Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O apostolado realizado pelas associações de fiéis tem como uma de suas finalidades as obras de caridade, que serve ao bem comum da sociedade na qual as mesmas associações de fiéis estão inseridas. Na verdade, toda ação evangelizadora da Igreja tem uma consequência positiva sobre o bem comum, ou seja, o testemunho daqueles que professam a fé cristã é fundamental para a construção de uma sociedade que saiba apresentar um processo de inclusão de seus cidadãos.
Não podemos considerar que a riqueza produzida pela humanidade esteja destinada apenas a alguns grupos ou apenas a alguns países. As necessidades básicas de educação, cultura, lazer, saúde e segurança tocam todas as pessoas e isso é comum aos seres humanos. Assim, o bem comum não consiste na simples soma dos bens particulares das pessoas, mas dos bens de uma sociedade ou da humanidade; sendo de todos e de cada um, permanece comum. A razão de tal conceito é porque o bem comum é indivisível e porque somente juntos é possível alcançá-lo, aumentá-lo e conservá-lo, também em vista do futuro, para que continue sendo oferecido às gerações que virão. Nesse sentido, as exigências do bem comum estão conexas com o respeito e com a promoção integral da pessoa e dos seus direitos fundamentais. Ninguém está dispensado de colaborar.
Nessa perspectiva, a missionariedade da Igreja é testemunhada também no apostolado realizado pelas associações de fiéis que colaboram com o bem comum e com uma identidade católica claramente definida em seus estatutos. As obras de caridade de uma associação católica é uma contribuição ao bem comum da sociedade e está em referência à obtenção dos fins últimos da pessoa e ao bem comum universal de toda a criação.
Neste ponto, temos o encontro entre o bem comum da humanidade e a fé na Páscoa de Jesus, que oferece plena luz acerca da realização do verdadeiro humanismo. Em outras palavras, a teologia da encarnação é a entrada do Verbo de Deus na história da humanidade e a Páscoa de Jesus elevou essa mesma história ao plano de salvação, tornando-se história de salvação e fazendo com que o bem comum fosse também a causa do apostolado dos cristãos. Por isso, a oração pessoal e comunitária, a celebração dos sacramentos e o anúncio da Palavra de Deus interagem diretamente com o bem comum da humanidade.
Evidentemente que a responsabilidade de perseguir o bem comum compete, não só às pessoas consideradas individualmente, mas também ao Estado, afinal o bem comum é a razão de ser da autoridade civil. Políticas públicas que considerem apenas a agremiação política dos administradores ou os grupos por eles sustentados não constroem uma sociedade; pelo contrário, tais políticas não são públicas, mas particulares e egoístas, e servem para dividir e escravizar as pessoas em vista de interesses pessoais, mediante a obtenção, muitas vezes, criminosa do poder político.
Para além desses motivos, a razão que justifica e exige o agregar-se dos fiéis em associação é de ordem teológica e assim reconheceu o Concílio Vaticano II ao apontar o apostolado associado como um “sinal da comunhão e da unidade da Igreja em Cristo” (Apostolicam Actuositatem, 18). O membro de uma associação católica necessita manter viva a consciência de ser um membro da Igreja, a quem se confia um encargo original, que deverá desempenhar um ofício ou um trabalho para o bem comum para a sociedade na qual está inserida.
A missionariedade da Igreja, realizada em forma associada, exige cristãos com um compromisso social pelo bem comum que vai além dos trabalhos de organização e manutenção das paróquias. O apostolado realizado pelas associações católicas é uma resposta às necessidades básicas de um povo, resultando na efetiva participação social. Neste ponto, é necessário salientar que as associações católicas não têm um fundamento ideológico, mas teológico que represente a unidade da Igreja e a inserção na história de um povo para a construção do bem comum.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2015-2019) afirma “que a missão fundamental de leigos e leigas é a presença e o testemunho na sociedade, especialmente nos ambientes de trabalho e em associações laicais” (n. 107). Somos todos chamados a construir o bem comum, para que tudo seja restaurado em Cristo e a humanidade viva a fraternidade que a nova criação já iniciou na história com a páscoa do Senhor.
