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O Evangelho de hoje é uma ceia de despedida de Jesus, pois vai voltar para a casa de Deus Pai, após ter cumprido a sua missão nesta terra de salvar o ser humano, por isso as suas palavras soam como um testamento a todos os que Nele creem, ou seja, estas palavras que Ele diz são o que de mais importante devemos praticar para fazer parte da comunidade dos filhos e filhas de Deus. Inicialmente Jesus explica que será entregue à morte, mas ressuscitará, que isto será ocasião da manifestação da sua glória e da glória do Pai, pois o que Ele realiza é sinal do amor que se doa até o último momento de sua vida pela nossa salvação. As últimas palavras de Jesus e o seu ensinamento fundamental é: “Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, vós deveis também amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34), portanto o mandamento do amor a Deus e ao próximo é a herança mais importante que Jesus nos deixa. Este mandamento do amor já existia no livro do Levítico 19,18. Então qual é a novidade que Jesus nos traz com este mandamento? Só olhando para Jesus saberemos como Ele nos amou. A sua própria vida é uma prática deste amor incondicional. Ele, em todos os momentos da sua vida terrena, sempre foi solidário com os sofrimentos, doenças e tristezas do ser humano. Sempre procurou libertá-lo de seus pecados, vícios e possessões, para oferecer uma vida saudável no aspecto humano e espiritual. Por isso Jesus, com o mandamento do amor, quer que sejamos capazes de acolher a pessoa do próximo, colocar-se ao seu serviço, dar-lhe dignidade, respeito, atenção, carinho para que o outro tenha mais vida. A exemplo do amor de Jesus, o nosso amor, não deve guardar nada para si, mas ser entrega total e absoluta a Deus e ao próximo. Com as palavras do Evangelho de hoje, Jesus quer nos dizer que a prática do amor é aquilo que nos distingue dos não cristãos, que nos identifica como filhos e filhas de Deus, por isso Ele diz: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,33). Quem não aceita amar o próximo e fazer-lhe o bem não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus. Quem explora o próximo, quem só quer tirar vantagens do outro, quem aproveita as situações de fragilidade do ser humano para subjugá-lo, não pode ser considerado cristão. Jesus não quer que a missão de Evangelizar, abençoar e salvar as pessoas pare com a sua partida para a casa de Deus Pai, por isso somos nós, seus discípulos e discípulas, que agora temos a missão de anunciar a Palavra de Deus, de formar comunidades cristãs em torno de Cristo presente na Eucaristia, de inserir pelo batismo novos membros na comunidade cristã, de fazer o bem ao próximo nas suas necessidades humanas e espirituais, de se amar uns aos outros, de sermos servos de Deus e da Igreja assim como Jesus foi servo de Deus Pai: “não vim para ser servido mas para servir” (Mt 20,28). Jesus diz continuará presente entre nós através do amor que temos uns para com os outros. Este amor significa também deixar-se amar por Deus, por isso Jesus diz: “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6,37)Para que esta missão de levar o amor de Deus a todo ser humano continuasse, vimos na primeira leitura de hoje que Paulo e Barnabé “estabeleceram anciãos em cada Igreja” (At 14,23). A palavra “anciãos” em grego é “presbíteroi”, ou seja, presbíteros. Estes “anciãos” são os presbíteros e os sacerdotes de hoje. Como vimos na leitura, a missão destes era consolar os membros da comunidade cristã para que se fortalecessem na vivência da fé; ajudar a enfrentar as perseguições e as tribulações da vida presente; dar apoio humano e espiritual; unir a comunidade em oração, de vigiarem e de defenderem a comunidade face aos perigos internos e externos (cf. At 20,28-31). Os presbíteros entendiam que a missão que receberam era obra de Deus e não meramente obra humana, por isso “contaram tudo o que Deus fizera através deles e como abrira aos gentios a porta da fé” (At 14,27). Peçamos a Deus que continue chamando jovens para se colocarem a serviço de Deus e da Igreja para a missão que Jesus confiou aos Apóstolos de salvar pessoas continue em nossos dias (cf. Mt 28,19). Esta Palavra dos Atos dos Apóstolos nos mostra que os nossos dons, talentos, carismas e vocação só têm sentido quando colocado a serviço de Deus, do próximo e da comunidade cristã a que pertencemos. Ela nos diz também que precisamos reconhecer que por detrás do nosso trabalho de Evangelização e do nosso testemunho cristão está Deus, pois o anúncio do Evangelho não é uma obra nossa, mas de Deus. Vivendo desta forma a comunidade cristã, ou seja, a Igreja torna-se o lugar da salvação, o lugar do encontro definitivo entre Deus e o seu Povo, pois a sua origem é divina. A Igreja é uma absoluta criação da graça de Deus, dom definitivo de Deus ao seu Povo, na qual se consuma uma história de intimidade e de comunhão. A partir do momento que somos capazes de nos amar uns ao outros, Deus passa a residir de forma permanente e estável no meio do seu Povo, como o noivo que se junta à sua amada e com ela partilha a vida e o amor. Peçamos a Deus a graça divina do amor e a capacidade de nos colocar a serviço de Deus e do próximo, a fim de que a bênção de Jesus esteja sempre sobre cada um de nós, na família, no trabalho e na Igreja.
