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Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O domingo de Ramos ou Domingo da Paixão abre solenemente as celebrações da Semana Santa. Esta liturgia tem duas partes: a benção dos ramos e a celebração da paixão do Senhor. A pequena procissão que fizemos dentro da Igreja nos recorda a vitória de Jesus sobre a morte e a nossa vitória sobre a maldade e a destruição eterna. A história da Paixão de Cristo é uma história de fidelidade e de traição! Fidelidade absoluta da parte do Senhor Jesus: fidelidade à Palavra dada; fidelidade “até ao sangue, na luta contra o pecado” (Heb 12,4); fidelidade ao Seu Amor incondicional, até ao fim, por todos e por cada um de nós. Mas se a Paixão de Jesus é, da Sua parte, uma história em carne viva do Seu amor fiel, já da nossa parte é uma história manchada pelo sangue da traição: traição de Judas, que está à mesa com o Mestre e O entregará por amor ao dinheiro; traição de Pedro que, apesar do seu juramento, negará Jesus por três vezes; traição de cada um de nós quando nos deixamos levar pelo pecado. Jesus Foi traído pela multidão que primeiro clamava hosana, e depois «seja crucificado!» (Mt 27, 22). Foi traído pela instituição religiosa que O condenou injustamente, e pela instituição política que lavou as mãos. Pensemos nas traições, pequenas ou grandes, que sofremos na vida. É terrível quando se descobre que a confiança colocada em alguém foi burlada. Doloroso é ser traído por quem nos prometera ser leal e solidário.Por isso neste início da Semana Santa, somos desafiados a valorizar este muito frágil tesouro da fidelidade: fidelidade à família, o que implica fidelidade à palavra dada à esposa ou ao marido; fidelidade às promessas e aos compromissos assumidos entre pais e filhos; fidelidade na luta diária por guardar os mais belos tesouros da família; , custe o que custar, dispostos a testemunhar um amor que resiste, um amor que não desiste, que não recua, um amor que tudo suporta, um amor que vai até ao fim. O amor de Jesus levou-O a sacrificar-Se por nós, a tomar sobre Si todo o nosso mal. O Senhor conhece melhor do que nós o nosso coração; sabe como somos fracos e inconstantes, quantas vezes caímos, quanto nos custa levantar e como é difícil sanar certas feridas. Mas Deus através do profeta Oséias promete curar nossas feridas: «Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração» (Os 14, 5). Jesus curou-nos, tomando sobre Si as nossas infidelidades, removendo as nossas traições. Assim nós, em vez de desanimarmos com medo de não ser capazes de ser fiéis, podemos levantar o olhar para o Crucificado e receber dele o seu perdão. O Evangelho diz que Pedro “seguiu Jesus de longe”. Não se pode seguir Jesus de longe! Quem o segue assim? Quem pensa poder ser discípulo pela metade; quem se ilude, pensando seguir o Senhor sem combater seus vícios e pecados; quem imagina poder servir a Deus e ao mundo. Senhor, olha para nós, como olhaste para Pedro; dá-nos o arrependimento e o pranto pela covardia e frieza em te seguir! Faze-nos verdadeiros discípulos teus, que te sigam de perto até a cruz, como o Discípulo Amado, ao lado de tua Santíssima Mãe!Hoje, no drama da pandemia, perante tantas certezas que se desmoronam, diante de tantas expetativas traídas, no sentido de abandono que nos aperta o coração, Jesus diz a cada um: «Coragem! Abre o coração ao meu amor. Sentirás a consolação de Deus, que te sustenta». Diante de Deus, que nos serve até dar a vida, peçamos a graça de viver para servir. Procuremos contatar quem sofre, quem está sozinho e necessitado. Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer.Em nossas cruzes não desanimemos, mas façamos como Cristo: continuemos caminhando com o rosto “impassível como pedra, confiando que no final de tudo o amor infinito do Pai que o Cristo nos revelou fará conosco como fez com o Cristo: nos ressuscitará e nos colocará no Reino que para nós está preparado desde a fundação do mundo. Seguindo-O entraremos também nós neste Reino de amor e comunhão infinitos. Confiemos no Pai, abandonemo-nos nas mãos d’Ele e continuemos em paz.Diz o Evangelho: “Veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro com perfume de nardo puro de alto preço. Partiu o vaso de alabastro e derramou-o sobre a cabeça de Jesus”. Senhor Jesus, faz-nos generosos para contigo! Que te amemos como essa mulher: sem reservas, sem fazer contas! Ó Senhor, que nos amaste até o extremo, ensina-nos a te amar assim também, colocando nossos perfumes, isto é, aquilo que temos de precioso, a teus pés! Então, o mundo será melhor, porque o bom odor do amor haverá de se espalhar como testemunho da tua presença!
