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O Capítulo 15 do Evangelho de Lucas é composto de três parábolas que falam da misericórdia de Deus: a parábola da ovelha perdida (Lc 15,1-7); da moeda perdida (Lc 15, 8-10) e a mais longa delas, conhecida como a parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-32). O Filho Pródigo da parábola que ouvimos é cada um de nós quando resolvemos abandonar Deus e seus bens espirituais que nos foram dados no dia do nosso Batismo, Eucaristia e Crisma, para vivermos uma vida pródiga. Segundo Santo Agostinho vida pródiga “é uma vida que ama gastar e exibir pompas exteriores enquanto o seu interior se vai esvaziando”. Esta é atitude da pessoa que, em nome da liberdade, se afasta de Deus e da vida da Igreja e busca a sua felicidade e realização nos prazeres do mundo. O filho pródigo é aquele que abandona a casa e o amor de Deus, para esbanjar a sua vida em coisas fúteis e passageiras, às quais se torna escravo, e perde a sua dignidade de filho e filha de Deus. É aquele que deseja viver a liberdade, fazer tudo o que quer sem levar em conta a Palavra de Deus, os Sacramentos e os Mandamentos da Lei de Deus. Ele sempre sentirá um vazio interior que o mundo não poderá preencher, pois só Deus que nos criou e é nosso Pai celeste, poderá saciar.Esta passagem também pode ser chamada de “a Parábola do Pai Misericordioso”, pois Jesus como Bom Pastor, não abandona a suas ovelhas, mas vai atrás daquelas que se perderam. Por isso este Evangelho é um convite a confiarmos na misericórdia de Deus. Como diz o Salmo “O Senhor é misericórdia e clemência, indulgente e cheio de amor. O Senhor é bom para com todos e, misericordioso para todas as suas criaturas” (Sl 144,8s). Neste tempo da quaresma Jesus se dirige a todos aqueles que erraram na vida, que se afastaram da vida de Deus e da Igreja, mas se arrependeram e querem mudar de vida. Jesus quer convidar a todos que fizeram escolhas erradas e não conseguem olhar para o futuro; a todos aqueles que tem fome de misericórdia e de perdão e creem não merecê-lo, para que se levantem de seus pecados e retornem para a Casa de Deus Pai pois Ele diz: \"por minha vida não me alegro com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida. Convertei-vos! Afastai-vos do mau caminho que seguis” (Ez 33,11). A conversão é consequência de uma mudança de mentalidade, que leva a uma mudança de atitudes. Muitas vezes a conversão vem após Deus permitir passarmos por experiências dolorosas e traumáticas, para que possamos “cair em si mesmos” (Lc 15,17) e perceber os próprios erros. É neste momento que Deus da a graça e a força do Filho Pródigo dizer: “Vou-me embora, vou voltar para meu Pai” (Lc 15,18). Se caímos na desgraça do pecado tenhamos a coragem de recorrer à misericórdia de Deus, que nos perdoa através do Sacramento da Confissão. É neste sentido que São Paulo nos pede: “deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20). Deus não abandona o ser humano no pecado pois Ele quer que todos se salvem (cf. Jo 6,39). O amor de Deus pelo homem e a mulher é maior que os seus pecados, por isso São Paulo diz: \"onde abundou o pecado, superabun¬dou a graça.\" (Rm 5,20). Deus sempre nos dá os meios humanos e espirituais necessários para que possamos nos libertar das nossas escravidões físicas e espirituais. O abraço do Pai Misericordioso no Filho Pródigo mostra que o amor de Deus para com o pecador permanece inalterado, pois Ele é justo e misericordioso e se alegra com a mudança de vida de todo aquele que pecou e se arrependeu.A Parábola nos mostra que todos precisamos de conversão. Uns porque se afastaram da graça de Deus, dos Sacramentos e da vida da Igreja. Outros porque não sabem se alegrar quando um pecador se converte e volta ao convívio da comunidade. Uns porque, mesmo sabendo que estão no pecado, se acham no direito de nele permanecer. Outros porque acham que as leis de Deus e da Igreja são muito pesadas ou antiquadas, que tiram a liberdade de ser, de escolher e de agir e por isso se afastam da vida espiritual e percorrem caminhos que lhes tiram tudo e não dão nada. Todos devemos usar com responsabilidade a nossa liberdade para que não nos tornemos escravos de nossos erros e pecados, por isso devemos pedir a Deus a graça do Espírito Santo para fazermos sempre as escolhas certas e agradáveis a Deus. Sejamos capazes de nos levantar de nossos erros, pecados e vícios e busquemos em Cristo o perdão necessário para recomeçar uma vida nova, pois “se alguém está em Cristo é uma criatura nova” (2Cor 5,17).
