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HOMILIA - DOMINGO DE PENTECOSTES
Crédito da foto - INTERNET

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Cinquenta dias após a solenidade da Páscoa celebramos a Solenidade de Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e a Virgem Maria reunidos no Cenáculo. Através desta solenidade fazemos hoje na Igreja, a mesma experiência dos apóstolos no cenáculo, no dia de Pentecostes. Após a ascensão Jesus retorna ao Cenáculo para derramar os dons do Espírito Santo sobre os seus Apóstolos, na presença da Bem-aventurada Virgem Maria, como havia prometido: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós” (Jo 14,15-18). O Espírito Santo pousa sobre cada um de nós e nos coloca em comunicação uns com os outros para formarmos a comunhão da Igreja.
Jesus chama o Espírito Santo de “Paráclito”, que significa “aquele que vem para nos ajudar”, pois é Ele que santifica a Igreja; que faz conhecer o Deus verdadeiro; que cria a unidade na Igreja; que nos concede seus dons e carismas para a edificação da Igreja; é Ele que nos separa para Deus, como um povo reconciliado e purificado por Cristo; e é Ele que nos une e reúne como povo do Senhor. O Espírito Santo é a fonte de vida para a Igreja. O Espírito Santo é visível como o próprio Cristo. É representado por símbolos como o vento, a pomba e as línguas de fogo. São figuras que nos ajudam a compreender o Espírito Santo em linguagem humana, o quanto é possível entendê-Lo e guardá-Lo em nossos corações.
Também hoje o Cristo Ressuscitado está presente entre nós, na força do seu Espírito, nos comunicando o grande dom que a sua Páscoa nos trouxe, o dom da paz. Sim, o dom da paz, porque pelo mistério da sua Páscoa Ele fez do que era dividido uma unidade, realizando a paz pela sua cruz. Onde existe a unidade, existe a paz. Santo Irineu nos diz que “Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu.” O Espírito do Senhor é a Água Viva derramada do céu para fazer de nós, farinha seca e dispersa, uma massa nova, um puro pão de Cristo, uma hóstia agradável ao Pai, uma Eucaristia Viva.
O perdão dos pecados também gera a paz entre as pessoas, na Igreja e na relação com Deus. São Paulo diz: “Ele (Cristo) é a nossa paz: de ambos os povos fez um só, tendo derrubado o muro de separação... por meio da cruz ...” (Ef 2,14-16). Ao nos dar a paz, Jesus sopra sobre nós o seu Espírito Santo, assim como Deus Pai soprou nas narinas de Adão e ele se tornou um “ser vivente” (cf. Gn 2,7). Através da sua ressurreição Jesus nos recria e através de seu Espírito nós dá uma nova vida, a vida do Espírito. A Nicodemos Jesus disse “quem nasce do Espírito é Espírito” (Jo 3,6). Através deste Espírito Santo Jesus ordena aos Apóstolos que continuem a sua missão de paz, de reconciliar o ser humano com Deus Pai e com o próximo, tornando a humanidade uma nação santa, um povo consagrado para Deus, por isso diz:“Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”(Jo 20,22-23).A Igreja, comunidade de salvação para todos, continua a missão do Cordeiro de Deus (Jesus Cristo) de tirar o pecado e a divisão no meio do mundo.
Como vimos na Leitura da Carta aos Coríntios, o Espírito Santo dá a cada um nós, no batismo, a diversidade de dons e ministérios em vista da edificação da Igreja e do bem comum. O Espírito Santo cria um povo diversificado e unido; recria a harmonia em meio a diferença. Ele nos ajuda a superar a tentação de querer obrigar as pessoas a pensar sempre todos do mesmo modo e de fazer sempre tudo igual. São Paulo diz: “Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17). Apesar da diversidade de membros e de funções, o “corpo” é um só. Em todos os membros circula a mesma vida, pois todos foram batizados num só Espírito e “beberam” um único Espírito. 
A presença da Bem-aventurada Virgem Maria, no Cenáculo e no Pentecostes, tem um significado muito especial: presente na Cruz, é dada a João, o discípulo amado, e no Cenáculo a sua presença no meio dos apóstolos a coloca como Mãe e Mestra da Igreja de Cristo. Peçamos a sua intercessão para que nos deixemos sempre ser conduzidos pelo Espírito de Deus que habita em nós. 

 
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