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O domingo de Ramos ou Domingo da Paixão abre solenemente as celebrações da Semana Santa. Esta liturgia tem duas partes: a benção dos ramos e a celebração da paixão do Senhor. A pequena procissão que fizemos dentro da Igreja nos recorda a vitória de Jesus sobre a morte e a nossa vitória sobre a maldade e a destruição eterna.
A história da Paixão de Cristo é uma história de fidelidade e de traição! Fidelidade absoluta da parte do Senhor Jesus: fidelidade à Palavra dada; fidelidade “até ao sangue, na luta contra o pecado” (Heb 12,4); fidelidade ao Seu Amor incondicional, até ao fim, por todos e por cada um de nós. Mas se a Paixão de Jesus é, da Sua parte, uma história em carne viva do Seu amor fiel, já da nossa parte é uma história manchada pelo sangue da traição: traição de Judas, que está à mesa com o Mestre e O entregará por amor ao dinheiro; traição de Pedro que, apesar do seu juramento, negará Jesus por três vezes; traição de cada um de nós quando nos deixamos levar pelo pecado. Jesus Foi traído pela multidão que primeiro clamava hosana, e depois «seja crucificado!» (Mt 27, 22). Foi traído pela instituição religiosa que O condenou injustamente, e pela instituição política que lavou as mãos. Pensemos nas traições, pequenas ou grandes, que sofremos na vida. É terrível quando se descobre que a confiança colocada em alguém foi burlada. Doloroso é ser traído por quem nos prometera ser leal e solidário.
Por isso neste início da Semana Santa, somos desafiados a valorizar este muito frágil tesouro da fidelidade: fidelidade à família, o que implica fidelidade à palavra dada à esposa ou ao marido; fidelidade às promessas e aos compromissos assumidos entre pais e filhos; fidelidade na luta diária por guardar os mais belos tesouros da família; , custe o que custar, dispostos a testemunhar um amor que resiste, um amor que não desiste, que não recua, um amor que tudo suporta, um amor que vai até ao fim. O amor de Jesus levou-O a sacrificar-Se por nós, a tomar sobre Si todo o nosso mal. O Senhor conhece melhor do que nós o nosso coração; sabe como somos fracos e inconstantes, quantas vezes caímos, quanto nos custa levantar e como é difícil sanar certas feridas. Mas Deus através do profeta Oséias promete curar nossas feridas: «Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração» (Os 14, 5). Jesus curou-nos, tomando sobre Si as nossas infidelidades, removendo as nossas traições. Assim nós, em vez de desanimarmos com medo de não ser capazes de ser fiéis, podemos levantar o olhar para o Crucificado e receber dele o seu perdão.
O Evangelho diz que Pedro “seguiu Jesus de longe”. Não se pode seguir Jesus de longe! Quem o segue assim? Quem pensa poder ser discípulo pela metade; quem se ilude, pensando seguir o Senhor sem combater seus vícios e pecados; quem imagina poder servir a Deus e ao mundo. Senhor, olha para nós, como olhaste para Pedro; dá-nos o arrependimento e o pranto pela covardia e frieza em te seguir! Faze-nos verdadeiros discípulos teus, que te sigam de perto até a cruz, como o Discípulo Amado, ao lado de tua Santíssima Mãe!
Hoje, no drama da pandemia, perante tantas certezas que se desmoronam, diante de tantas expetativas traídas, no sentido de abandono que nos aperta o coração, Jesus diz a cada um: «Coragem! Abre o coração ao meu amor. Sentirás a consolação de Deus, que te sustenta». Diante de Deus, que nos serve até dar a vida, peçamos a graça de viver para servir. Procuremos contatar quem sofre, quem está sozinho e necessitado. Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer.
Em nossas cruzes não desanimemos, mas façamos como Cristo: continuemos caminhando com o rosto “impassível como pedra, confiando que no final de tudo o amor infinito do Pai que o Cristo nos revelou fará conosco como fez com o Cristo: nos ressuscitará e nos colocará no Reino que para nós está preparado desde a fundação do mundo. Seguindo-O entraremos também nós neste Reino de amor e comunhão infinitos. Confiemos no Pai, abandonemo-nos nas mãos d’Ele e continuemos em paz.
Diz o Evangelho: “Veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro com perfume de nardo puro de alto preço. Partiu o vaso de alabastro e derramou-o sobre a cabeça de Jesus”. Senhor Jesus, faz-nos generosos para contigo! Que te amemos como essa mulher: sem reservas, sem fazer contas! Ó Senhor, que nos amaste até o extremo, ensina-nos a te amar assim também, colocando nossos perfumes, isto é, aquilo que temos de precioso, a teus pés! Então, o mundo será melhor, porque o bom odor do amor haverá de se espalhar como testemunho da tua presença!
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