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1º DOMINGO DA QUARESMA
Crédito da foto - INTERNET

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O Tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa. A Quaresma vai da Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa). Do início da Quaresma até a Vigília pascal não se diz o Aleluia. A quaresma é um tempo de oração, de escuta atenta e frequente da Palavra divina, tempo de viver de modo mais intenso o jejum e o serviço ao próximo, mas é, também, um tempo de tentação, como aliás o é toda a vida cristã. A Quaresma é um tempo de conversão, isto é, de mudança interior, de arrependimento. O tempo da Quaresma é o momento propício para renovar e tornar mais sólida a nossa relação com Deus, através da oração quotidiana, dos gestos de penitência e das obras de caridade fraterna. 
A Quaresma é um tempo onde somos chamados a voltar à graça do nosso Batismo. Para os que são batizados a quaresma é um tempo de retornar à graça do batismo através do Sacramento da Confissão que é um segundo batismo, para os que não são batizados é o tempo para se prepararem para receber o batismo. Por isso quaresma é um tempo especial da graça de Deus, é um tempo de “volta para Deus”, é o tempo da conversão, o tempo de deixar-se modificar interiormente pela Palavra de Deus. Conversão e fé estão em íntima relação: ter fé significa abrir-se à conversão; o desejo de conversão, por sua vez, é o fruto natural da fé. Por isso, Jesus faz o convite: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Todos nós os batizados devemos renovar, na celebração da Páscoa, o nosso compromisso batismal: um compromisso de coerência de vida, de anúncio do Evangelho e de engajamento na nova Evangelização, superando todas as exclusões, lutando ainda para que todos tenham “o pão de trigo e o pão da palavra”, palavra que liberta e salva!
Na Bíblia o deserto é colocado como o lugar privilegiado do encontro com Deus. O lugar onde se pode encontrar Deus e tomar grandes decisões, por isso Jesus foi colocado à prova.  Esta tentação não se resume somente aos quarenta dias de deserto mas vai prolongar-se por toda a vida de Jesus. A tentação tem como objetivo afastar a pessoa da vontade de Deus, ser contrário à obediência divina. A conversão significa a radical mudança de mentalidade e atitudes, deixando as práticas do mal e assumindo práticas de vida para si e para os outros.
A Quaresma constitui um tempo favorável para uma atenta revisão de vida no recolhimento, na oração e na penitência. As armas para lutar contra as tentações em nossa vida são: A oração; a mortificação; a leitura e a prática da Palavra de Deus; O Alimento divino, isto é , a Sagrada Comunhão; A penitência corporal, pelo jejum e abstinência de muitas coisas que poderíamos utilizar. Dando esmola das coisas de que nos privamos de comer e beber; e ajudando os que sentem mais dificuldade de o fazer a aproximarem-se do sacramento da Reconciliação e Penitência.
São Bento diz: “Acrescentemos, portanto, nesses dias, alguma coisa ao encargo habitual da nossa servidão: orações especiais, abstinência de comida e bebida; e assim ofereça cada um a Deus, de espontânea vontade, com a alegria do Espírito Santo, alguma coisa além da medida estabelecida para si; isto é: subtraia ao seu corpo algo da comida, da bebida, do sono, da conversa, da escurrilidade (brincadeiras excessivas e inapropriadas), e, na alegria do desejo espiritual, espere a Santa Páscoa.” 
A Quaresma é o momento de nos darmos conta de que não estamos sós diante das tentações da vida, da luta entre o Espírito e a carne. O Senhor, que desperta em nós o desejo de mudança e conversão, está disponível para nos ajudar, ao menor sinal de boa vontade da nossa parte. Que todos nós possamos viver intensamente este tempo de penitência, de jejum, de conversão e de oração. Que a palavra divina seja sempre a santa referência fundamental a orientar a vida cristã nas horas de provações e de dúvidas. Este tempo quaresmal nos convida a confiar na misericórdia de Deus: “Ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que promete” (Jl 2,13). Assim como a arca foi o instrumento pelo qual Deus salvou a Família de Noé, assim o batismo seja o meio ordinário pelo qual Deus nos salva: “À arca corresponde o Batismo, que hoje é a vossa salvação” (1Pd 3,21). Por isso peçamos com o salmista: “Tu és o Deus que me salva, lembra-te, Senhor, da tua ternura”. 

 
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