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HOMILIA - 34 DOMINGO DO TEMPO COMUM
Crédito da foto - INTERNET

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Com a Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, fechamos o ano litúrgico de 2020 e iniciamos um novo ano. Assim como a cada novo ano a vida se encarrega de ser sempre inusitada, também a cada novo ciclo litúrgico a espiritualidade é crescente e traz novidades. Por isso, devemos nos deixar direcionar pela liturgia e pelos sacramentos.
Celebrar a Solenidade de Cristo Rei do Universo é celebrar a universalidade da salvação, ou seja, Deus oferece a salvação a todos através de Jesus Cristo. Jesus não é um rei como os outros, porque o seu Reino não é deste mundo. A sua coroa é feita de espinhos… O seu trono é a cruz… O seu poder é diferente do poder do mundo… a sua lei maior é a do Amor… O seu exército é composto por homens e mulheres desarmados e tementes a Deus… O seu modelo de vida são as bem-aventuranças…e para quem se deixa governar por Jesus receberá um mundo de paz. 
No Evangelho Jesus está afirmando que a separação entre as pessoas boas e más será feita somente no fim dos tempos. E esta separação não será entre religiosos e não religiosos, entre crentes e descrentes, mas sim entre aqueles que fizeram a caridade e aqueles que não a fizeram. O critério que Jesus usa para separar bons e maus é a atitude de amor ou de indiferença para com os irmãos mais pequenos, que se encontram em situações de necessidade – os que têm fome, os que têm sede, os peregrinos, os que não têm o que vestir, os que estão doentes, os que estão na prisão. Jesus identifica-Se com os pequenos, os pobres, os fracos, os marginalizados; manifestar amor e solidariedade para com o pobre é fazê-lo ao próprio Jesus e manifestar egoísmo e indiferença para com o pobre é fazê-lo ao próprio Jesus.
 “Estar vigilantes e preparados” para a segunda vinda de Cristo consiste, principalmente, em viver o amor e a solidariedade para com os pobres, os pequenos, os desprotegidos, os marginalizados. É esse o critério que decide a entrada ou a não entrada no Reino de Deus. O Evangelho quer deixar bem claro que Deus não aprova uma vida conduzida por critérios de egoísmo, onde não há lugar para o amor a todos os irmãos, particularmente aos mais pobres e necessitados. Todas as pessoas são membros de Cristo e não os amar é não amar Cristo. Dizer que se ama Cristo e não viver do seu jeito, no amor a todos os homens, é uma mentira e uma incoerência.
Jesus quer reinar na vida de cada um de nós e ser o único Rei; enquanto Ele não for o nosso único Senhor, o nosso único Rei, nunca seremos felizes e realizados; sempre estaremos frustrados e sem sentido na vida. Jesus é o Rei e o Bom Pastor que quer nos conduzir para que sejamos o único rebanho e antecipemos a Sua vinda gloriosa. Deixemo-nos guiar por Ele, movidos pelo Espírito Santo. 
Se Jesus Cristo é o Rei do Universo, todos nós somos convidados a participar deste Reinado. Com isso, todos nós devemos aspirar ao céu e procurar aqui e agora preparar alcançar esta realidade, porque todos os homens são co-herdeiros de Cristo e, tendo os mesmos sentimentos de Cristo, contando com a graça de Deus, todos nós seremos admitidos no Reino das Bem-aventuranças: “Vem participar da minha alegria!”
Que nesta festa de Cristo Rei, tenhamos a coragem de romper com tudo aquilo que tomou lugar do senhorio de Jesus em nossa vida; que venhamos a eliminar tudo isso que ocupa o lugar de Cristo Rei em nossa vida, para que só Ele – exclusivamente Ele – possa reinar em nós, pois a mensagem deste evangelho é esta: o egoísmo e a indiferença para com o irmão não têm lugar no Reino de Deus. 
O importante para Deus é que tenhamos a mão cheia de misericórdia e de obras de caridade, na vivência fraterna da Lei de Cristo, pois o amor ao irmão é uma condição essencial para fazer parte do Reino de Deus. O Reino de Deus está no meio de nós; a nossa missão é fazer com que ele seja uma realidade bem viva e bem presente no nosso mundo. Depende de nós fazer com que o Reino deixe de ser uma miragem, para passar a ser uma realidade a crescer e a transformar o mundo e a vida dos homens. O Reino de Deus será uma realidade onde o egoísmo, a injustiça, a miséria, o sofrimento, o medo, o pecado, e até a morte estarão definitivamente ausentes, pois terão sido vencidos por Cristo. Nesse Reino definitivo, Deus manifestar-Se-á em tudo e atuará como Senhor de todas as coisas.

 
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