Pe. Denilson Geraldo
Doutor em Direito Canônico
Pontifícia Universidade Lateranense - Roma
O apostolado realizado pelas associações de fiéis tem como uma de suas finalidades as obras de caridade, que serve ao bem comum da sociedade na qual as mesmas associações de fiéis estão inseridas. Na verdade, toda ação evangelizadora da Igreja tem uma consequência positiva sobre o bem comum, ou seja, o testemunho daqueles que professam a fé cristã é fundamental para a construção de uma sociedade que saiba apresentar um processo de inclusão de seus cidadãos.
Não podemos considerar que a riqueza produzida pela humanidade esteja destinada apenas a alguns grupos ou apenas a alguns países. As necessidades básicas de educação, cultura, lazer, saúde e segurança tocam todas as pessoas e isso é comum aos seres humanos. Assim, o bem comum não consiste na simples soma dos bens particulares das pessoas, mas dos bens de uma sociedade ou da humanidade; sendo de todos e de cada um, permanece comum. A razão de tal conceito é porque o bem comum é indivisível e porque somente juntos é possível alcançá-lo, aumentá-lo e conservá-lo, também em vista do futuro, para que continue sendo oferecido às gerações que virão. Nesse sentido, as exigências do bem comum estão conexas com o respeito e com a promoção integral da pessoa e dos seus direitos fundamentais. Ninguém está dispensado de colaborar.
Nessa perspectiva, a missionariedade da Igreja é testemunhada também no apostolado realizado pelas associações de fiéis que colaboram com o bem comum e com uma identidade católica claramente definida em seus estatutos. As obras de caridade de uma associação católica é uma contribuição ao bem comum da sociedade e está em referência à obtenção dos fins últimos da pessoa e ao bem comum universal de toda a criação.
Neste ponto, temos o encontro entre o bem comum da humanidade e a fé na Páscoa de Jesus, que oferece plena luz acerca da realização do verdadeiro humanismo. Em outras palavras, a teologia da encarnação é a entrada do Verbo de Deus na história da humanidade e a Páscoa de Jesus elevou essa mesma história ao plano de salvação, tornando-se história de salvação e fazendo com que o bem comum fosse também a causa do apostolado dos cristãos. Por isso, a oração pessoal e comunitária, a celebração dos sacramentos e o anúncio da Palavra de Deus interagem diretamente com o bem comum da humanidade.
Evidentemente que a responsabilidade de perseguir o bem comum compete, não só às pessoas consideradas individualmente, mas também ao Estado, afinal o bem comum é a razão de ser da autoridade civil. Políticas públicas que considerem apenas a agremiação política dos administradores ou os grupos por eles sustentados não constroem uma sociedade; pelo contrário, tais políticas não são públicas, mas particulares e egoístas, e servem para dividir e escravizar as pessoas em vista de interesses pessoais, mediante a obtenção, muitas vezes, criminosa do poder político.
Para além desses motivos, a razão que justifica e exige o agregar-se dos fiéis em associação é de ordem teológica e assim reconheceu o Concílio Vaticano II ao apontar o apostolado associado como um “sinal da comunhão e da unidade da Igreja em Cristo” (Apostolicam Actuositatem, 18). O membro de uma associação católica necessita manter viva a consciência de ser um membro da Igreja, a quem se confia um encargo original, que deverá desempenhar um ofício ou um trabalho para o bem comum para a sociedade na qual está inserida.
A missionariedade da Igreja, realizada em forma associada, exige cristãos com um compromisso social pelo bem comum que vai além dos trabalhos de organização e manutenção das paróquias. O apostolado realizado pelas associações católicas é uma resposta às necessidades básicas de um povo, resultando na efetiva participação social. Neste ponto, é necessário salientar que as associações católicas não têm um fundamento ideológico, mas teológico que represente a unidade da Igreja e a inserção na história de um povo para a construção do bem comum.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2015-2019) afirma “que a missão fundamental de leigos e leigas é a presença e o testemunho na sociedade, especialmente nos ambientes de trabalho e em associações laicais” (n. 107). Somos todos chamados a construir o bem comum, para que tudo seja restaurado em Cristo e a humanidade viva a fraternidade que a nova criação já iniciou na história com a páscoa do Senhor.
Pe. Denilson Geraldo
Doutor em Direito Canônico
Pontifícia Universidade Lateranense - Roma