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HOMILIA - 5º DOMINGO DA QUARESMA -
Crédito da foto - INTERNET

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No Evangelho de hoje Jesus afirma que a sua “hora” chegou, por isso todos somos convidados a refletir e entender sobre a hora de Jesus. Jesus anuncia que é chegada a hora de sua paixão. Esta hora é a hora da sua “glorificação”. Jesus gostaria que todos o acompanhassem nessa hora. A palavra hora, em João, significa o momento da paixão, morte e ressurreição, o cumprimento pleno da vontade do Pai. A sua paixão será o momento máximo da sua revelação. A hora de Jesus inclui a cruz e a ressurreição, pelas quais se ofereceu ao mundo a salvação. A “angústia” de Jesus não o faz fugir da sua hora, pois foi “precisamente” para esse momento que Ele veio: o momento de oferecer-se na cruz, para tornar-se causa de salvação para nós, que cremos.  
O grão que vai nascer e frutificar, o perder a vida para conservar a vida eterna, a glorificação, a exaltação, a voz do céu, a morte, o julgamento, tudo isso são demonstrações que é chegado o momento da paixão de Jesus. Para falar de sua Paixão e morte Jesus usa a imagem do grão de trigo que colocado na terra, nasce, cresce e torna-se uma espiga, como um símbolo da ressurreição dos justos. Com este exemplo Jesus quer mostrar que a sua Paixão e ressurreição produz frutos espirituais para toda a humanidade. O fruto principal é que todos serão atraídos para Ele. Assim, Jesus terá consumado a obra que o Pai lhe enviou para realizar (cf. Jo 17,4). 
Jesus diz: quem ama a sua vida, perde-a; mas quem odeia sua vida neste mundo, conserva-la-á para a vida eterna. Com estas palavras Jesus quer dizer que a vida é um dom de Deus, por isso não devemos amar mais a vida “neste mundo” do que o Senhor, ou seja, temos que ser capazes de dar a sua vida por Cristo, na esperança de receber dele a “vida verdadeira”, a vida eterna. Com estas palavras Jesus quer dizer que o discípulo deve acompanhar o mestre sempre, na cruz e na glória.
  A morte de Jesus na Cruz não é um momento isolado, mas o culminar de um processo de doação total de Si mesmo, que se iniciou na sua encarnação, ou seja, quando “o Verbo Se fez carne e montou a sua tenda no meio dos homens” (Jo 1,14); é o último ato de uma vida de entrega total à vontade de Deus, feita amor até ao extremo. Durante toda a sua existência terrena, Jesus procurou, em cada palavra e em cada gesto, tornar o ser humano livre de todas as opressões, dotá-lo de dignidade, dar-lhe vida em plenitude. Jesus levou avante a sua luta pela libertação da humanidade. A sua morte é a consequência do seu confronto com as forças da morte que dominavam o mundo. 
Por isso a Páscoa do Cristo, ou seja, sua Paixão e Ressurreição, é a expressão máxima da misericórdia do Pai pela humanidade. O tempo da misericórdia anunciado pelo profeta Jeremias, na primeira leitura, chegou para nós em Cristo. Se o grande rei Davi, no Salmo 50, pôde cheio de confiança suplicar a misericórdia de Deus, pedindo que este lhe criasse um “coração novo”, quando mais nós, tendo diante de nossos olhos o sacrifício de amor do Cristo, podemos nos aproximar também com confiança do Pai, que é “rico em misericórdia” (cf. Ef 2,4), e lhe suplicar neste tempo propício que Ele tenha piedade de nós, nos purifique de nossos pecados, “crie em nós” um coração novo e nos ajude a celebrar com alegria o Mistério da Páscoa do Cristo, que é, também, o “nosso Mistério Pascal”, uma vez que sua ressurreição é certeza da nossa.
Aproveitemos estes dias de Quaresma que ainda nos restam. Entreguemo-nos à oração, à escuta da Palavra de Deus e busquemos, também, o sacramento da reconciliação, esse abraço da misericórdia divina que nos devolve a alegria de sermos filhos reconciliados com Deus. Assim estaremos nos preparando para celebrar bem a grande solenidade pascal, centro da nossa fé, centro de todo o ano litúrgico.
A síntese da mensagem da Liturgia de hoje, ao aproximar-se da Semana Santa, é que todos somos convidados a descobrir a arma com a qual Jesus venceu o seu adversário e o pecado: a obediência ao amor, ao amor incondicional à Deus Pai e à humanidade. Com a morte de Jesus na cruz, aprendemos o que é o amor até ao extremo, aprendemos o dom total da vida, a entrega radical aos projetos de Deus e à libertação dos irmãos e irmãs. Quem quiser “conhecer” Jesus deve olhar para esse Homem que põe totalmente a sua vida ao serviço da vontade de Deus e que morre na cruz para ensinar aos homens o amor sem limites. 

 
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