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HOMILIA - DOMINGO DE PÁSCOA
Crédito da foto - INTERNET

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O Salmo responsorial nos diz: “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos (Sl 117). A Páscoa de Jesus é a maior das festas cristãs, é o princípio de renovação espiritual. Em nossa vida de comunidade, a Páscoa continua sendo uma passagem do egoísmo para o espírito comunitário, do ódio para o amor e deste mundo para a vida eterna. A Páscoa, vida nova, começa dentro de nós, pela nossa fé, pela renovação da mente – conscientização, que nos leva a ser agentes de transformação.  
O tema central de todas as celebrações da missa é: Cristo Ressuscitou e está vivo entre nós! Por isso toda missa é a memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Toda missa é um convite para que nos livremos de toda espécie de maldade e perversidade, a fim de celebrar de coração puro, o mistério pascal daquele que é puro, e que veio para nos purificar e redimir. Para nós, o domingo não é o fim da semana, mas o seu começo, o primeiro dia, o Dia do Senhor, pois Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana dos judeus. 
Pela fé, pela esperança, pelo seguimento de Cristo e pelos sacramentos, a semente da ressurreição, o próprio Jesus, é depositada em nós. Revestidos de Cristo, somos nova criatura. Todo o cristão revive a experiência de Maria Madalena. Através da ressureição fazemos um encontro que muda a nossa vida: o encontro com Cristo ressuscitado, que nos faz sentir toda a bondade e a verdade de Deus, que nos liberta do mal, não de modo superficial e passageiro mas liberta-nos radicalmente, cura-nos completamente e restitui-nos a nossa dignidade. Sem essa vitória de Cristo sobre a morte, vazia seria a nossa pregação e vã a nossa fé. (Cf. 1 Cor 15,14). A Ressurreição é a prova suprema da divindade de Cristo. Jesus ressuscitou para que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida eterna.
A Ressurreição não é uma teoria, mas uma realidade histórica revelada pelo Homem Jesus Cristo por meio da sua “Páscoa”, da sua “passagem”, que abriu um “caminho novo” entre a Terra e o Céu (Cf. Hb 10, 20). Não é um mito nem um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um acontecimento único e irrepetível: Jesus de Nazaré, filho de Maria, que ao pôr do sol da Sexta–feira foi descido da Cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo, por isso a Ressurreição de Cristo é o sinal da nossa ressurreição. Nossa vida “está escondida” com Ele. Enfrentamos as dificuldades desta vida na certeza da vitória, porque o último inimigo, a morte, já foi derrotado pelo Senhor Jesus. Os que morrem n’Ele, com Ele ressurgirão. João ao ver a pedra do túmulo removida e o túmulo vazio viu e acreditou, ou seja, compreendeu que a promessa do Cristo havia se cumprido: ele acreditou que Cristo havia ressuscitado dos mortos. A Ressurreição é a grande luz para todo o mundo: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12), disse Jesus; luz para o mundo, para cada época da história, para cada família, para cada pessoa humana.
Que o drama coletivo da pandemia que estamos vivendo, que nossos lutos, não nos impeçam de nos alegrar pela Páscoa do Senhor. Sua Páscoa é fonte de renovação da nossa fé; ela alimenta a nossa esperança, mostrando-nos que a morte não é fim, mas passagem; ela renova nossa caridade, levando-nos a perceber que, assim como Cristo deu sua vida por nós, também devemos dar nossas vidas pelos irmãos, na esperança de recebermos de volta a vida verdadeira. Santo Agostinho nos diz que não devemos nos desesperar pois Cristo ressuscitou para que nós, apesar de destinados à morte, não pensemos que a vida acaba totalmente com ela, mas através da ressurreição iniciamos uma vida nova em Cristo Jesus. 
  No Sacramento da Eucaristia, o Senhor ressuscitado purifica-nos das nossas culpas; alimenta-nos espiritualmente e infunde-nos vigor para enfrentar as duras provações da existência e para lutar contra o pecado e contra o mal. É Ele o amparo certo da nossa peregrinação rumo à habitação eterna do Céu. A Virgem Maria, que viveu ao lado do seu Filho divino cada fase da sua missão na Terra, nos ajude a acolher com fé o dom da Páscoa e nos torne fiéis e rejubilantes testemunhas do Senhor ressuscitado. Os sinais da Ressurreição atestam a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da misericórdia sobre a vingança. 
Que o “Aleluia” seja nosso canto de louvor e que a luz da Ressurreição ilumine as trevas do nosso coração e nos traga tempos novos, de alegria e de paz.  O “Aleluia” que nós cantamos em todas as missas significa: Louvai o Senhor. É um canto que nos mostra a certeza de que Cristo vive e que renova nossa esperança de um dia estarmos com ele face-a-face no Reino de Deus. Feliz Páscoa! 

 
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