Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Neste segundo domingo da Páscoa, chamado também, domingo da misericórdia divina, Jesus nos conceda duas graças importantes para a nossa vida: o perdão dos pecados e a paz.
Diz Jesus: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Jesus mostra que a salvação que Ele nos trouxe, através de sua ressurreição, inclui o perdão dos pecados, porque pecar é separar-se de Deus que é a nossa felicidade verdadeira.
Para muitos hoje perdir perdão ou receber o perdão de alguém soa como fraqueza porque a humanidade considera-se perfeita e por isso é orgulhosa. Reconhecer-se pecador, para muitos, é considerado humilhação. Para nós cristãos ser perdoado significa que a misericordia divina nos alcançou. Como diz o Salmo 31: “Feliz o homem que foi perdoado, e cuja falta foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado! (Sl 32, 1-2.). Perdoar é um gesto gratuito e divino, ou seja, não temos méritos para exigir o perdão dos pecados a Deus, o que cabe a nós é implorar esse perdão, por isso no ato penitencial da missa rezamos: “Senhor, tende piedade de nós” (Kyrie Eleison).
O pecado não atinge só a pessoa que o cometeu, mas também as pessoas que estão à sua volta, por isso dizemos que o pecado também é social. Todo pecado separa o pecador de Deus, da comunidade e da familia. Geralmente uma pessoa após cometer um pecado, automaticamente se afasta da Igreja ou da família. Por outro lado o perdão dos pecados reintroduz o fiel na comunidade cristã, no Corpo de Cristo que é a Igreja. É neste sentido que o perdão dos pecados precisa ser dado na comunidade, através da Igreja, através do sacerdote que age na pessoa de Jesus Cristo e em nome dele perdoa os nossos pecados, para que o penitente volte à comunhão da Igreja.
O profeta Miquéias fica maravilhado com a misericórdia de Deus e se pergunta: "Qual é o Deus que, como vós, apaga a iniquidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia? Esquecei as nossas faltas e jogai nossos pecados nas profundezas do mar!" (Mq 7,18-19). O profeta reconhece que existe um abismo entre a Santidade de Deus e a nossa condição de pecadores, por isso só Deus pode tomar a iniciativa do perdão, como diz São João "Deus nos amou primeiro" (1 Jo 4,19).Por isso convido a cada ouvir e colocar em prática a exortação de São Paulo: "Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus! (2 Cor 5,20). Que esta reconciliação seja feita através do Sacramento da Confissão que perdoa os nossos pecados e restaura a graça santificante em cada um de nós.
A segundo graça importante que o Evangelho de hoje nos concede é a paz. As primeiras palavras de Jesus após a ressurreição foram: ‘A paz esteja convosco!’. No próprio Evangelho de São João Jesus afirma: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”(Jo 14,27). A paz que o mundo oferece está baseada em coisas passageiras, em circunstâncias da nossa vida que podem mudar a qualquer momento (dinheiro, poder, fama, etc), mas a Paz que Jesus oferece é baseada na Palavra de Deus, na fé, na certeza que Ele caminha ao nosso lado dia-a-dia, na paz de consciência de que nossos pecados são perdoados no Sacramento da Reconciliação, de que Nele podemos vencer qualquer dificuldade em nossa vida, de que Nele nós podemos confiar da mesma forma que o Salmista do Salmo 70 que diz: "Vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança.Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei." (Sl 70, 5-6).
Neste dia da Misericordia Divina, em que podemos receber indulgência plenária, nos aproximemos de Deus com confiança, com o coração arrependido, na certeza de que “eterna é a sua misericórdia”(Sl 135,1) e que a Sua paz estará conosco para sempre. À Ir Faustina Jesus diz: “Prolongo-lhes o tempo da Misericórdia, mas ai deles, se não reconhecerem o tempo da Minha visita”. Que sigamos o exemplo de Tomé que passa da incredulidade à fé após o encontro com Cristo ressuscitado e misericordioso, proclamando: “meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28).
Pe. Valdir Luiz Koch.
