Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -A devoção à Nossa Senhora é cristocêntrica, ou seja, deve levar o fiel à Cristo. Nas Bodas de Caná Maria disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). São Luiz Maria Monfort diz: “Jesus Cristo deve ser o fim último de todas as nossas devoções, de outro modo, elas serão falsas e enganosas”. Temos que nos aproximar de Maria somente com a intenção de, conduzidos por suas mãos maternas, nos aproximarmos do seu Filho Jesus.
Nossa Senhora foi preparada por Deus, através de uma plenitude de graças e dons para que pudesse ser um instrumento de salvação. Por isso se o próprio Deus fez de Maria um caminho para que Ele pudesse chegar até nós através do nascimento de Jesus Cristo, também é verdadeiro que Nossa Senhora é um caminho que podemos percorrer para chegar ao céu. Quando Jesus na Cruz diz a São João “Eis aí a tua mãe” (Jo 19, 26), mostra que seu desejo é de que Maria, seja sempre a Mãe espiritual dos que crêem, aquela que gera os membros que faltam ao Corpo de Cristo.
Nas crônicas de São Domingos encontra-se um texto em que os anjos malignos afirmam que “a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e Ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É Ela que descobre nossos planos ocultos, que quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos de dizer... que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco... ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado...”.
São Tomás de Aquino afirma: “Os outros santos são exemplos de virtudes particulares: um foi humilde, outro casto, outro misericordioso, e assim eles nos são oferecidos como exemplos de uma virtude. Mas a bem-aventurada Virgem é exemplo de todas as virtudes”. Neste sentido São Bernardo e Santo Antônio também afirmam que “para ser eleita e destinada à dignidade de Mãe de Deus, devia a Santíssima Virgem possuir uma perfeição tão grande e consumada, que nela excedesse todas as outras criaturas”. É por isso que a Igreja diz que Maria é o modelo de virtudes de todo cristão.
São João Damasceno afirma que “ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de salvação que Deus dá àqueles que quer salvar”. Nossa Senhora ocupa um lugar intermediário entre Deus e os Santos, o que dá origem a um culto próprio, único e especial. É uma devoção muito inferior a que se deve à Deus, mas muito superior à dos Santos, por isso ser devoto de Nossa Senhor significa ter uma atitude de prontidão para entregar-se com fervor a tudo quanto diz respeito ao culto e ao serviço de Deus. É estar de prontidão, estar disponível para fazer a vontade de Deus através de Maria. É permanecer fiel na nossa consagração ao serviço de Deus feita no nosso batismo e crisma, apesar da aridez e provações espirituais. Ser devoto é ter consciência de que Deus quer que estejamos prontos e bem dispostos para o servir sem demora, ao primeiro chamado, à primeira solicitação.
A partir disso podemos dizer que não somos servos deste ou daquele movimento ou pastoral, que não seguimos “Pedro, Apolo ou Céfas”, que não podemos tomar posse dos fiéis da comunidade paroquial, pois todos somos servos e servas do Senhor e da Igreja que Ele instituiu como sinal de salvação para toda a humanidade. Por isso onde quer que a Igreja necessite de nosso serviço de evangelização precisamos estar disponíveis para dizer a exemplo da Virgem Maria: “Eis aqui a serva do Senhor faça-se em mim segundo a sua vontade” (Lc 1,38).
Neste dia em celebramos a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil peçamos a sua intercessão para que nos atenda em nossas necessidades humanas e espirituais, que nos ajude a esclarecer nossas dúvidas, que nos faça permanecer e voltar ao bom caminho, que nas tentações nos sustente; que nas nossas debilidades, nos fortaleça, que em nossas quedas nos levante e nos desânimos nos infunda o ânimo; que em nossos trabalhos e contratempos da vida nos proteja e nos console, que na doença restaure a nossa saúde do corpo e da alma.
Pe. Valdir Luiz Koch
A devoção à Nossa Senhora é cristocêntrica, ou seja, deve levar o fiel à Cristo. Nas Bodas de Caná Maria disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). São Luiz Maria Monfort diz: “Jesus Cristo deve ser o fim último de todas as nossas devoções, de outro modo, elas serão falsas e enganosas”. Temos que nos aproximar de Maria somente com a intenção de, conduzidos por suas mãos maternas, nos aproximarmos do seu Filho Jesus.
Nossa Senhora foi preparada por Deus, através de uma plenitude de graças e dons para que pudesse ser um instrumento de salvação. Por isso se o próprio Deus fez de Maria um caminho para que Ele pudesse chegar até nós através do nascimento de Jesus Cristo, também é verdadeiro que Nossa Senhora é um caminho que podemos percorrer para chegar ao céu. Quando Jesus na Cruz diz a São João “Eis aí a tua mãe” (Jo 19, 26), mostra que seu desejo é de que Maria, seja sempre a Mãe espiritual dos que crêem, aquela que gera os membros que faltam ao Corpo de Cristo.
Nas crônicas de São Domingos encontra-se um texto em que os anjos malignos afirmam que “a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e Ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É Ela que descobre nossos planos ocultos, que quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos de dizer... que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco... ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado...”.
São Tomás de Aquino afirma: “Os outros santos são exemplos de virtudes particulares: um foi humilde, outro casto, outro misericordioso, e assim eles nos são oferecidos como exemplos de uma virtude. Mas a bem-aventurada Virgem é exemplo de todas as virtudes”. Neste sentido São Bernardo e Santo Antônio também afirmam que “para ser eleita e destinada à dignidade de Mãe de Deus, devia a Santíssima Virgem possuir uma perfeição tão grande e consumada, que nela excedesse todas as outras criaturas”. É por isso que a Igreja diz que Maria é o modelo de virtudes de todo cristão.
São João Damasceno afirma que “ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de salvação que Deus dá àqueles que quer salvar”. Nossa Senhora ocupa um lugar intermediário entre Deus e os Santos, o que dá origem a um culto próprio, único e especial. É uma devoção muito inferior a que se deve à Deus, mas muito superior à dos Santos, por isso ser devoto de Nossa Senhor significa ter uma atitude de prontidão para entregar-se com fervor a tudo quanto diz respeito ao culto e ao serviço de Deus. É estar de prontidão, estar disponível para fazer a vontade de Deus através de Maria. É permanecer fiel na nossa consagração ao serviço de Deus feita no nosso batismo e crisma, apesar da aridez e provações espirituais. Ser devoto é ter consciência de que Deus quer que estejamos prontos e bem dispostos para o servir sem demora, ao primeiro chamado, à primeira solicitação.
A partir disso podemos dizer que não somos servos deste ou daquele movimento ou pastoral, que não seguimos “Pedro, Apolo ou Céfas”, que não podemos tomar posse dos fiéis da comunidade paroquial, pois todos somos servos e servas do Senhor e da Igreja que Ele instituiu como sinal de salvação para toda a humanidade. Por isso onde quer que a Igreja necessite de nosso serviço de evangelização precisamos estar disponíveis para dizer a exemplo da Virgem Maria: “Eis aqui a serva do Senhor faça-se em mim segundo a sua vontade” (Lc 1,38).
Neste dia em celebramos a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil peçamos a sua intercessão para que nos atenda em nossas necessidades humanas e espirituais, que nos ajude a esclarecer nossas dúvidas, que nos faça permanecer e voltar ao bom caminho, que nas tentações nos sustente; que nas nossas debilidades, nos fortaleça, que em nossas quedas nos levante e nos desânimos nos infunda o ânimo; que em nossos trabalhos e contratempos da vida nos proteja e nos console, que na doença restaure a nossa saúde do corpo e da alma.
Pe. Valdir Luiz Koch