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20º Domingo do Tempo Comum
Crédito da foto - INTERNET

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O Evangelho que hoje ouvimos nos fala sobre a visita de Maria a Isabel e do canto do “Magnificat”. Através desses textos vemos o encontro de duas mães agraciadas por Deus: Maria, “mãe-virgem”, e Isabel, “mãe-estéril”. Temos também o encontro de dois filhos benditos: o Precursor João Batista e o Salvador Jesus. A liturgia de hoje nos convida a estarmos “atentos às coisas do alto, a fim de participamos da Sua glória”, da glória do Senhor Onipotente.
Hoje toda a Igreja canta jubilosa, unindo sua voz à dos Santos e dos Anjos para louvar, agradecer e glorificar a Santíssima Trindade pela vida maravilhosa da Santíssima Virgem Maria. Nesta solenidade rendemos também graças a Deus pelos Consagrados à Vida Religiosa e pelos Consagrados Seculares. Homens e mulheres que disseram “sim” e se uniram ao Senhor pela vida de castidade, obediência e pobreza, como Maria Santíssima. 
A Virgem Maria foi assunta aos céus porque se fez pequena e serva do Senhor. Sem nunca se vangloriar e enaltecer de suas qualidades humanas e espirituais . A Virgem Maria centrou-se exclusivamente em Deus e d’Ele viveu numa confiança inabalável e numa entrega sem limites centralizada no mistério pascal de seu Filho Jesus. Da mesma forma a Virgem Maria quer nos levar ao seu Filho Jesus, ou seja, até à glória da Vida Eterna, por isso a Igreja proclama solenemente: “A imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Com esta afirmação a Igreja quer nos dizer que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu. 
A Virgem Maria é a obra-prima de toda a criação, pois nasceu sem a mancha do pecado original para tornar-se a Mãe do Salvador. Maria, no seu ventre, leva em si a Nova Aliança entre Deus e a humanidade: Jesus Cristo. Maria nos foi dada por Jesus como Mãe de todos os homens e mulheres, de todos os filhos e filhas de Deus. A Virgem Maria foi a primeira a pronunciar o nome de Jesus. Foi a primeira a comungar com Jesus de forma tão intensa. Foi a primeira a partilhar tudo com Ele. Foi a primeira a levá-lo aos outros e a contagiar todos com a sua sabedoria. Foi a primeira a beijá-lo, abraçá-lo, a primeira a contemplar o seu rosto. A Virgem Maria quando disse, nas bodas de Caná, “fazei tudo o que Ele vos disser” quis que os apóstolos e todos os demais seres humanos acolhessem a Sua palavra e agissem de acordo com a Sua vontade. Maria convida a cada um de nós a termos Cristo como centro da nossa vida e da nossa missão. Ela conduz sempre para Cristo, para Deus. Nada quer para si, mas tudo entrega a Deus numa constante e onipotente súplica em favor de todos.
A Virgem Maria compartilha o destino do Filho, o qual um dia também compartilharemos, ou seja, assim como Jesus, Maria não permaneceu na morte. Ela participou da vida de Jesus, foi discípula fiel, parte da comunidade perseverante na oração e apóstola do mistério de Cristo. Então, foi ressuscitada por Deus, ou seja, foi assumida de corpo e alma, em sua totalidade, por Ele. Por isso São Paulo nos afirma que, assim como a morte veio através de Adão e todos morrem, assim também através de Cristo vem a vitória total de Cristo, pois todos ressuscitam. Jesus destruirá todos os mecanismos da morte chamados aqui de “principado, autoridade e poder”. Ele reinará até que tenha posto debaixo dos seus pés todos os seus inimigos, ou seja, todas as forças contrárias ao seu projeto de vida. O último inimigo que ele destruirá será a morte. Então, sim, chegará o fim e ele entregará o reino a Deus Pai, por isso esperamos participar da ressurreição de Jesus como a Virgem Maria já participa.
Contemplando a vida da Virgem, desejemos imitá-la. Sejamos também bem-aventurados, porque acreditamos no que o Senhor prometeu. Sejamos, como Maria, homens e mulheres de fé. Guardemos em nós a Palavra a fim de que em nós também o Cristo seja gerado. Exultemos de alegria no Senhor que elevou aos céus em corpo e alma a Virgem Santíssima e que um dia também nos glorificará, dando-nos um corpo glorioso no Reino que Ele prepara para nós. O papa Francisco, pensando na Assunção de Maria diz: “Maria, a mãe que cuidou de Jesus, agora cuida com carinho e preocupação materna deste mundo ferido. Assim como chorou, com o coração trespassado, a morte de Jesus, assim também agora se compadece do sofrimento dos pobres crucificados e das criaturas deste mundo exterminadas pelo poder humano. Ela vive, com Jesus, completamente transfigurada, e todas as criaturas cantam sua beleza”.

 
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