Crédito da foto - ACI DIGITAL
Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -
Hoje celebramos a Solenidade de Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo, prometido por Jesus, sobre os Apóstolos e a Virgem Maria, que estavam reunidos no Cenáculo. \"O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade e é da mesma grandeza divina que o Pai e o Filho\" (Youcat 38). \"Crer no Espírito Santo significa adorá-lo como Deus, assim como se adora o Pai e o Filho\" (Youcat 113). Pentecostes é a terceira maior festa litúrgica da Igreja e é celebrado todos os anos 50 dias depois da Páscoa. O Espírito Santo, que recebemos em Pentecostes, é a primícia de Deus, ou seja, a melhor parte, é o Defensor que vem sobre nós, e que nos dá o sopro da vida. Jó dizia: “O Espírito de Deus me criou, e o sopro do Todo-Poderoso me deu a vida” (Jó 33,4). São Pedro diz que as condições para receber o Espírito Santo são o batismo e a conversão, por isso afirma: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38). Precisamos estar em estado de graça para receber o Espírito Santo, pois Ele não habita na pessoa que está no pecado. Pentecostes marca o nascimento da Igreja e através do Espírito Santo faz o mundo entrar no tempo da Igreja (cf. CIC, 732). Neste dia, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada, revelada e apresentada ao mundo. O Espírito Santo age no tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, “até que ele venha” (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo, age pelos sacramentos (CIC, 1076). Neste tempo da Igreja Jesus age na vida de cada batizado através dos Sacramentos, que são sinais visíveis da graça de Deus na vida do cristão. O Espírito Santo é a “alma” da Igreja, o princípio essencial de sua vida. Não existe Igreja sem o Espírito Santo, por isso não existe cristão sem o Espírito Santo, desde o Pentecostes o Espírito habita o coração da Igreja e de cada fiel. O Patriarca Atenágoras (1948-1972) disse: “Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos”. O Espírito Santo traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão. É Ele que nos impulsiona para fazer o bem, ele nos eleva à santidade, sua graça nos ajuda a vencer o pecado, sem o Espírito Santo de Deus em nós não somos completos, por isso é preciso recebe-lo no Sacramento do Batismo e da Crisma. Na Crisma recebemos o Espírito Santo em plenitude através do seus sete dons: Conselho, Entendimento, Fortaleza, Sabedoria, Piedade, Ciência e Temor a Deus.Sobre a necessidade de recebermos o Sacramento da Crisma e através dele o Espírito Santo, o direito da Igreja nos diz: “Os fiéis têm a obrigação de receber tempestivamente esse sacramento; os pais, os pastores de almas, principalmente os párocos, cuidem que os fiéis sejamdevidamente instruídos para o receberem e que se aproximem dele em tempooportuno” (cân. 890). Sobre a exigência de receber a Crisma antes do matrimônio o direito diz: “Os católicos, que ainda não receberam o sacramento da confirmação, recebam-no antes de serem admitidos ao matrimônio, se isto for possível fazer sem grave incômodo” (cân. 1065). Isto mostra que a recepção da Crisma é uma obrigação moral ao cristão toda vez que ele assume um novo estado de vida, quando entra no Seminário Maior (cân. 241§2); no noviciado (cân. 645 §1); ao celebrar o matrimônio (cân 1065§1); ao receber o Sacramento da Ordem (cân. 1033); quando assume funções e ministérios dentro da Igreja. De acordo com o cân. 874 §1 n. 3 para que alguém exerça a função de padrinho ou madrinha no sacramento do Batismo e da Crisma, exige-se que seja crismado e que viva de acordo com a fé. A Crisma faz parte dos Sacramentos na Iniciação à Vida Cristã e é da vontade de Cristo, que instituiu este sacramento, que a graça recebida no sacramento do batismo seja robustecida com o dom do Espírito Santo. Percebemos que diante da vontade divina e do direito da Igreja só estão dispensados de receber o Sacramento da Crisma aqueles que tem motivos graves para não recebê-lo, por isso a Igreja considera injusto o não cumprimento do dever de receber o sacramento da Crisma. O próprio Jesus, ao encarnar-se no seio da Virgem Maria foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1,35), logo após ao ser batizado e sair da água recebeu o Espírito Santo (cf. Mt 3,16); quando retirou-se para o deserto parar orar foi conduzido por este mesmo Espírito (cf. Mt 4,1); no início da sua vida pública proclamou: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4,18); para Nicodemos Ele diz: “é preciso nascer da água e do Espírito Santo” (Jo 3,5); e hoje no Evangelho Jesus nos manda: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Portanto como cristãos devemos nos deixar conduzir pelo Espírito Santo (cf. Gl 5,16), para que sejamos capazes de realizar as obras do Espírito (cf. Gl 5,22-23) e de agir segundo a graça de Deus. O Espírito Santo é o que nos aconselha interiormente, é que nos dá ânimo, coragem, nos impulsiona e capacita para a missão de Evangelizar, que distribui os dons e carismas (1Cor 12,1-13), que nos faz discernir o bem do mal. Os sacramentos da Iniciação a vida cristã, estão intimamente ligados um ao outro (cân.842). O Batismo nos dá o direito de chamar Deus de Pai, a Eucaristia nos une a Cristo e nos alimenta espiritualmente, e a Crisma nos faz templo vivo do Espirito Santo e cristão maduro na fé.
