chamados a acreditar na Luz divina que nasce na manjedoura de Belém. Belém, significa «casa do pão». A partir desta cidade o Menino Jesus traz o ser humano de volta para casa de Deus Pai, para que se torne seu filho e filha Amado e irmão do seu próximo. No Natal, recebemos Jesus, “Pão do céu” na terra: trata-se de um alimento cuja validade é ilimitada, fazendo-nos saborear já agora a vida eterna. Diante da sua manjedoura, compreendemos que não são os bens que alimentam a vida, mas o amor; não é a ganância, mas a caridade; não é a abundância ostentada, mas é a simplicidade que devemos preservar.


A falta de lugar na hospedaria, a manjedoura dos animais como berço, os panos improvisados que envolvem o recém-nascido, a visita dos pastores, mostram que o Menino Jesus não veio ao mundo para se impor pela força das armas, pelo poder do dinheiro ou pela eficácia de uma boa campanha publicitária, nem veio para criar um reino político ou econômico, mas através da simplicidade, do serviço a Deus e ao próximo, da fraqueza e da ternura de um Menino nascido no meio de animais, nos quer revelar na face de Deus Pai e Espírito Santo; quer nos abençoar; quer nos ver felizes. 


O homem desde o princípio, por causa do pecado, tem medo de Deus, mas os anjos anunciam aos pastores nesta noite: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Cf. Lc 2,10b-11). Para que a presença de Deus não provoque medo em nós, Ele faz-Se um frágil Menino, que doravante será o nosso Bom Pastor, que não deixa mais ninguém sozinho a mercê dos lobos, mas que vence os nossos medos com o amor, por isso Nele somos encorajados a superar as nossas fraquezas, pecados, vícios e incertezas.  Para que isto se torne realidade em nossa vida pessoal, familiar e social é preciso acolher Jesus que já está em nosso meio através da pessoa do próximo, da Palavra de Deus e da Eucaristia. 


O costume de trocar presentes na Noite de Natal tem sua origem nesta certeza: a humanidade recebeu de Deus um presente incomparável a nenhum outro por sua natureza: o Menino Jesus, nascido da Virgem Maria. Jesus é o nosso presente esperado, Ele não nos dá uma coisa, mas Ele dá-Se a Si mesmo. Jesus é o presente que devemos levar para nossas casas e corações, Ele que nasceu como Menino para salvar a humanidade. Ele é o «Deus conosco” numa criança. Jesus nasce particularmente nos corações simples, naqueles de quem nós rapidamente desistimos, mas que Ele não desiste. Em Belém, descobrimos que Deus não é alguém que prende a vida para si, mas Aquele que nos dá a vida em abundância (cf. Jo 10,10).


É neste sentido que Santo Agostinho dizia: “Desperta, ó homem, porque por ti Deus Se fez homem! Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá! Estarias morto para sempre, se Ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado, se Ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a Sua misericórdia. Não voltarias à Vida, se Ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se Ele não te socorresse. Estarias perdido, se Ele não viesse salvar-te".


Irmãos e irmãs, esta é a noite santa de Natal. Nós não podemos calar o que vimos e ouvimos! Imitemos os pastores! Anunciemos como os Anjos e os pastores esta alegre notícia: hoje nasceu o nosso Salvador.

                                                                                                         Pe. Valdir Luiz Koch

 
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