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O Capítulo 15 do Evangelho de Lucas é composto de três parábolas que falam da misericórdia de Deus: a parábola da ovelha perdida (Lc 15,1-7); da moeda perdida (Lc 15, 8-10) e a mais longa delas, conhecida como a parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-32).
O Filho Pródigo da parábola que ouvimos é cada um de nós quando resolvemos abandonar Deus e seus bens espirituais que nos foram dados no dia do nosso Batismo, Eucaristia e Crisma, para vivermos uma vida pródiga. Segundo Santo Agostinho vida pródiga “é uma vida que ama gastar e exibir pompas exteriores enquanto o seu interior se vai esvaziando”. Esta é atitude da pessoa que, em nome da liberdade, se afasta de Deus e da vida da Igreja e busca a sua felicidade e realização nos prazeres do mundo. O filho pródigo é aquele que abandona a casa e o amor de Deus, para esbanjar a sua vida em coisas fúteis e passageiras, às quais se torna escravo, e perde a sua dignidade de filho e filha de Deus. É aquele que deseja viver a liberdade, fazer tudo o que quer sem levar em conta a Palavra de Deus, os Sacramentos e os Mandamentos da Lei de Deus. Ele sempre sentirá um vazio interior que o mundo não poderá preencher, pois só Deus que nos criou e é nosso Pai celeste, poderá saciar.
Esta passagem também pode ser chamada de “a Parábola do Pai Misericordioso”, pois Jesus como Bom Pastor, não abandona a suas ovelhas, mas vai atrás daquelas que se perderam. Por isso este Evangelho é um convite a confiarmos na misericórdia de Deus. Como diz o Salmo “O Senhor é misericórdia e clemência, indulgente e cheio de amor. O Senhor é bom para com todos e, misericordioso para todas as suas criaturas” (Sl 144,8s). Neste tempo da quaresma Jesus se dirige a todos aqueles que erraram na vida, que se afastaram da vida de Deus e da Igreja, mas se arrependeram e querem mudar de vida. Jesus quer convidar a todos que fizeram escolhas erradas e não conseguem olhar para o futuro; a todos aqueles que tem fome de misericórdia e de perdão e creem não merecê-lo, para que se levantem de seus pecados e retornem para a Casa de Deus Pai pois Ele diz: \"por minha vida não me alegro com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida. Convertei-vos! Afastai-vos do mau caminho que seguis” (Ez 33,11).
A conversão é consequência de uma mudança de mentalidade, que leva a uma mudança de atitudes. Muitas vezes a conversão vem após Deus permitir passarmos por experiências dolorosas e traumáticas, para que possamos “cair em si mesmos” (Lc 15,17) e perceber os próprios erros. É neste momento que Deus da a graça e a força do Filho Pródigo dizer: “Vou-me embora, vou voltar para meu Pai” (Lc 15,18). Se caímos na desgraça do pecado tenhamos a coragem de recorrer à misericórdia de Deus, que nos perdoa através do Sacramento da Confissão. É neste sentido que São Paulo nos pede: “deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20).
Deus não abandona o ser humano no pecado pois Ele quer que todos se salvem (cf. Jo 6,39). O amor de Deus pelo homem e a mulher é maior que os seus pecados, por isso São Paulo diz: \"onde abundou o pecado, superabun¬dou a graça.\" (Rm 5,20). Deus sempre nos dá os meios humanos e espirituais necessários para que possamos nos libertar das nossas escravidões físicas e espirituais. O abraço do Pai Misericordioso no Filho Pródigo mostra que o amor de Deus para com o pecador permanece inalterado, pois Ele é justo e misericordioso e se alegra com a mudança de vida de todo aquele que pecou e se arrependeu.
A Parábola nos mostra que todos precisamos de conversão. Uns porque se afastaram da graça de Deus, dos Sacramentos e da vida da Igreja. Outros porque não sabem se alegrar quando um pecador se converte e volta ao convívio da comunidade. Uns porque, mesmo sabendo que estão no pecado, se acham no direito de nele permanecer. Outros porque acham que as leis de Deus e da Igreja são muito pesadas ou antiquadas, que tiram a liberdade de ser, de escolher e de agir e por isso se afastam da vida espiritual e percorrem caminhos que lhes tiram tudo e não dão nada. Todos devemos usar com responsabilidade a nossa liberdade para que não nos tornemos escravos de nossos erros e pecados, por isso devemos pedir a Deus a graça do Espírito Santo para fazermos sempre as escolhas certas e agradáveis a Deus. Sejamos capazes de nos levantar de nossos erros, pecados e vícios e busquemos em Cristo o perdão necessário para recomeçar uma vida nova, pois “se alguém está em Cristo é uma criatura nova” (2Cor 5,17).
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