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
Hoje celebramos a Solenidade de Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo, prometido por Jesus, sobre os Apóstolos e a Virgem Maria, que estavam reunidos no Cenáculo. \"O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade e é da mesma grandeza divina que o Pai e o Filho\" (Youcat 38). \"Crer no Espírito Santo significa adorá-lo como Deus, assim como se adora o Pai e o Filho\" (Youcat 113). Pentecostes é a terceira maior festa litúrgica da Igreja e é celebrado todos os anos 50 dias depois da Páscoa. O Espírito Santo, que recebemos em Pentecostes, é a primícia de Deus, ou seja, a melhor parte, é o Defensor que vem sobre nós, e que nos dá o sopro da vida. Jó dizia: “O Espírito de Deus me criou, e o sopro do Todo-Poderoso me deu a vida” (Jó 33,4). São Pedro diz que as condições para receber o Espírito Santo são o batismo e a conversão, por isso afirma: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38). Precisamos estar em estado de graça para receber o Espírito Santo, pois Ele não habita na pessoa que está no pecado.
Pentecostes marca o nascimento da Igreja e através do Espírito Santo faz o mundo entrar no tempo da Igreja (cf. CIC, 732). Neste dia, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada, revelada e apresentada ao mundo. O Espírito Santo age no tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, “até que ele venha” (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo, age pelos sacramentos (CIC, 1076). Neste tempo da Igreja Jesus age na vida de cada batizado através dos Sacramentos, que são sinais visíveis da graça de Deus na vida do cristão.
O Espírito Santo é a “alma” da Igreja, o princípio essencial de sua vida. Não existe Igreja sem o Espírito Santo, por isso não existe cristão sem o Espírito Santo, desde o Pentecostes o Espírito habita o coração da Igreja e de cada fiel. O Patriarca Atenágoras (1948-1972) disse: “Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos”. O Espírito Santo traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão. É Ele que nos impulsiona para fazer o bem, ele nos eleva à santidade, sua graça nos ajuda a vencer o pecado, sem o Espírito Santo de Deus em nós não somos completos, por isso é preciso recebe-lo no Sacramento do Batismo e da Crisma. Na Crisma recebemos o Espírito Santo em plenitude através do seus sete dons: Conselho, Entendimento, Fortaleza, Sabedoria, Piedade, Ciência e Temor a Deus.
Sobre a necessidade de recebermos o Sacramento da Crisma e através dele o Espírito Santo, o direito da Igreja nos diz: “Os fiéis têm a obrigação de receber tempestivamente esse sacramento; os pais, os pastores de almas, principalmente os párocos, cuidem que os fiéis sejam
devidamente instruídos para o receberem e que se aproximem dele em tempo
oportuno” (cân. 890). Sobre a exigência de receber a Crisma antes do matrimônio o direito diz: “Os católicos, que ainda não receberam o sacramento da confirmação, recebam-no antes de serem admitidos ao matrimônio, se isto for possível fazer sem grave incômodo” (cân. 1065). Isto mostra que a recepção da Crisma é uma obrigação moral ao cristão toda vez que ele assume um novo estado de vida, quando entra no Seminário Maior (cân. 241§2); no noviciado (cân. 645 §1); ao celebrar o matrimônio (cân 1065§1); ao receber o Sacramento da Ordem (cân. 1033); quando assume funções e ministérios dentro da Igreja. De acordo com o cân. 874 §1 n. 3 para que alguém exerça a função de padrinho ou madrinha no sacramento do Batismo e da Crisma, exige-se que seja crismado e que viva de acordo com a fé. A Crisma faz parte dos Sacramentos na Iniciação à Vida Cristã e é da vontade de Cristo, que instituiu este sacramento, que a graça recebida no sacramento do batismo seja robustecida com o dom do Espírito Santo. Percebemos que diante da vontade divina e do direito da Igreja só estão dispensados de receber o Sacramento da Crisma aqueles que tem motivos graves para não recebê-lo, por isso a Igreja considera injusto o não cumprimento do dever de receber o sacramento da Crisma.
O próprio Jesus, ao encarnar-se no seio da Virgem Maria foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1,35), logo após ao ser batizado e sair da água recebeu o Espírito Santo (cf. Mt 3,16); quando retirou-se para o deserto parar orar foi conduzido por este mesmo Espírito (cf. Mt 4,1); no início da sua vida pública proclamou: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4,18); para Nicodemos Ele diz: “é preciso nascer da água e do Espírito Santo” (Jo 3,5); e hoje no Evangelho Jesus nos manda: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Portanto como cristãos devemos nos deixar conduzir pelo Espírito Santo (cf. Gl 5,16), para que sejamos capazes de realizar as obras do Espírito (cf. Gl 5,22-23) e de agir segundo a graça de Deus.
O Espírito Santo é o que nos aconselha interiormente, é que nos dá ânimo, coragem, nos impulsiona e capacita para a missão de Evangelizar, que distribui os dons e carismas (1Cor 12,1-13), que nos faz discernir o bem do mal. Os sacramentos da Iniciação a vida cristã, estão intimamente ligados um ao outro (cân.842). O Batismo nos dá o direito de chamar Deus de Pai, a Eucaristia nos une a Cristo e nos alimenta espiritualmente, e a Crisma nos faz templo vivo do Espirito Santo e cristão maduro na fé.
Indique a um amigo
Conteúdos Relacionados