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10 DOMINGO DO TEMPO COMUM
Crédito da foto - INTERNET

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O Evangelho de hoje começa dizendo que “Jesus voltou para casa com os seus discípulos”. Isso nos mostra que a casa e o núcleo familiar, graças ao batismo, são uma pequena Igreja, uma Igreja doméstica, conforme nos diz o Concílio Vaticano II. A família realiza em pequena medida o que toda a Igreja é chamada a realizar. Jesus mesmo é quem dá legitimidade a essas pequenas igrejas nas casas. Em sua vida, muitas vezes ele visitou as residências, sentou-se à mesa com as famílias, conviveu com as pessoas. Foi ele quem disse: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles”(Mt 18,20). 
Por isso hoje também somos convidados a nos reunir em casa para oração em família, meditação da Palavra de Deus e para o diálogo entre os membros da família. O sonho de Jesus é formar uma nova e autêntica família, a família de Deus, que não é constituída por laços de sangue, mas pela fé e pela acolhida da pessoa Jesus Cristo como nosso irmão e salvador. Jesus termina o Evangelho de hoje mostrando quem é a sua família: “Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe”, ou seja, para fazer parte da família de Jesus, é preciso ter a mesma atitude que Ele tem diante da vontade de Deus: ser obediente. Por isso ser da família de Jesus é fazer a vontade de Deus e sentar-se ao redor de Jesus, especialmente da Eucaristia onde Jesus nos alimenta com a sua Palavra e seu Corpo e Sangue. Jesus também chama atenção para que as famílias vivam unidas pois uma família que está dividida contra si mesma, não poderá sobreviver de modo algum.
O segundo tema abordado por Jesus neste Evangelho é sobre o pecado contra o Espírito Santo. Jesus declara que todos “os pecados e blasfémias” serão perdoados, mas “quem blasfemar contra o Espírito” não obterá perdão. Isso dá a entender que a blasfémia contra o Espírito Santo seria atribuir ao mal aquilo que é obra redentora do Espírito Santo em Jesus Cristo, seria negar a verdadeira identidade divina de Jesus. Como diz São Paulo: “ninguém pode dizer: \"Jesus é Senhor\", a não ser pela ação do Espírito Santo”, por isso negar que Jesus seja o Filho de Deus e associar a sua ação com os demônios é um pecado contra o Espírito Santo, por isso é um pecado eterno, um pecado que não tem perdão. É sem perdão não por causa de Deus, que a todos perdoa, mas por causa de quem se exclui voluntariamente do perdão e da salvação. Hoje, muitos também consideram bom algo que é mau (a guerra, a pena de morte, a eutanásia, a intolerância, o aborto, o enriquecimento por meio da corrupção ou da injustiça, etc) e como más coisas que são boas (a fraternidade, a compaixão, a justiça social, a tolerância, a castidade etc). É preciso crer na força e eficácia do Espírito Santo, pois foi Ele quem animou e guiou a missão de Jesus. 
A leitura do Gênesis mostra que Jesus não tem pacto com o demônio pois Ele é o cumprimento da promessa de Deus de que alguém virá para “esmagar” a cabeça da serpente em seu nome. Esta promessa se cumpre exatamente através de Jesus, o Filho da Virgem Maria, a nova Eva. O Evangelho mostra que Jesus veio ao mundo para esmagar definitivamente a cabeça da serpente, ou seja, o poder de Satanás, por meio da pregação da Palavra, dos milagres, da sua morte e ressurreição que tem o poder de “expulsar os demônios”. De fato Satanás será destruído, por uma força vinda de fora, pela intervenção do próprio Deus, “que lhe esmagará a cabeça”. 
Jesus é aquele que entra na casa do “homem forte” que é o demónio, “amarra-o”, impedindo-o de continuar a sua ação, e “rouba-lhe os bens”, ou seja, retirar do seu poder todos os que eram sua propriedade. Desde o início da vida cristã, que se dá com o Batismo, nós cristãos são chamados a renunciar a Satanás e a fazer a nossa profissão de fé no Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.
São Paulo nos diz que a fé em Cristo Jesus é o antídoto eficaz contra o desânimo em tempos de angústias e tribulações. A fé nos permite ver aquilo que é invisível aos olhos humanos. Ver com o olhar de fé é ver o outro como Deus o vê; por isso, onde existe fé, existe a certeza de que Jesus é o mais forte, que ele veio em socorro da nossa fraqueza no combate cotidiano contra todas as manifestações do mal. Cabe a nós acreditar que Jesus é nosso campeão e saborear com Ele essa vitória que também é nossa, pois Jesus nos representa, pois Ele é nosso defensor, protetor e salvador. 

 
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