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O Evangelho de hoje é uma ceia de despedida de Jesus, pois vai voltar para a casa de Deus Pai, após ter cumprido a sua missão nesta terra de salvar o ser humano, por isso as suas palavras soam como um testamento a todos os que Nele creem, ou seja, estas palavras que Ele diz são o que de mais importante devemos praticar para fazer parte da comunidade dos filhos e filhas de Deus. Inicialmente Jesus explica que será entregue à morte, mas ressuscitará, que isto será ocasião da manifestação da sua glória e da glória do Pai, pois o que Ele realiza é sinal do amor que se doa até o último momento de sua vida pela nossa salvação.
As últimas palavras de Jesus e o seu ensinamento fundamental é: “Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, vós deveis também amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34), portanto o mandamento do amor a Deus e ao próximo é a herança mais importante que Jesus nos deixa. Este mandamento do amor já existia no livro do Levítico 19,18. Então qual é a novidade que Jesus nos traz com este mandamento? Só olhando para Jesus saberemos como Ele nos amou. A sua própria vida é uma prática deste amor incondicional. Ele, em todos os momentos da sua vida terrena, sempre foi solidário com os sofrimentos, doenças e tristezas do ser humano. Sempre procurou libertá-lo de seus pecados, vícios e possessões, para oferecer uma vida saudável no aspecto humano e espiritual. Por isso Jesus, com o mandamento do amor, quer que sejamos capazes de acolher a pessoa do próximo, colocar-se ao seu serviço, dar-lhe dignidade, respeito, atenção, carinho para que o outro tenha mais vida. A exemplo do amor de Jesus, o nosso amor, não deve guardar nada para si, mas ser entrega total e absoluta a Deus e ao próximo.
Com as palavras do Evangelho de hoje, Jesus quer nos dizer que a prática do amor é aquilo que nos distingue dos não cristãos, que nos identifica como filhos e filhas de Deus, por isso Ele diz: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,33). Quem não aceita amar o próximo e fazer-lhe o bem não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus. Quem explora o próximo, quem só quer tirar vantagens do outro, quem aproveita as situações de fragilidade do ser humano para subjugá-lo, não pode ser considerado cristão.
Jesus não quer que a missão de Evangelizar, abençoar e salvar as pessoas pare com a sua partida para a casa de Deus Pai, por isso somos nós, seus discípulos e discípulas, que agora temos a missão de anunciar a Palavra de Deus, de formar comunidades cristãs em torno de Cristo presente na Eucaristia, de inserir pelo batismo novos membros na comunidade cristã, de fazer o bem ao próximo nas suas necessidades humanas e espirituais, de se amar uns aos outros, de sermos servos de Deus e da Igreja assim como Jesus foi servo de Deus Pai: “não vim para ser servido mas para servir” (Mt 20,28). Jesus diz continuará presente entre nós através do amor que temos uns para com os outros. Este amor significa também deixar-se amar por Deus, por isso Jesus diz: “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6,37)
Para que esta missão de levar o amor de Deus a todo ser humano continuasse, vimos na primeira leitura de hoje que Paulo e Barnabé “estabeleceram anciãos em cada Igreja” (At 14,23). A palavra “anciãos” em grego é “presbíteroi”, ou seja, presbíteros. Estes “anciãos” são os presbíteros e os sacerdotes de hoje. Como vimos na leitura, a missão destes era consolar os membros da comunidade cristã para que se fortalecessem na vivência da fé; ajudar a enfrentar as perseguições e as tribulações da vida presente; dar apoio humano e espiritual; unir a comunidade em oração, de vigiarem e de defenderem a comunidade face aos perigos internos e externos (cf. At 20,28-31). Os presbíteros entendiam que a missão que receberam era obra de Deus e não meramente obra humana, por isso “contaram tudo o que Deus fizera através deles e como abrira aos gentios a porta da fé” (At 14,27). Peçamos a Deus que continue chamando jovens para se colocarem a serviço de Deus e da Igreja para a missão que Jesus confiou aos Apóstolos de salvar pessoas continue em nossos dias (cf. Mt 28,19).
Esta Palavra dos Atos dos Apóstolos nos mostra que os nossos dons, talentos, carismas e vocação só têm sentido quando colocado a serviço de Deus, do próximo e da comunidade cristã a que pertencemos. Ela nos diz também que precisamos reconhecer que por detrás do nosso trabalho de Evangelização e do nosso testemunho cristão está Deus, pois o anúncio do Evangelho não é uma obra nossa, mas de Deus. Vivendo desta forma a comunidade cristã, ou seja, a Igreja torna-se o lugar da salvação, o lugar do encontro definitivo entre Deus e o seu Povo, pois a sua origem é divina. A Igreja é uma absoluta criação da graça de Deus, dom definitivo de Deus ao seu Povo, na qual se consuma uma história de intimidade e de comunhão. A partir do momento que somos capazes de nos amar uns ao outros, Deus passa a residir de forma permanente e estável no meio do seu Povo, como o noivo que se junta à sua amada e com ela partilha a vida e o amor. Peçamos a Deus a graça divina do amor e a capacidade de nos colocar a serviço de Deus e do próximo, a fim de que a bênção de Jesus esteja sempre sobre cada um de nós, na família, no trabalho e na Igreja.
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