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24º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Crédito da foto - INTERNET

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O Evangelho de hoje pode ser dividido em duas partes. Na primeira fala sobre a identidade de Jesus. Na segunda parte Jesus nos diz que é necessário renunciar a si mesmo, tomar a cruz e segui-Lo.
Na primeira parte que fala sobre “quem é Jesus” percebemos pelas respostas dadas pelas pessoas comuns que Jesus era visto como um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão  de falar em nome de Deus. Um homem atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente. Alguns veem em Jesus um admirável condutor de massas, que acendeu a esperança nos corações das multidões carentes. Outros ainda o viram como um revolucionário. Mas as respostas não vão além disso. Jesus é visto, apenas, como um homem bom, justo, generoso, que escutou os apelos de Deus e que Se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes d’Ele. Isto significa que os “homens” não entenderam quem é Jesus, nem a profundidade do seu mistério como messias, pois viram Jesus como “um homem” excepcional, que marcou a história e deixou o seu legado.
Já a resposta dos discípulos acerca de Jesus vai muito além das pessoas comuns. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, afirma que Jesus: “É o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Dizer que Jesus é “o Cristo” (Messias) significa dizer que Ele é o Ungido de Deus, aquele que veio para libertar a humanidade do pecado e da morte, ou seja, é aquele que veio para trazer a salvação definitiva do ser humano. É aquele que veio tornar cada homem e cada mulher uma pessoa nova, capaz de caminhar ao encontro de Deus e de chegar à plena felicidade. Jesus é aquele que nos transforma, que nos renova e que nos encaminha para a vida eterna e verdadeira.
Jesus faz a mesma pergunta para nós hoje: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Para responder a esta pergunta é preciso interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na minha existência. Qual o significado que Cristo tem na minha vida, que atenção dou aos seus mandamentos, qual a importância que os seus ensinamentos assumem nas minhas decisões, no esforço que faço ou que não faço para O seguir? 
O que é que significa renunciar a si mesmo?  Não significa deixar de viver, mas assumir a vida com responsabilidade, tomando consciência da vocação e missão que Deus deu a cada um. Significa colocar a vontade de Deus em primeiro lugar e fazer da vida um presente a Deus e aos outros. O discípulo de Jesus não vive fechado no seu cantinho, olhando só para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos e irmãs, alheado das lutas e reivindicações dos outros seres humanos; mas viver para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos. Significa abandonar uma mentalidade mundana para que a mente e o coração estejam voltados para as coisas de Deus. Renunciar a si mesmo é deixar Deus ser o primeiro sempre em tudo aquilo que faz e realiza.
 “Tomar a cruz e segui-Lo” significa a entrega da própria vida por amor. Significa ser capaz de gastar a vida  por amor a Deus e para que o próximo seja mais felizes. Tomar a cruz significa abraçar a vida como ela é e com as suas exigências próprias. A vida não é fácil para ninguém, ela tem suas exigências, tem as situações que, muitas vezes, não compreendemos, mas precisamos abraçar. Jesus está dizendo que se quisermos segui-Lo, precisamos abrir mão de nossos desejos e vontades e viver de acordo com a Sua Palavra, porque não é possível ser um discípulo verdadeiro quando ainda estamos presos às coisas do mundo e da carne. Tomar a sua cruz é viver no dia a dia fazendo as escolhas certas que agradam a Deus.
A leitura que ouvimos do profeta Isaías mostra que quando a pessoa é fiel à missão que Deus lhe dá é motivo de sofrimento, perseguição e incompreensão especialmente por parte daqueles que promovem a injustiça, a opressão, a desigualdade social, ou seja, provoca a perseguição daqueles que são contra a Palavra de Deus, a família e a ordem social. O profeta diz: “Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio”, ou seja, ele confia que Deus irá confundir os seus adversários. Ele tem a confiança em Deus e sabe que não ficará desiludido. O profeta mostra que Deus é a rocha firme em quem podemos nos agarrar nos momentos de tribulação.  A leitura mostra quem confia em Deus e vive na fidelidade do seu Evangelho, não sairá decepcionado. Amém. 

 
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