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Neste segundo domingo da Páscoa, chamado também, domingo da misericórdia divina, Jesus nos conceda duas graças importantes para a nossa vida: o perdão dos pecados e a paz.
Diz Jesus: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Jesus mostra que a salvação que Ele nos trouxe, através de sua ressurreição, inclui o perdão dos pecados, porque pecar é separar-se de Deus que é a nossa felicidade verdadeira.
Para muitos hoje perdir perdão ou receber o perdão de alguém soa como fraqueza porque a humanidade considera-se perfeita e por isso é orgulhosa. Reconhecer-se pecador, para muitos, é considerado humilhação. Para nós cristãos ser perdoado significa que a misericordia divina nos alcançou. Como diz o Salmo 31: “Feliz o homem que foi perdoado, e cuja falta foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado! (Sl 32, 1-2.). Perdoar é um gesto gratuito e divino, ou seja, não temos méritos para exigir o perdão dos pecados a Deus, o que cabe a nós é implorar esse perdão, por isso no ato penitencial da missa rezamos: “Senhor, tende piedade de nós” (Kyrie Eleison).
O pecado não atinge só a pessoa que o cometeu, mas também as pessoas que estão à sua volta, por isso dizemos que o pecado também é social. Todo pecado separa o pecador de Deus, da comunidade e da familia. Geralmente uma pessoa após cometer um pecado, automaticamente se afasta da Igreja ou da família. Por outro lado o perdão dos pecados reintroduz o fiel na comunidade cristã, no Corpo de Cristo que é a Igreja. É neste sentido que o perdão dos pecados precisa ser dado na comunidade, através da Igreja, através do sacerdote que age na pessoa de Jesus Cristo e em nome dele perdoa os nossos pecados, para que o penitente volte à comunhão da Igreja.
O profeta Miquéias fica maravilhado com a misericórdia de Deus e se pergunta: "Qual é o Deus que, como vós, apaga a iniquidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia? Esquecei as nossas faltas e jogai nossos pecados nas profundezas do mar!" (Mq 7,18-19). O profeta reconhece que existe um abismo entre a Santidade de Deus e a nossa condição de pecadores, por isso só Deus pode tomar a iniciativa do perdão, como diz São João "Deus nos amou primeiro" (1 Jo 4,19).
Por isso convido a cada ouvir e colocar em prática a exortação de São Paulo: "Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus! (2 Cor 5,20). Que esta reconciliação seja feita através do Sacramento da Confissão que perdoa os nossos pecados e restaura a graça santificante em cada um de nós.
A segundo graça importante que o Evangelho de hoje nos concede é a paz. As primeiras palavras de Jesus após a ressurreição foram: ‘A paz esteja convosco!’. No próprio Evangelho de São João Jesus afirma: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”(Jo 14,27). A paz que o mundo oferece está baseada em coisas passageiras, em circunstâncias da nossa vida que podem mudar a qualquer momento (dinheiro, poder, fama, etc), mas a Paz que Jesus oferece é baseada na Palavra de Deus, na fé, na certeza que Ele caminha ao nosso lado dia-a-dia, na paz de consciência de que nossos pecados são perdoados no Sacramento da Reconciliação, de que Nele podemos vencer qualquer dificuldade em nossa vida, de que Nele nós podemos confiar da mesma forma que o Salmista do Salmo 70 que diz: "Vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança.Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei." (Sl 70, 5-6).
Neste dia da Misericordia Divina, em que podemos receber indulgência plenária, nos aproximemos de Deus com confiança, com o coração arrependido, na certeza de que “eterna é a sua misericórdia”(Sl 135,1) e que a Sua paz estará conosco para sempre. À Ir Faustina Jesus diz: “Prolongo-lhes o tempo da Misericórdia, mas ai deles, se não reconhecerem o tempo da Minha visita”. Que sigamos o exemplo de Tomé que passa da incredulidade à fé após o encontro com Cristo ressuscitado e misericordioso, proclamando: “meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28).
Pe. Valdir Luiz Koch.
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