Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -A espiritualidade como encontro com a pessoa de Jesus Cristo, comunicador do Pai, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6), revela o rosto amoroso de Deus que quer ser amigo, próximo. Ele quer relacionar-se conosco verdadeiramente, quer pensar em nós, amar por meio de nós, agir conosco e por nós. Ele nos quer unidos (as)a Ele para que produzamos frutos como ramos unidos à videira (Jo 15, 1-17).
A imagem da videira e dos ramos é uma figura de linguagem, que revela a profundidade do relacionamento de nós seres humanos com o Criador, por meio de Jesus e no seu Espírito. A videira tem raízes, tronco e galhos, ramas que se estendem por largos espaços e dão sombra com suas folhas, além de frutos de uva com um aroma saboroso e saudável.
A imagem da videira e dos ramos revela uma relação de pertença vital dos ramos em relação à videira, cuja seiva vem da raiz, passa pelo tronco e se irradia pelos galhos que se estendem abraçando quem dela se aproxima para se alimentar ou se abrigar do sol. Mas o galho precisa estar muito unido ao tronco para beneficiar-se da seiva e cumprir a missão de alimentar e proteger quem dele se aproxima. A videira também precisa de cuidados para se proteger de insetos e outros elementos estranhos que possam prejudicar sua vida e desempenho. O cuidado é indispensável para que ela dê fruto, caso contrário se torna estéril.
O desenho da videira que espalha suas ramas para um extenso espaço e, em cada “nó”, nascem folhas e frutos, remete à rede de comunicação do nosso cotidiano, que conecta tantas pessoas ao mesmo tempo. Da mesma forma podemos pensar as pessoas em relacionamento, unidas, interligadas umas às outras e pelas tecnologias. E o que a rede favorece? A escuta dos anseios, da sede de Deus que as pessoas têm; a comunhão sendo um só coração e uma só alma no relacionamento, porque unidos à videira que é Jesus; o diálogo e o entendimento, acolhendo e respeitando os diferentes pontos de vista; a comunicação para além do espaço e do tempo para causas em favor do Reino de Deus, colocando a comunicação a serviço da vida, da solidariedade e da paz.
A mística da videira e dos ramos, buscando viver e servir na comunicação como cultura do encontro torna visível a mensagem que o papa Francisco enviou no ano de 2019 por ocasião do Dia Mundial das comunicações sociais: “Somos membros uns dos outros. A comunicação como cultura do encontro”. Dessa forma, não por nós mesmos, mas pelo dom do Espírito Santo, cultivamos uma espiritualidade que dá sentido a todas as ações e favorece uma comunicação que gera comunhão.
Ir. Helena Corazza
Pertence à congregação das Irmãs Paulinas. Jornalista, doutora em Ciências da Comunicação, diretora do Serviço à Pastoral da Comunicação (SEPAC/Paulinas). Fez parte da Comissão de Assessoria ao Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Assessora comunidades e grupos na área da formação pastoral e evangelizadora. Organiza e acompanha cursos de formação a Distância, na área da comunicação e pastoral – www.paulinascursos.com/sepac. É autora dos livros: Educomunicação, formação pastoral na cultura digital; Pastoral da Comunicação, diálogo entre fé e cultura e Espiritualidade do comunicador. Viver a mística nos tempos atuais, com Joana T. Puntel, entre outros.
A espiritualidade como encontro com a pessoa de Jesus Cristo, comunicador do Pai, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6), revela o rosto amoroso de Deus que quer ser amigo, próximo. Ele quer relacionar-se conosco verdadeiramente, quer pensar em nós, amar por meio de nós, agir conosco e por nós. Ele nos quer unidos (as)a Ele para que produzamos frutos como ramos unidos à videira (Jo 15, 1-17).
A imagem da videira e dos ramos é uma figura de linguagem, que revela a profundidade do relacionamento de nós seres humanos com o Criador, por meio de Jesus e no seu Espírito. A videira tem raízes, tronco e galhos, ramas que se estendem por largos espaços e dão sombra com suas folhas, além de frutos de uva com um aroma saboroso e saudável.
A imagem da videira e dos ramos revela uma relação de pertença vital dos ramos em relação à videira, cuja seiva vem da raiz, passa pelo tronco e se irradia pelos galhos que se estendem abraçando quem dela se aproxima para se alimentar ou se abrigar do sol. Mas o galho precisa estar muito unido ao tronco para beneficiar-se da seiva e cumprir a missão de alimentar e proteger quem dele se aproxima. A videira também precisa de cuidados para se proteger de insetos e outros elementos estranhos que possam prejudicar sua vida e desempenho. O cuidado é indispensável para que ela dê fruto, caso contrário se torna estéril.
O desenho da videira que espalha suas ramas para um extenso espaço e, em cada “nó”, nascem folhas e frutos, remete à rede de comunicação do nosso cotidiano, que conecta tantas pessoas ao mesmo tempo. Da mesma forma podemos pensar as pessoas em relacionamento, unidas, interligadas umas às outras e pelas tecnologias. E o que a rede favorece? A escuta dos anseios, da sede de Deus que as pessoas têm; a comunhão sendo um só coração e uma só alma no relacionamento, porque unidos à videira que é Jesus; o diálogo e o entendimento, acolhendo e respeitando os diferentes pontos de vista; a comunicação para além do espaço e do tempo para causas em favor do Reino de Deus, colocando a comunicação a serviço da vida, da solidariedade e da paz.
A mística da videira e dos ramos, buscando viver e servir na comunicação como cultura do encontro torna visível a mensagem que o papa Francisco enviou no ano de 2019 por ocasião do Dia Mundial das comunicações sociais: “Somos membros uns dos outros. A comunicação como cultura do encontro”. Dessa forma, não por nós mesmos, mas pelo dom do Espírito Santo, cultivamos uma espiritualidade que dá sentido a todas as ações e favorece uma comunicação que gera comunhão.
Ir. Helena Corazza
Pertence à congregação das Irmãs Paulinas. Jornalista, doutora em Ciências da Comunicação, diretora do Serviço à Pastoral da Comunicação (SEPAC/Paulinas). Fez parte da Comissão de Assessoria ao Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Assessora comunidades e grupos na área da formação pastoral e evangelizadora. Organiza e acompanha cursos de formação a Distância, na área da comunicação e pastoral – www.paulinascursos.com/sepac. É autora dos livros: Educomunicação, formação pastoral na cultura digital; Pastoral da Comunicação, diálogo entre fé e cultura e Espiritualidade do comunicador. Viver a mística nos tempos atuais, com Joana T. Puntel, entre outros.